Acredito que a �nica coisa que impede o usu�rio de fazer uma migra��o
suave entre su�tes � o preconceito. A opini�o pr�-formada, incutida. O
medo mesmo.

Suponha que dois grupos tenham suas su�tes trocadas na segunda-feira. O
primeiro como o OOo; o segundo com o M$ OOo, uma vers�o com splash,
�cones, ajuda, tudo dando a entender que seria a vers�o 2005 do office
daquela empre$a. Seria uma experi�ncia deveras interessante.

Isto remete � experi�ncia cl�ssica da psicologia do aprendizado, onde um
professor d� a mesma mat�ria para duas turmas. A ele � dito que uma das
turmas � de ineptos e a outra � de CDF's. O interessante � que a
informa��o sobre o n�vel intelectual dos alunos � trocada. Ao final das
avalia��es, a turma de CDF's impostores t�m o aproveitamento esperado. O
mesmo ocorre com a turma de falsos ineptos, que s�o g�nios verdadeiros,
mas t�m o aproveitamento muito baixo, como esperado pelo professor.

Outra experi�ncia, esta na �rea de marketing, � o teste do comercial.
Neste teste pessoas s�o entrevistadas sobre um comercial que teriam
visto e, se o tivessem visto, em qual canal. A maioria das pessoas diz
ter visto no canal de maior audi�ncia. O detalhe � que o comercial
veiculado nunca o foi no canal mais citado.

Uma �ltima experi�ncia, um tanto cruel mas elucidativa, � a que coloca
cinco macacos numa jaula e um cacho de bananas no centro desta. Sempre
que algum s�mio pega uma banana um jato de �gua fria � disparado contra
todos os macacos. Ap�s algum tempo, os macacos param de tentar pegar as
bananas. Ent�o come�a a substitui��o de um macaco de cada vez. Quando
este novo primata tenta chegar perto do cacho de bananas � impedido com
viol�ncia pelos outros quatro at� que n�o tente mais pegar a fruta.
No decorrer da experi�ncia continua a substitui��o dos macacos, um a um,
e o ciclo se repete at� que nenhum macaco que tenha sido atingido com o
jato d'�gua reste. Mas o comportamento de agredir o novo macaco que
tenta pegar a banana do cacho no meio da jaula permanece, apesar de
nenhum macaco j� ter experimentado o temido jato d'�gua ou saber que
este existe.

A maioria dos usu�rios resiste mas n�o sabe porque resiste. Por isso �
t�o dif�cil prestar suporte.

Por essas e outras considero importantes experi�ncias como a da
Prefeitura de Rio das Ostras, onde o Vin�cius procura melhorar a grama
sem mudar a cor dela, nem que para isto precise pint�-la com colorjet.


-- 
Marco de Freitas,
NBR para a Internet j�! Porque meu navegador n�o � penico.

http://www.abrasol.org/modules.php?name=News&file=article&sid=199
http://www.w3.org/2003/03/Translations/byLanguage?language=pt-br
http://www.petitiononline.com/we6k7496/petition.html
http://www.dicas-l.unicamp.br/dicas-l/browsers.php

Juarez Goncalves Pedra Junior escreveu:
> Como j� foi citado aqui, a raz�o de ser dos profissionais de
> inform�tica � o usu�rio, quem n�o gosta deveria procurar outra �rea,
> � como um m�dico que n�o gosta dos paciente e suas doen�as e reclama
> que os mesmo 'n�o deveriam ficar doentes pois enche o saco ficar
> tratando de doen�a'.
> 
> Fico profundamente irritado com essas posturas porque sou usu�rio e
> sei que a m� vontade campeia e corre solta entre os profissionais de
> inform�tica, muitos - n�o sei se a maioria ou n�o - dariam um m�s de
> sal�rio para n�o resolver os problemas dos usu�rios e n�o ter contato
> com eles, pois preferem ficar eternamente na frente do monitor
> inventando inutilidades.
> 
> N�S usu�rios n�o temos obriga��o nenhuma de dominar o jarg�o da �rea
> porque essa N�O � a nossa �rea, mas os t�cnicos TEM a obriga��o de
> nos entender porque ninguem nasceu do drive de CD, todo mundo foi
> usu�rio um dia.



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