Kleber, 

Veja o que eu postei no dia 13/07:


Por que será?

BNDES 

O Estadão de ontem trazia interessante matéria sobre o BNDES, comentando que o 
banco público seria responsável por "uma espécie de orçamento paralelo do 
governo". Segundo o matutino, "isso tem garantido ao presidente Lula e sua 
equipe o poder de interferir decisivamente nos principais negócios empresariais 
de fusão, aquisição e novos investimentos em curso no país". Trocando em 
graúdos, "tudo passa hoje pelo BNDES". De fato, os empréstimos, em geral, são 
feitos para grandes conglomerados, em detrimento de outros também auspiciosos. 
Dessa forma, o governo estaria escolhendo, ao seu talante, os vencedores na 
economia brasileira. Quem tem o dedo de Deus se dá bem. Aos outros, o inferno é 
o destino. 

BNDES - II

O que chama a atenção de quem dá uma olhadela nos números do BNDES é o ânimo de 
seu presidente em aplicar no mercado de carne, notadamente numa empresa que 
representa o segundo maior destino de dinheiro do banco, perdendo apenas para a 
pública Eletrobrás. Com estes ululantes dados, não seria, pois, interessante 
perscrutar quais seriam, nas entranhas, as reais motivações dessa carnívora 
concentração ? Veja os relatórios do banco em 2009. (Clique aqui e aqui)

Em:

Segunda-feira, 12 de julho de 2010 - Migalhas nº 2.426 - Fechamento às 10h22.


  ----- Original Message ----- 
  From: AKA 
  To: [email protected] 
  Sent: Friday, July 16, 2010 6:34 PM
  Subject: Re: [gl-L] Modelo mostra fragilidade de Estado e empresas no Brasil




  CC,

  a farra do boi é muito pior do que anunciada
  a pressão sobre o BNDES é grande poie ele começa a financiar o Tesouro nessa 
festa


  Brasil um pais de eleitores RUbens, quer dizer, TOLOS



  Deterioração das contas públicas brasileiras preocupa, afirma Fitch


  Recomendar!
  Por: Equipe InfoMoney
  27/04/10 - 20h56
  InfoMoney 



  SÃO PAULO – “Quanta diferença um ano faz”. Foi assim que Shelly Shetty, 
diretora sênior do grupo de ratings soberanos da Fitch Ratings - agência de 
classificação de riscos - iniciou sua palestra, em que contrapôs a resiliência 
econômica brasileira, que era a principal preocupação em sua visita ao País em 
2009, à crescente deterioração das contas públicas brasileiras.

  De acordo com a diretora, os estímulos econômicos foram importantes na 
recuperação econômica do Brasil e possibilitaram uma modesta retração de 0,2% 
do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009. Foi importante o Brasil poder diminuir 
a Selic em pleno derretimento das finanças globais, mas agora a grande questão 
é se o País será capaz de gradualmente reverter as políticas fiscais e 
econômicas acomodativas tomadas durante a crise ou se isso acabará tornando-se 
um componente "estrutural".

  Assim, para uma mudança de perspectiva para o rating soberano do País, 
atualmente estável, alguns outros pontos devem ser observados, com destaque 
especial para a situação fiscal do País, aspecto bastante frisado por Shetty ao 
longo de sua palestra e também em conversa com os jornalistas presentes no 
local.

  Shetty evitou definir um prazo para qualquer alteração, tanto negativa como 
positiva. Segundo a diretora, a Fitch observa o País “diariamente”. No entanto, 
a diretora enfatizou que, quando o País recebeu o investment grade, uma série 
de fatores que se concretizaram, como a capacidade de enfrentar um choque 
externo e a perspectiva econômica positiva para os próximos anos, já haviam 
sido contabilizados.

  Para 2010, a estimativa de crescimento do PIB brasileiro é de 5,5%, com 
projeção de desaquecimento no ritmo de expansão em 2011, para 4,6% no ano, o 
que também irá minar as finanças públicas, por causa da diminuição da 
arrecadação.

  Retirada de estímulos
  Um dos problemas apontados por Shetty é a capacidade do governo brasileiro e 
da América Latina, como um todo, em retirar os pacotes de estímulos à economia 
concedidos durante a crise financeira mundial.

  Para a diretora da Fitch, historicamente, mostra-se que é mais fácil a 
concessão de medidas benevolentes do que a retirada delas. Um ponto crucial 
seria a definição do papel do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), que 
nesse ano tem um aporte previsto de R$ 80 bilhões, embora a economia já esteja 
aquecida, o que levou Shetty a interpretar como um “ponto de interrogação” a 
necessidade de tamanho aporte.

  Perguntada se não é importante que o Brasil tenha aumente o nível de 
investimentos, Shetty disse que é, sim, mas retrucou afirmando que a Fitch irá 
observar atentamente como isso será feito e se parte desse investimento 
necessário virá de parcerias público-privadas e da iniciativa privada, de modo 
a diminuir o fardo para o governo.

  Deterioração da situação fiscal
  Shetty observou que durante a crise houve deterioração das contas públicas, 
já que o corte de impostos e a desaceleração da atividade industrial 
diminuíram, enquanto os gastos aumentaram. “Isso seria ok, se fosse destinado a 
investimentos, mas muito vai para gastos fixos”, como o aumento da folha 
salarial, por exemplo, ressaltou. O que, aliás, dá pouco espaço de manobra para 
o governo. A parte fixa do orçamento, por exemplo, não diminuiu nos últimos 
anos e continua em patamares elevados.

  A diretora lembrou também que não é possível comparar a situação da dívida 
brasileira com aquela dos Estados Unidos, por exemplo. Os EUA têm instituições 
sólidas, renda per capita mais elevada, e uma moeda que serve como reservas 
internacionais para o país, o que não é o nosso caso.

  Assim, é melhor comparar o Brasil com seus pares, os países detentores do 
investment grade. E aí a situação, critica Shetty, é mais delicada, não só por 
problemas estruturais, mas também porque a situação anterior à crise do Brasil 
em relação à divida é pior do que a de países considerados mais fracos no BRIC, 
como a Rússia.

  A diretora salienta o patamar da dívida pública bruta brasileira, que em 40% 
do PIB está bem acima do que a registrada pelos seus pares.

  Banco Central
  Shetty, por outro lado, evitou criticar mais duramente o Banco Central 
brasileiro, mesmo após declarar que a Fitch espera que o IPCA, principal medida 
de inflação brasileira, deve ficar acima do centro da meta neste ano, em 5,2%.

  Para a diretora, o Banco Central vai ter que mostrar, ao longo dos meses, sua 
capacidade de enfrentar a pressão inflacionária. “Não olhamos uma reunião 
específica do Copom, e não é um evento separado que irá minar a credibilidade 
do comitê”, afirmou a diretora em resposta a pergunta feita pelo Portal 
InfoMoney. No entanto, será importante observar, a partir da reunião desse dia 
28, que será “uma decisão difícil”, como o BC irá reagir a esse desafio.




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