Ah, entao ta explicado. Outro dia tava querendo ir com minha namorada no
Hard Rock Cafe, num sabado, fui no site q qdo fui olhar a programação da
noite, era tudo sertanejo. Fiquei muito surpreso, pensei ate q tivesse
entrado um hacker no site deles.

É, parece q uma nova tendência se apresenta...

Já é comum o pessoal da zona sul frequentar funk e shows de pagode paulista
mauricinho...

FG

Em 17 de julho de 2010 02:12, Carlos Antônio <[email protected]> escreveu:

>
>
> Acho que o fim do mundo chegará antes de 2012.
> Vade retro.
>
> C.A.
>  Sertanejo universitário vence preconceito e conquista cariocas de classe
> média e alta
>
>
> Quartaneja na Melt, Rio
>
>    - [image: Quartaneja na Melt, Rio 
> (Reprodução)]<http://img2.virgula.uol.com.br/2010/07/16/199137-360x306.jpg>
>    - [image: Quartaneja na Melt, Rio 
> (Reprodução)]<http://img2.virgula.uol.com.br/2010/07/16/199138-360x306.jpg>
>    - [image: Fabiano & Bonatto 
> (Reprodução)]<http://img2.virgula.uol.com.br/2010/07/16/199139-360x306.jpg>
>
>
>
> *Silvio Essinger*
>
> *Publicado* em 16/07/2010 14h05
>
> Noite de quarta-feira, Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. Na *Melt*,
> característica boate desse bairro à beira-mar, reduto da classe média alta e
> dos personagens das novelas de Manoel Carlos, jovens bonitos e bem vestidos,
> com idades entre 21 e 30, anos ouvem com grande entusiasmo a música “*
> Evidências*”. Algumas meninas, inclusive, arriscam-se a cantar, a plenos
> pulmões, o refrão desse sucesso dos anos 90 da dupla sertaneja *Chitãozinho
> e Xororó*. “Esse é um hino”, confirma *Gabriel Cesar*, DJ dos mais ativos
> da mais recente – e inusitada – onda musical a bater no litoral carioca: a
> do sertanejo universitário.
>
> Diferentemente de outras ondas, que vieram do outro lado do oceano, essa
> veio mesmo por terra, do interior do país, negando de uma vez por todas o
> prognóstico que ouvi, certa vez, nos anos 90, de um carioca malandro a um
> matuto que encontrou num ônibus, todo feliz com a sua fita cassete de *Zezé
> Di Camargo *e Luciano: “Se tu chegar com isso aí no Rio, nego vai rir da
> tua cara!”
>
> *O papo é sério*
>
> Hoje em dia, o público carioca não sequer não debocha do sertanejo, como
> ainda paga até 50 reais para entrar em festas como a Quartaneja da Melt,
> onde veste chapéu de vaqueiro e vai lá, todo prosa, ouvir sucessos de *Luan
> Santana *(*Você Não Sabe o Que é o Amor*, *Meteoro*),  *Jorge e Mateus *(*De
> Tanto Amar Você, Voa, Beija-Flor*), *Fernando e Sorocaba *(*Bala de Prata,
> Paga Pau*),* João Bosco e Vinicius *(*Chora, Me Liga*), *Michel Teló *(*Ei,
> Psiu! Beijo, Me Liga*) e *Victor e Leo* (*Borboletas*).
>
> Esses são os expoentes de uma nova vertente da música sertaneja que flerta
> descaradamente com o pop-rock, o axé e o forró, e que, graças a ferramentas
> tecnológicas do *YouTube* e dos sites de relacionamento, conseguiu uma
> penetração decisiva entre os jovens de classe média dos grandes centros –
> muitos deles, de fato, universitários. Isso tudo, para não dizer que
> representam o estilo musical de maiores números atualmente no país.
>
> *Nada de modelito cowboy*
>
> Tudo pode acontecer numa noitada de sertanejo universitário no Rio de
> Janeiro. Inclusive, você encontrar um bando de gatinhas se descabelando, à
> beira do palco, por um astro que vem a ser... o baterista da sua antiga
> banda de rock do colégio! *Fabiano Rocha*, com quem tive a oportunidade de
> dividir canções do *Metallica* e dos *Guns N’Roses *na banda *A Corja*,
> hoje é metade da dupla *Fabiano e Bonatto*, uma das atrações da
> Quartaneja. “A imagem de quem curte sertanejo era a daquela cara que acorda,
> tira leite da vaca e toca berrante. Pô, mas hoje em dia sertanejo é o Luan
> Santana!”, advoga Fabiano, que, assim como o ídolo teen que veio do Mato
> Grosso do Sul, também dispensa o modelito cowboy, de chapéus, botas e
> fivelas de cinto.
>
> Fabiano (que já foi baterista das bandas do *Domingão do Faustão *e do 
> *Caldeirão
> do Huck *e produziu discos de duplas sertanejas em seu estúdio) conheceu o
> também carioca Bonatto quando cantavam na “banda de eventos” *Rádio Hits*.
> “Um dia, houve a necessidade de botar sucessos sertanejos no repertório. Aí,
> eu sonhei que estava rico, com chapéu de cowboy”, brinca o músico, que então
> propôs a formação da dupla e em seguida pediu a alguns dos principais
> compositores de hits do mercado (*Paulo Massadas*, *Carlos Colla*, *Maurício
> Gaetani*, *Nenéo*), algumas canções com pegada sertaneja.
>
> Na hora do show, porém, esse repertório autoral (que sairá em disco), fica
> de fora: o negócio são os sucessos do momento e um eventual flashback como “
> *Evidências*” e “*Temporal de Amor*” (Leandro e Leonardo). Afinal, o baile
> não pode parar.
>
