Quanto vc acha que custa aos contribuintes os elogios ao estadista via franklin martins
somente um par de trouxas pode acreditar naqueles editoriais e isso nem eh novidade em lugar nenhum durante a "gloriosa" a manchete vivia fazendo matérias elogiosas para o andreazza e seu ministerio... 2010/4/25 Clarival Vilaça <[email protected]> > > > *Por até R$ 7.000, institutos cobram para premiar empresas *25/04/2010 > > *RICARDO GALLO > *da *Reportagem Local* > > Como uma empresa de qualquer porte faz para receber um prêmio de melhor em > seu setor? Em muitos casos, paga. > > PF investiga golpe do falso prêmio que usa nome do > MEC<http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u719681.shtml> > > Por até R$ 7.000, institutos e associações cobram para premiar empresas de > todo o país, em categorias que vão de "Melhor Tratamento contra Estrias > 2009" a "Destaque no Segmento Elétrico", entre outras. > > Os critérios de escolha são vagos. Em geral, os organizadores dizem seguir > indicações de clientes, fornecedores e conhecidos da eleita. Quem se diz > baseado em pesquisas de opinião não se dispõe a mostrá-las. > > As vencedoras são procuradas pelas entidades e informadas de que ganharam o > prêmio. A entrega se dá em jantares. Ganha-se troféu e/ou certificado, mais > selos de "qualidade". > > A abrangência extrapola a fronteira brasileira: há prêmio que homenageia > destaque do Mercosul e da América Latina. > > À *Folha* ao menos seis empresas admitiram cobrar dos premiados. Nenhuma, > porém, trata o prêmio como pago --é "adesão" ou "contribuição". > > *Parlamentares* > > Uma das mais conhecidas é a OPB (Ordem dos Parlamentares do Brasil). A > entidade promove o "Top of Quality" e o "Top of Quality Ambiental". > > O prêmio custa R$ 4.500. Oficialmente, são 1.500 cartilhas para projetos > sociais, a R$ 3 cada. Mas pode chegar a R$ 7.000, conforme recibo obtido > pela *Folha*. Apesar do nome, a entidade diz não ter relação > político-partidária. O presidente, Dennys Serrano, é 38º suplente de > deputado federal pelo PSB (1.296 votos em 2006). > > Outra a oferecer prêmio é a Abach (Academia Brasileira de Arte, Cultura e > História), com sede no Morumbi (zona oeste). São R$ 5.000 pelo "Prêmio > Qualidade São Paulo", disse seu representante a uma escola. > > Aos potenciais premiados, a associação envia memorando com selo da > Secretaria de Estado da Cultura --que disse estar surpresa e investigaria o > caso. > > Recorrer a autoridade para dar autenticidade ao prêmio é expediente comum. > O Cicesp (Centro de Integração Cultural e Empresarial de São Paulo) > instituiu a "Cruz do Mérito do Empreendedor Juscelino Kubitschek" (R$ > 5.980). "Nunca soube que a comenda era paga", disse Maria Estela Kubitschek, > filha adotiva do ex-presidente, que já recebeu a comenda. > > O valor do prêmio inclui joia banhada a ouro com rubis e esmeraldas, um > certificado da "Soberana Ordem JK" e dois convites para um jantar em > Brasília --a solenidade será na sexta (30). Segundo o presidente Regino > Barros, a entidade é como um clube, que vende títulos de sócio. Ainda assim, > há, segundo ele, rigor nas indicações. > > A *Folha* conversou com um empresário de 39 anos que tem 11 prêmios > --pelos quais pagou até R$ 2.000. "90% dos prêmios são pagos. É utopia > pensar que não tem custo", disse, sobre jantares em hotéis de luxo, fora o > "ambiente gostoso". > > Ele usa as solenidades ("há gente boa e gente ruim nesse setor") para fazer > negócios. "Troco cartões com gente com quem eu nunca teria acesso." > > O benefício chega a ser cem vezes superior ao custo. "Tanto é que cancelei > anúncios da minha empresa em revistas." > > Por ser habitué dos eventos, não param de chegar convites, diz. "Nos > últimos três anos já recusei 20." Ele foi convidado ou participou de > solenidades de três entidades citadas. > > "Um prêmio você institui para quem tem qualificação, para quem merece", diz > Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, entidade de defesa > do consumidor. "Além de ser antiético, induz a consumidor a escolher uma > empresa porque ela ganhou um prêmio que, na verdade, só pode ser > concretizado pelo pagamento." > > *Outro lado* > > Dennys Serrano, presidente da OPB, diz que o valor cobrado corresponde à > impressão de cartilhas de combate às drogas. > > O primeiro valor que ele disse à *Folha* foi de R$ 1.200; depois, falou em > R$ 4.500. "Por tudo o que ele [empresário] vai receber em troca e o retorno > de marca que ele tem é insignificante." Sobre o recibo de R$ 7.000, disse > que o valor era muito acima do estabelecido pela OPB --e que funcionário > responsável havia sido afastado. > > O Cicesp informou que a cobrança se deve à entrada em uma ordem, como em um > clube. O presidente Regino Barros afirmou que um conselho interno indica os > premiados. > > Gilberto Siqueira, diretor da Abasch, disse que o pagamento é "espontâneo". > O presidente Roberto Oropallo afirmou que não sabia da cobrança e que > mudaria os critérios. Sobre o selo da Secretaria da Cultura, afirmou ter > recebido o título de "Parceiro da Cultura". A secretaria não confirmou. > > O ICFU (Instituto Cultural da Fraternidade Universal), que pede R$ 3.600 > pelo prêmio de mérito educacional, diz aos premiados que o valor corresponde > à impressão de revista de combate às drogas. > > Na Abiqua, o Prêmio de Incentivo à Qualidade tem custo de R$ 1.000. O > valor, disse o presidente, inclui negócios e palestrantes. "Tem jantar, tem > custo", diz Antonio Neto Ladeira. > > A Montreal, do Top of Business, cobra R$ 3.900 por adesão. Mas, se houver > empresa que não tenha condições de pagar, ela recebe o certificado via > correio, disse a entidade, que diz ter critério na seleção dos premiados. > > Fonte: UOL. > > > > > V ilaça > http://clarival.com > > >
