CC,

a farra do boi é muito pior do que anunciada
a pressão sobre o BNDES é grande poie ele começa a financiar o Tesouro nessa
festa


Brasil um pais de eleitores RUbens, quer dizer, TOLOS


Deterioração das contas públicas brasileiras preocupa, afirma Fitch

 
Recomendar!<http://br.buzz.yahoo.com/buzz?publisherurn=infomoney_804&guid=http%3A%2F%2Fweb.infomoney.com.br%2Ftemplates%2Fnews%2Fview.asp%3Fcodigo%3D1839042%26path%3D%2Finvestimentos%2F&targetUrl=>
Por: Equipe InfoMoney
27/04/10 - 20h56
InfoMoney


 SÃO PAULO – “Quanta diferença um ano faz”. Foi assim que Shelly Shetty,
diretora sênior do grupo de ratings soberanos da Fitch Ratings - agência de
classificação de riscos - iniciou sua palestra, em que contrapôs a
resiliência econômica brasileira, que era a principal preocupação em sua
visita ao País em 2009, à crescente deterioração das contas públicas
brasileiras.

De acordo com a diretora, os estímulos
econômicos<http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1839042&path=/investimentos/#>foram
importantes na recuperação econômica do Brasil e possibilitaram uma
modesta retração de 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009. Foi
importante o Brasil poder diminuir a Selic em pleno derretimento das
finanças globais, mas agora a grande questão é se o País será capaz de
gradualmente reverter as políticas fiscais e econômicas acomodativas tomadas
durante a crise ou se isso acabará tornando-se um componente "estrutural".

Assim, para uma mudança de perspectiva para o rating soberano do País,
atualmente estável, alguns outros pontos devem ser observados, com destaque
especial para a situação fiscal do País, aspecto bastante frisado por Shetty
ao longo de sua palestra e também em conversa com os jornalistas presentes
no local.

Shetty evitou definir um prazo para qualquer alteração, tanto negativa como
positiva. Segundo a diretora, a Fitch observa o País “diariamente”. No
entanto, a diretora enfatizou que, quando o País recebeu o investment grade,
uma série de fatores que se concretizaram, como a capacidade de enfrentar um
choque externo e a perspectiva econômica positiva para os próximos anos, já
haviam sido contabilizados.

Para 2010, a estimativa de crescimento do PIB brasileiro é de 5,5%, com
projeção de desaquecimento no ritmo de expansão em 2011, para 4,6% no ano, o
que também irá minar as finanças públicas, por causa da diminuição da
arrecadação.

*Retirada de estímulos*
Um dos problemas apontados por Shetty é a capacidade do governo brasileiro e
da América Latina, como um todo, em retirar os pacotes de estímulos à
economia<http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1839042&path=/investimentos/#>concedidos
durante a crise financeira mundial.

Para a diretora da Fitch, historicamente, mostra-se que é mais fácil a
concessão de medidas benevolentes do que a retirada delas. Um ponto crucial
seria a definição do papel do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), que
nesse ano tem um aporte previsto de R$ 80 bilhões, embora a economia já
esteja aquecida, o que levou Shetty a interpretar como um “ponto de
interrogação” a necessidade de tamanho aporte.

Perguntada se não é importante que o Brasil tenha aumente o nível de
investimentos, Shetty disse que é, sim, mas retrucou afirmando que a Fitch
irá observar atentamente como isso será feito e se parte desse investimento
necessário virá de parcerias público-privadas e da iniciativa privada, de
modo a diminuir o fardo para o governo.

*Deterioração da situação fiscal*
Shetty observou que durante a crise houve deterioração das contas públicas,
já que o corte de impostos e a desaceleração da atividade industrial
diminuíram, enquanto os gastos aumentaram. “Isso seria ok, se fosse
destinado a investimentos, mas muito vai para gastos fixos”, como o aumento
da folha salarial, por exemplo, ressaltou. O que, aliás, dá pouco espaço de
manobra para o governo. A parte fixa do orçamento, por exemplo, não diminuiu
nos últimos anos e continua em patamares elevados.

A diretora lembrou também que não é possível comparar a situação da dívida
brasileira com aquela dos Estados Unidos, por exemplo. Os EUA têm
instituições sólidas, renda per capita mais elevada, e uma moeda que serve
como reservas internacionais para o país, o que não é o nosso caso.

Assim, é melhor comparar o Brasil com seus pares, os países detentores do
investment grade. E aí a situação, critica Shetty, é mais delicada, não só
por problemas estruturais, mas também porque a situação anterior à crise do
Brasil em relação à divida é pior do que a de países considerados mais
fracos no BRIC, como a Rússia.

A diretora salienta o patamar da dívida pública bruta brasileira, que em 40%
do PIB está bem acima do que a registrada pelos seus pares.

*Banco Central*
Shetty, por outro lado, evitou criticar mais duramente o Banco Central
brasileiro, mesmo após declarar que a Fitch espera que o IPCA, principal
medida de inflação brasileira, deve ficar acima do centro da meta neste ano,
em 5,2%.

Para a diretora, o Banco Central vai ter que mostrar, ao longo dos meses,
sua capacidade de enfrentar a pressão inflacionária. “Não olhamos uma
reunião específica do Copom, e não é um evento separado que irá minar a
credibilidade<http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1839042&path=/investimentos/#>do
comitê”, afirmou a diretora em resposta a pergunta feita pelo Portal
InfoMoney. No entanto, será importante observar, a partir da reunião desse
dia 28, que será “uma decisão difícil”, como o BC irá reagir a esse desafio.

Responder a