> *"Sertanejo a semana inteira"*
>
> Fabiano e Bonatto não são os únicos artistas cariocas a apostar no
> sertanejo universitário. Junto com eles, vêm nomes como *Bento e Mariano*,
> *Fabrício e Fabian*, *Rodrigo Sullivan *(filho do hitmaker *Michael
> Sullivan*) *e Jean *e os artistas solo *João Gabriel *e *Kadu Quintanilha*
> .
>
> Eles se revezam num circuito de festas pela região metropolitana do Rio de
> Janeiro que inclui a Quartaneja da Melt, a Quintaneja da *Zero Vinte Um *(na
> Barra), a Quintaneja da *Far Up *(no Humaitá), a Sextaneja do *Botequim
> Bate-Papo *(no Leblon) e a noite do sertanejo universitário, aos sábados
> no *Lapa 40o *(que fica, como se poderia esperar, na velha Lapa dos
> sambistas). Nos próximos dias, estreiam ainda na cidade as festas de terça
> da boate *Symbol* (Centro) e a de domingo, no *Nossa Sem Hora *(boate no
> coração de Copacabana).
>
> “Daqui a pouco, teremos sertanejo a semana inteira”, profetiza o DJ Gabriel
> Cesar, que viu a onda chegar, mansinha, há uns cinco anos, quando
> discotecava em bailes de formatura de turmas de Medicina. “Havia sempre
> estudantes de fora do Rio e eles me pediam muito sertanejo”, conta. De
> repente, bandas de eventos como a Rádio Hits, de Fabiano e Bonatto, que
> também tocava em formaturas, tinham que atender aos pedidos dos caipiras.
> “Eram muitos os estudantes de Minas e do interior do estado do Rio nessas
> festas”, conta Bonatto. “E aí, o playboy carioca, que vinha atrás da gatinha
> mineira começou a gostar também da música.”
>
> *Superando o choque cultural*
>
> Quem estava de olho nesse movimento era *Marcelo Vital*, carioca do
> Leblon, gerente de marketing que, atendendo às exigências da vida
> corporativa, viajava bastante para Minas. “Era um choque cultural para mim
> ver a força que o sertanejo tinha por lá”, diz. Numa dessas, ele encontrou
> *Eduardo Araujo*,  produtor de eventos na noite carioca e a ele confessou
> a sua perplexidade.
>
> Os dois começaram, então, uma pesquisa informal, para saber se o sertanejo
> tinha chance de vingar no Rio. E, em abril no ano passado, juntos na
> produtora *Cinco Entretenimentos*, inauguraram a Quintaneja da Zero Vinte
> Um. A coisa começou tímida, no boca-a-boca. Na primeira, um público de 200
> pessoas, que logo chegou a 400 e não parou de crescer.
>
> No Carnaval de 2010, eles promoveram o primeiro grande evento do sertanejo
> universitário no Rio: o Bloco Chora, Me Liga, com um trio elétrico animado
> pela dupla Rick e Ricardo e convidados, que foi seguido por cerca de 15 mil
> pessoas em plena praia do Leblon. “O Rio está fazendo bem esse elo do
> sertanejo com a música baiana”, explica o cantor Bonatto. O passo seguinte
> de Vital e Eduardo foi iniciar, em abril, a Quartaneja da Melt, onde a Zona
> Sul poderia se esbaldar semanalmente, sem medo de cruzar o túnel e cair nas
> malhas da Lei Seca. Hoje, com a Quartaneja e a Quintaneja, a dupla de
> produtores reúnem por mês um público que calculam ser de cerca de seis mil
> pessoas. “Na noite do sertanejo não tem briga, não tem bundinha, só música
> que fala ao coração. Um ambiente familiar com pimenta para o flerte”, define
> Eduardo.
>
> *"Sem porrada, cheia de mulher"*
>
> Que o diga *Carlos Massa Rosado*, carioca, advogado e professor de
> jiu-jitsu, que hoje troca na boa a curtição do hip hop e da dance music pela
> do sertanejo. “Quando a galera começou a ouvir essas músicas, relutei”,
> confessa. “Mas ele trouxe a dança com o corpo colado, como no forró. Quem
> souber dançar se dá bem. Com três passos bem feitos, dá pra chamar na
> chincha.” A fisioterapeuta *Vanessa Maki*, que curtia funk e hoje não sai
> mais da Quartaneja, assina em baixo: “A musica é alegre e eclética, e o
> ambiente é legal. O funk estava muito naquela de catuca...”
>
> Vital e Eduardo apostam agora no sucesso dos ensaios do Bloco Chora, Me
> Liga, nas vindouras domingueiras do Nossa Sem Hora (“Vai ser uma espécie de
> Monobloco do sertanejo”, diz Vital) para que essa nova onda dure muitos
> verões. “A gente está dando uma ajustada no sertanejo, botando o calor e o
> carisma que só o Rio têm”, acredita Eduardo. “Fazemos uma festa sem porrada
> e cheia de mulher. O carioca não é bobo.”
>
> *Silvio Essinger é jornalista e autor dos livros *Batidão - Uma História
> do Funk* e *Punk: Anarquia Planetária e a Cena Brasileira
>
> Em:
>
>
> http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/musica/2010/07/16/254140-sertanejo-universitario-vence-preconceito-e-conquista-cariocas-de-classe-media-e-alta
>
> 
>



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Fabrício Augusto Souza Gomes
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Blog: http://fabriciosgomes.livejournal.com/

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