Eu nunca discuti a privatização de CVRD. Discuti e discuto
a maneira como foi feita, o dinheiro que correu por fora, os favorecimentos a 
FH et caterva.
E não tenho obrigação de provar nada. O próprio desenrolar da operação é a 
prova da mutreta em que levaram vantagens, o pulha e seus asseclas. Houve 
roubalheira, como houve na das teles. E quem disser que não ou é ingênuo demais 
ou levou algum também.

Carlos Antônio.


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From: akleber 
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Sent: Friday, May 04, 2007 11:51 AM
Subject: [gl-L] Vale alcança US$ 99 bi de valorização no mercado


nada como um governo PROBO e a favor da privatização do erário

no mesmo jornal se noticia os cuidados desesperados do governo para não revelar 
a "privatização" PTista da Infraero

SIC "A CPI é para investigar o tráfego aéreo e não contratos de obras em 
aeroportos " 

                                Governistas querem impedir que CPI enfoque a 
Infraero
                                O governo vai usar o rolo compressor na CPI do 
Apagão Aéreo na Câmara para tentar limitar as investigações e não deixar que 
cheguem à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Dos 
24 deputados titulares da CPI, 16 serão governistas. A oposição terá só 8. A 
estratégia para controlar a CPI, que será instalada na quinta-feira, foi 
traçada ontem em reunião dos líderes dos partidos aliados.


                                "Não existe rolo compressor. Mas o objeto da 
CPI não pode ser as luzes e o palanque para as próximas eleições", afirmou o 
líder do governo, José Múcio Monteiro (PTB-PE). "A CPI é para investigar o 
tráfego aéreo e não contratos de obras em aeroportos", disse o líder do PR, 
Luciano Castro (RR).


                                Os partidos poderão indicar integrantes da CPI 
até quarta-feira. A oposição já definiu os seus. "Vamos escolher deputados para 
a CPI que tenham fotofobia", brincou o líder do PP, Mário Negromonte (BA). As 
informações são do jornal <strong>O Estado de S. Paulo</strong>.





Vale alcança US$ 99 bi de valorização no mercado 
Vera Saavedra Durão 
04/05/2007 

