Caros participantes.
Correção: Quando me refiro ao participante de cureta, errei na digitação, é Curitiba capital do nosso Paraná.
 
Desculpe a todos.
David.  
----- Original Message -----
Sent: Monday, December 26, 2005 11:43 AM
Subject: Re: [ac15] Fim da produção do motor VW a ar...

Amigo Tadeu,

 

Respeito sua opinião, mas da qual discordo pelo seguinte, quanto aos motores aeronáuticos, a maioria deles,  tem tecnologias da década de 30, e, portanto com ineficiência comprovada, em termos de aproveitamento de combustível, custam muito mais do que valem.

Os motores automotivos podem ser considerados ou iguais ou até mais confiáveis que motores aeronáuticos convencionais, turbina e turbo hélice não entram nesta comparação pela obviedade da diferença de tecnologia. Um motor automotivo moderno (por isso adeus VW a ar - tecnologia anos 30) é muito menos sujeito a quebrar que os aeronáuticos. Se você quer mais garantia ainda assim, duplique o sistema críticos. Não sei a sua idade, mas os avanços tecnológicos do setor automotivo sempre sofreram críticas logo de início, cito alguns exemplos:

- Suspensão independente;

- A troca de dínamos (corrente contínua) por alternadores (corrente alternada);

- Correia dentada devido ao comando de válvulas no cabeçote,

Mais uma pergunta para você: Você regulou o motor do seu carro quantas vezes nos últimos três meses? Se fosse uma aeronave operando com motores aeronáuticos, você teria mandado regular ou regulado pra mais de 3 vezes.

- Vou acrescentar mais uma coisa, se anunciarem um dia que vão parar de fabricar estes motores aeronáuticos com tecnologia dos anos 30, vou dizer de novo “já vão tarde”, e anunciarem que será para fazerem motores aeronáuticos com tecnologia do século XXI, vou aplaudir.  

 Aproveitando a oportunidade do assunto, muitos  tem restrição ao uso das Reduções, em inglês PSRU (propeler speed reductor unit), mas que fabricadas seguindo um projeto bem calculado e adequado para o motor onde será usada, não vejo problema nenhum. A caixa de câmbio do seu carro, por exemplo, que é até mais exigida que uma redução, quantas vezes te deixou na mão desde que comprou o carro, ou alguma vez você ficou na mão por isso? Sem falar ainda no caso dos helicópteros a reação e turbo hélices que usam reduções, e não vejo ninguém duvidando delas.

Os cuidados com sistema de refrigeração para o uso aeronáutico é que tem que ser bem elaborado, de forma cercar todos os problemas possíveis, certa vez neste grupo um participante de cureta citava o problema da mangueira que ficava vibrando e rasgava ou soltava (algo assim) com a vibração, até que resolveu o problema colocando uma abraçadeira  no meio dela evitando que vibrasse.

A questão é que os paradigmas estão aí para serem quebrados, só assim se acha soluções e inovações, pensar diferente sobre como as coisas são e porque que são deste jeito, e se fosse diferente? Esta é a chave.

Um abraço,

David.

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----- Original Message -----
From: Tadeu
Sent: Sunday, December 25, 2005 4:41 PM
Subject: Re: [ac15] Fim da produção do motor VW a ar...

Amigo David, respeito a sua opinião sobre o motor VW a ar, da mesma forma,
naum acho a refrigeração liquida apropriada para a aviação, pois é um
problema a mais para panes, e se fosse tão vantajoso assim, os fabricantes
dos motores aeronáuticos Continental e Lycoming, já teriam adotado a
refrigeração liquida a muito tempo. Não vou dizer que naum usaria um motor
refrigerado a água, mais voaria sempre com a pulga atrás da orelha. Qto. a
problemas nos VW a ar, posso listar para o amigo vários companheiros que a
muitos anos utilizam esse motor sem qualquer problema.
[]s
Tadeu
----- Original Message -----
Sent: Sunday, December 25, 2005 2:15 PM
Subject: Re: [ac15] Fim da produção do motor VW a ar...

Caro amigo Tadeu,
 
Por mim estes motores WW a ar já vão tarde, não gosto nem de ouvir o barulho,
eu tive um kamann ghia 1966 (super-conservado qdo achar a foto envio), a mecânica do motor é barata e simples,
mas ordinária, todo mês um problema. 
 
Motor boxer para mim são os subaru (todo de alumínio) e acha-se com facilidade no Brasil (acima de 1992)
todo de alumínio, refrigerado à agua. Inicialmente foi desenvolvido para uso aeronáutico, mas em 1966
a Subaru começou a motorizar seus automóveis com ele, e hoje ela renega este passado aeronáutico do motor.
 
