Depois de ler o que o Marcelo falou... Deu a maior vontade de fazer um vôo no 
"original", "filho do criador", e mais ainda de começar a montar um próprio.
Parabpens Marcelo, Renan e Altair. Em breve estarei começando a montar meu 
modelo, e certamente contarei com as experiências que vocês tem disponibilizado 
no Grupo.
Um abraço.
João Carlos Viola


---------- Início da mensagem original -----------

      De: [email protected]
    Para: [email protected]
      Cc: 
    Data: Mon, 27 Aug 2007 04:46:44 -0000
 Assunto: [ac15] Descrição de voo no AC-15... ha bastante tempo.

> Tarde de uma quinta feira.
> 
> Desligo-me da rotina e me desloco à região da grande Porto Alegre.
> Estou indo conhecer o mais recente projeto do sr Altair Coelho em
> vôo, o AC-15 GUAPO.
> Após alguns contatos com o Renam (www .altaircoelho.com.br),
> agendamos o encontro, algumas vezes adiado ora pelo clima, ora por
> outros motivos.
> Uma rápida visita a garagem (ou seria hangar/oficina) do Renam para
> conhecer seu avião semifinalizado, a redução e o motor. Imagino que
> ele deve passar horas agradáveis ali!
> A mesma coisa na oficina do sr Altair que da mesma forma me recebeu
> muito bem.
> Chegamos!
> Minha primeira impressão foi de robustez.
> O AC-é alto (bom para pistas rústicas) e os montantes sobre a asa
> lembram um pouco o pawnee.
> O acesso à cabine e fácil por sua única porta a esquerda e sobra
> espaço para dois adultos grandes com direito a um tanque suplementar
> ou um porta objetos (aprox. 50 kg) na parte traseira.
> O sr Altair gentilmente me pergunta se estou pronto: OK!
> Partida na chave tipo carro, o AP 2.0 gira sereno e logo já estamos
> taxiando rumo a cabeceira.
> E um tanto estranho não ter check de magnetos, mistura, ar quente e
> flaps.
> Alinhado na pista, com a potencia aplicada gradualmente, em poucos
> metros já estamos subindo com ângulo acentuado e com visível sobra de
> potencia.
> O sr Altair demonstra a suavidade dos comandos conduzindo o manche
> apenas com o dedo indicador.
> Abandonando o circuito sou convidado a experimentar a maquina: curvas
> suaves com pouco uso de aileron e quase nada de leme. Muito 
> tranqüilo.
> Em vôo nivelado uma demonstração de eficiência: um pouco mais de
> motor e imediatamente o AC-15 alcança 120 MPH, sem baixar o nariz ou
> outro artifício. Instantâneo.
> Na volta ao circuito uma curva de grande inclinação sem perder altura
> e comenta que já não pousa mais, agora esta só chegando (!).
> Nariz na pista com um pouco de motor, pouso suave (a bequilha e
> fortíssima) sem aplicação de freios e livramos a pista na intersecção
> após uma curta corrida/táxi ate o hangar.
> Pronto, acabou (mas já!).
> Creio que o AC-15 e um excelente avião: voa bem, os comandos são
> leves e precisos e inspira muita confiança.
> E incrível como as coisas são, como existem diferenças...
> Como outros, há muito procurava um projeto com algumas
> características: custo realmente baixo, materiais fáceis de obter e
> manipular, características de vôo honestas entre tantas outras.
> Ingressei em uma lista de discussão sobre um projeto de um avião
> experimental com plantas em domínio publico e hoje estou aqui:
> conversando sobre peças, soluções. Observando um exemplar quase
> finalizado e tendo a oportunidade de voar no protótipo com o
> projetista.
> E disso que a aviação precisa: de pessoas e atitudes como estas!
> Agradeço ao Renam por dedicar um dia do seu trabalho (deixado de
> lado) e a o Altair (acho que já posso chamá-lo assim) que dividiu sua
> criação por alguns instantes.
> Sinto que nesse momento e minha obrigação compartilhar minhas
> impressões a fim de incentivar a aviação experimental nos pais
> através da construção desse projeto.
> E quem sabe em um futuro próximo não teremos o primeiro encontro dos
> construtores do AC-15 GUAPO!
> 
> 
> 
> Muito obrigado!
> 
> Marcelo.
> 
> 
> 
> 
> 
> 

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