Infelizmente usu�rios s�o um mal necess�rio. Sem eles,
n�s t�cnicos talvez n�o estiv�ssemos aqui.

O Juarez falou da m� vontate que campeia entre os
t�cnicos. N�o d� para generalizar. Poder�amos afirmar
o mesmo para os usu�rios, afinal, como explicar a
resist�ncia quase que sistem�tica � mudan�a, sem ter a
m�nima id�ia sobre o que est� se passando.

Realmente, tamb�m concordo que o usu�rio n�o �
obrigado a conhecer o jarg�o t�cnico, mas deve
esfor�ar-se para aprend�-lo, assim como n�s devemos
esfor�armo-nos para "facilitar" a linguagem para
melhor compreens�o por parte dos usu�rios. Um pouco de
boa vontade de ambas as partes ajuda.

Algu�m mais escreveu que est�vamos fugindo ao t�pico,
que este deveria ser para proposi��o de solu��es e n�o
somente prestar-se � choradeira. N�o deixa de ter
alguma raz�o, mas creio que a "choradeira" que vimos
at� agora funciona como uma esp�cie de diagn�stico,
pois, de certa maneira, todos expuseram as
dificuldades que encontraram na implanta��o do
OpenOffice e seu conv�vio com o MSOffice no
relacionamento com os usu�rios. Afirmo que n�o foram
muito diferentes das dificuldades por mim enfrentadas.
M� vontade, desinforma��o, acomoda��o, etc. � normal
que vez por outra digam "que saco, vou ter de aprender
tudo de novo", por isso cabe a n�s mostrar que as
coisas n�o s�o bem assim.

N�o h� receita de bolo para um processo de migra��o
como esse, mas, obviamente deve existir um bom
planejamento do processo. Todos devem saber de antem�o
que vai haver mudan�a e quais s�o as suas raz�es,
conhecendo vantages e desvantagens. Certamente as
coisas fluiriam melhor.

Infelizmente, as coisas n�o costumam ocorrer da melhor
maneira. Invariavelmente a mudan�a � decidida de cima
para baixo e, pior, da noite para o dia, pegando a
todos com as cal�as arriadas. Da� n�s � que temos de
corre atr�s do preju�zo e apagar os inc�ndios.

A experi�ncia me disse que n�o d� para manter as duas
su�tes num mesmo ambiente. Usa-se uma ou outra. Deixar
o aplicativo a ser substitu�do ao alcance do usu�rio
n�o vai ajudar, principalmente se houver grande
resist�ncia. Algu�m falou que formavam-se filas na
m�quina com MSOffice. Se ela n�o estivesse l�, n�o
teriam outra solu��o a n�o ser utilizarem o OOo. Se
n�o houver outra alternativa, as pessoas ter�o de usar
o que estiver � m�o.

Mantenha c�pias do MSOffice em locais reservados,
longe do "baixo clero", para solucionar eventuais
problemas de compatibilidade de arquivos.

Uma clara decis�o da administra��o e seu total apoio
s�o importantes. � para o chefe que todos recorrem na
hora do choro. Exce��es n�o devem ser feitas.

Converta a base de arquivos existente. � sabido que a
compatibilidade dos formatos do MSOffice n�o � 100%. O
que n�o der para ser convertido deevr� ser refeito. O
Cconv�vio de diferentes formatos de arquivos aumanta
as  probabilidades de ocorr�ncia de problemas.

Adote formatos padr�o de arquivo. Um para uso interno
e outro para interc�mbio. Por exemplo, em arquivos de
texto, internamente utilize o formato nativo do OOo.
Para interc�mbio use RTF, PDF ou algum padr�o aberto
que possa ser reconhecido por qualquer editor.

Treine seus usu�rios. Capacita��o � essencial.

Tenha especial aten��o ao abordar o usu�rio para
inform�-lo da mudan�a. D�-lhe todas as informa��es que
puder e que lhe forem solicitadas. N�o existe uma
forma padr�o de abordagem, � necess�rio um pouco de
feeling para sent�-lo e escolher a melhor forma de
faz�-lo. Use engenharia social.

Trabalho em um �rg�o p�blico da administra��o federal
e meu p�blico � formado basicamente por advogados,
temos um parque de m�quinas rodando Windows 98,
Millenium e em maior n�mero Windows 2000 e XP. Os
MSOffice utilizados s�o 97 e 2000. No ano passado
come�amos a substitu�los pelo OOo, sendo estes
instalados nas m�quinas novas que estamos recebendo. A
expectativa � que o MSOffice seja extinto t�o logo
sejam trocadas todas as m�quinas (sou contr�rio a essa
decis�o, acho que dever�amos substitu�-lo em tudo,
inclusive nas m�quinas antigas).

Ao informarmos nossos usu�rios da mudan�a tivemos todo
o tipo de rea��o, mas, al�m da gritaria habitual,
tivemos uma boa rea��o de algums. Diziam n�o
importar-se, desde que fosse poss�vel fazer seu
trabalho. Utilizariam os recursos que lhes pus�ssemos
� disposi��o. Optamos por trocar primeiro dessas
pessoas na expectativa de gerar uma boa impress�o aos
mais resistentes.

Em rela��o aos resistentes, pessoalmente eu adotei uma
estrat�gia de "estupro inevit�vel". Come�ava
informando-lhes da mudan�a, agendando o melhor momento
para faz�-lo. Invariavelmente era indagado da
possibilidade de instalar o MSOffice no equipamento
que estavam recebendo, pergunta � qual eu respondia
n�o ser poss�vel pois n�o possu�amos licenciamento
para aquela m�quina. Instal�-lo seria pirataria,
portanto ilegal, imoral e anti-�tico. Por si, este
argumento j� era suficiente para apagar de suas mentes
qualquer inten��o de fincar p� e exigir a manuten��o
do MSOffice.

Informava-lhes tamb�m que a ado��o do OOo fazia parte
da nova pol�tica de TI do �rg�o, definida pela
administra��o superior em Bras�lia em consonancia com
a determina��o do governo federal na utiliza��o de
software livre e que esta decis�o dificilmente iria
mudar, ao menos na atual gest�o. Para complementar,
falava-lhes sobre os custos e a economia que era
poss�vel fazer.

A seguir passava-lhes uma introdu��o r�pida da
novidade, mostrando a interface, suas semelhan�as e
diferen�as em rela��o ao MSOffice, comandos, menus,
etc, colocando-me � disposi��o para qualquer
esclarecimento futuro.

Tenho orgulho de afirmar que tive 100% de aprova��o
daqueles usu�rios para os quais instalei o OOo e
atribuo isso � forma de abordagem que adotei e �
aten��o que dei � cada um, fato que n�o ocorreu com
alguns colegas meus que optaram pelo simples "Agora �
assim, n�s n�o podemos instalar o MSOffice. Tem de
usar este."

Se meu p�blico alvo fosse outro, certamente iria
adotar outra forma de abordagem.

Putz... ficou longo, espero que n�o seja aborrecido
este email. Lembrem-se, bom planejamento e treinamento
s�o muito importantes. Aten��o especial aos usu�rios
n�o deve ser desdenhada. S�o a chave de tudo.



=====
Carlos B. Schwab

        Porto Alegre, RS

Email: [EMAIL PROTECTED]
Linux user #178140, since oct 1996.
"Que capacidade impiedosa essa minha de fingir ser normal o tempo todo!!"


        
        
                
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