Às vésperas de completar 10 anos de sua privatização no próxima dia 6, a Vale 
do Rio Doce está prestes a atingir um valor de mercado de US$ 100 bilhões, algo 
inimaginável quando ainda se discutia se a empresa seria desestatizada ou não, 
em meados dos anos 90. Ontem, a avaliação da companhia nas bolsas alcançou US$ 
98,8 bilhões, quase dez vezes os US$ 10 bilhões que valia em 1997, quando foi 
leiloada. 
Em 2001, no ciclo de baixa do minério de ferro, a Vale figurava como sexta no 
ranking das maiores mineradoras do mundo e seu valor em bolsa chegou a baixar 
para US$ 9 bilhões, enquanto a BHP Billiton, com US$ 30 bilhões, liderava a 
lista. Hoje, estão quase empatadas: a Vale detém o segundo lugar entre as 
maiores do setor. 
O grande salto para o futuro teve início nos anos 2003 e 2004, quando os preços 
do minério voltaram a subir depois de terem ido ao fundo do poço. Em 2000, o 
produto registrou a maior queda de sua história, de 11,5%. Já, em 2004, teve 
alta recorde, subindo 71,5%, depois de uma longa negociação liderada pela 
mineradora brasileira. Este acordo selado entre siderúrgicas e mineradora mudou 
o patamar das cotações do minério de ferro. Para o analista Pedro Galdi, do ABN 
Amro, isso só foi possível porque a Vale tinha adquirido bons ativos de ferro 
na época de vacas magras do mercado. 
O processo de consolidação da mineração no país foi liderado pela Vale e boa 
parte disso ocorreu na gestão de Jório Dauster, seu primeiro presidente 
executivo pós privatização. Ele atuou na transição entre Benjamin Steinbruch e 
Roger Agnelli, entre março de 2000 a julho de 2001. Segundo relatou ao Valor, 
de maio de 1997 a março de 2000, a Vale foi gerida por um único presidente, 
Steinbruch, que acumulava duas funções: a presidência do conselho de 
administração e a gestão executiva. Em 1998, os acionistas votaram pelo retorno 
de um presidente. Dauster, embaixador do Brasil na Bélgica, foi indicado por 
Maria Silvia Marques, então presidente da CSN. 
"Quando assumi o cargo, na fase da baixa dos preços, o que aconteceu? Começaram 
as vendas de ativos de minério de ferro por siderúrgicas multinacionais. Depois 
de uma mina na Austrália, abriu-se uma avenida extraordinária de detentores de 
minério de ferro. Grupos siderúrgicos resolveram se desfazer do que 
consideravam um abacaxi. Após comprar a Socoimex, ficamos com as minas da 
Samitri e compramos 50% da Samarco. Depois veio a Ferteco, da ThyssenKrupp, que 
colocou a Vale no quadrilátero ferrífero de Minas, com saída através da MRS 
para o porto de Sepetiba. E mais adiante, fizemos acordo com a Mitsui para ter 
parte da Caemi. Tudo que apareceu de minério de ferro na hora estava 
desvalorizado e compramos. Foi isso que fez a Vale estourar mais adiante", 
afirmou Dauster. 
Nessa época, a empresa decidiu focar no minério de ferro e se desfez dos ativos 
de papel e celulose - Bahia Sul e Cenibra, pelo qual recebeu US$ 1 bilhão. "O 
dinheiro foi usado para comprar mais minas", contou Dauster. Naquela época, 
disse, a noção de ciclos de baixa e de alta dos preços do minério era bem 
clara. Ninguém imaginava que a China ia crescer do jeito que cresceu. Mas, a 
Vale já tinha escritório em Xangai e vendia minério para a Baosteel. Dauster 
não atribui a si o mérito destas iniciativas estratégicas, que em em grande 
parte foram aprovadas pelo atual presidente da Vale, Roger Agnelli, que assumiu 
a presidência do conselho da Vale quando Benjamin se afastou da companhia, em 
maio de 2000. Em julho de 2001, Agnelli substituiu Dauster no comando executivo 
da Vale. 
Para o analista de mineração e siderurgia do Credit Suisse, Roger Downey, a 
expansão da Vale, além das aquisições estratégicas, foi possível também por 
deter as maiores e melhores reservas de minério de ferro do mundo, poder 
atender a demanda desse produto por parte da China, risco Brasil baixo e melhor 
compreensão do potencial da companhia pelo mercado de capitais e pela 
internacionalização da Vale. 
Hoje, o grande desafio da ex-estatal, que se tornou uma empresa com "investment 
grade" , é ser uma companhia global. Com negócios em mais de 20 países, a Vale 
surpreendeu seus concorrentes ao adquirir em 2006 por US$ 18 bilhões a 
canadense Inco, segunda maior produtora de níquel do planeta. Com isso, 
tornou-se no fim do ano a maior produtora mundial do metal (230 mil toneladas), 
superando a russa Norilsk. 
Neste ano, comprou a AMCI, mineradora de carvão na Austrália. Nos últimos três 
anos, continuou avançando mundialmente. Tornou-se sócia dos chineses em carvão 
e pelotizadoras, está desenvolvendo um megaprojeto de carvão em Moçambique e 
faz pesquisas de outros minerais na Argentina, Chile, Peru e Mongólia. Tem 
ainda ferro-ligas na França e na Noruega. 
Rodrigo Ferraz, analista de mineração da Brascan Corretora, avalia que a Vale 
já atua como um grande 'player' de mineração no cenário mundial. Os 
investidores da Vale, a seu ver, miram a companhia como uma boa oportunidade de 
investimento, pois é dona de duas das melhores commodities metálicas 
atualmente: o minério de ferro e o níquel. Isso sem mencionar suas reservas de 
cobre e alumínio. Para ele, o portfólio bem diversificado é uma tendência que a 
companhia deve seguir. 
Os analistas prevêem um cenário positivo para a Vale pelo menos nos próximos 
cinco anos. Downey, do Credit Suisse, estima mais cinco anos em que os preços 
do minério de ferro continuarão a subir e que as cotações do níquel, na casa de 
US$ 50 mil, também poderão se manter altas. Para ele, a China ainda tem muito 
caminho de crescimento econômico pela frente. 
Ferraz, da Brascan, acredita que a Vale continuará a fazer aquisições no 
mercado internacional. "Duvido que a empresa pare onde está. Novas aquisições 
virão, não só porque ela quer aproveitar sua forte geração de caixa, que lhe dá 
fôlego financeiro para novas oportunidades, como também porque a empresa sabe 
do valor intrínseco em adquirir novos ativos para ganhar poder de mercado. 
Galdi, do ABN Amro, enxerga a mineradora posicionada na liderança da oferta de 
níquel e como uma das grandes em carvão. Poderá ficar grande também em 
alumínio, se adquirir grandes ativos, como Alcan ou Alcoa. "Não podemos 
desprezar a agressividade da empresa. A Inco é um exemplo". Todos os analistas 
acreditam que a companhia tem grandes chances de superar a BHPBilliton em valor 
de mercado e se tornar, em breve, a líder na lista das gigantes mundiais. 
Atualmente, a holding Valepar, controladora da Vale, detém 53,3% do capital 
votante da empresa e 32,5% do capital total. 


 

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