Desculpe os amantes deste motor WW (refrigerado a ar), mas esta é minha opinião, jamais usaria um destes
numa aeronave que fosse construir. 
 
David.
 
 
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----- Original Message -----
From: Tadeu
Sent: Sunday, December 11, 2005 2:59 PM
Subject: Re: [ac15] Fim da produção do motor VW a ar...

Companheiros de grupo...
Sem dúvida nenhuma essa notícia nos atinge a todos  que de alguma forma se
encontram na aviação experimental. Com toda certeza estaremos feridos de
morte; naum preciso aqui repetir o discurso da importância desse motor da
forma como ele é e como base para se chegar a um exemplar mais leve e mais
potente. É preciso fazermos alguma coisa...esse ferramental referente a
produção do motor VW a ar ficará esquecido em algum canto da montadora VW e
nós aqui se quisermos um motor confiável teremos que por a mão no bolso e
pagar cerca de 15 a 20 mil dólares por um motor importado...e aí colega vc.
dispõe desse numerário p/ comprar esse motor? Certamente uma meia dúzia tem
até mais que isso, mais o fato é que a nossa grande maioria dos amantes da
aviação aerodesportiva poderá no máximo formar uma associação dos piolhos de
aeroporto para no máximo ver essa meia duzia voar...
Acho que está mais do que na hora das associações aerodesportivas defenderem
seus principais objetivos estatutários...na verdade temos que nos mobilizar
e convencer aos proprietários desse ferramental a repassa-los a algum
empresário ou empresários que possam continuar produzindo o motor VW a ar,
pois com certeza é inviável para uma empresa multinacional manter uma linha
de produção diante de uma demanda hj. reduzida pois já naum serão produzidos
mais veículos com esses motores.
Talvez seja o momento daquele grupo de discussão formado na Abul, elaborar
um documento com todo embasamento que o assunto merece, referendado por
milhares de colegas que naum se negarão em assinar um documento de tal
natureza para que seja enviado a Volkswagen do Brasil negociando uma saída
que seja bom para todos.
É claro que toda sugestão para resolvermos essa morte anunciada do motor VW
a ar e por conseguinte a nossa aviação experimental, será muito bem vinda...
Grande Abraço a todos
Tadeu Faila
----- Original Message -----
From: "Leônidas Tadeu Faila" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[email protected]>
Sent: Sunday, December 11, 2005 2:55 PM
Subject: [ac15] Fim da produção do motor VW a ar...


Colegas, sei que o motor acima citado naum é o indicado para o AC15,
mais a notícia nos afeta a todos da Aviação Experimental, por essa
razão estou postando essa mensagem fora do objetivo geral do grupo...

Lançamento

25/11/2005
Kombi Série Prata encerra a produção do motor VW a ar   Com edição
limitada a apenas 200 unidades, destinadas a colecionadores,
admiradores da marca e empresas de transporte executivo, a Kombi
Série Prata demarca o encerramento da produção do motor arrefecido a
ar da Volkswagen do Brasil. Aliás, a Kombi é o último modelo do mundo
a utilizar a clássica e eficiente invenção do Prof. Ferdinand
Porsche.
No Brasil, o motor a ar estreou em 1953, montado nos primeiros Fusca
em regime de CKD. Em setembro de 1957, ele equiparia a Kombi, que é
reconhecida como um dos primeiros automóveis genuinamente brasileiros
da história.
O VW a ar equipou no país toda a linha de veículos da marca entre os
anos 50 e 70, que compreendia Kombi, Fusca, Karmann-Ghia, Karmann-
Ghia TC, TL, Sedan 1600, SP-1, SP-2, Brasília, Variant, Variant II.
Gol e Saveiro, em seus primeiros anos de produção, também usaram o
motor a ar. Foi usado até em motocicleta. Fez sucesso nas pistas de
corridas, com as Fórmulas V e Super-V, além dos carros de Turismo da
Divisão 3.
A carroceria pintada na cor Prata Light Metálico é o maior
diferencial da Kombi Série Prata, além dos vidros verdes e do pára-
brisa degradê. O motor da Série Prata, como não poderia deixar de
ser, é movido a gasolina (injeção eletrônica multipoint), de 1.584
cm3 e quatro cilindros contrapostos, que desenvolve potência de 58
cv.
O preço sugerido na rede de concessionária VW para a Kombi Série
Prata é de R$ 39.200,00. A partir de






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