*Desemprego continua em queda e registra menor taxa para agosto em dez anos
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O nível de desemprego em seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo
Dieese, em convênio com a Fundação Seade, mostrou o menor resultado para o
mês de agosto desde desde 1998, segundo levantamento divulgado na última
quarta-feira (24). De acordo com a a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED)
das instituições, o nível de desemprego total ficou em 14,5% nas regiões
pesquisadas em agosto, frente aos 14,6% apurados em julho, uma queda de
0,7%. Frente ao mesmo período do ano anterior, a queda foi de 7,1%.

O total de desempregados foi estimado pela organização em 2,911 milhões de
pessoas, 22 mil a menos do que no mês anterior. O nível de ocupação subiu
0,5% em agosto em relação a julho, e aumentou 5,4% no mês passado na
comparação com agosto de 2007. Em agosto, o nível de ocupação cresceu em
Salvador (1,6%), Porto Alegre (1,4%), Belo Horizonte (1,1%) e Recife (1,0%),
a apresentou comportamento próximo à estabilidade no Distrito Federal (0,1%)
e em São Paulo (0,1%).

O desemprego na região metropolitana de São Paulo atingiu 14% em agosto,
taxa um pouco inferior ao nível de 14,1% registrado em julho, de acordo com
a pesquisa. Mesmo assim, esta é a menor taxa para agosto, desde 1996. O
total de desempregados no mês passado ficou em 1,476 milhão de pessoas na
região. O nível de ocupação registrou pequena elevação de 0,1% em agosto, em
comparação a julho. Em relação a agosto do ano passado, o nível de ocupação
subiu 4,5%.

O rendimento médio real dos ocupados nas seis regiões metropolitanas caiu
0,5% em julho ante junho e passou a R$ 1.156,00. Em comparação a julho de
2007, houve uma elevação de 4,1%. A massa de rendimento dos ocupados, que é
o resultado da multiplicação do valor dos rendimentos e nível de ocupação,
registrou ligeira elevação de 0,2% em julho ante junho, e subiu 9,1% em
comparação a julho de 2007.

Em números absolutos, a população ocupada já abrange 21,8 milhões de
trabalhadores, número 0,7% maior o que o verificado em julho e 3,7% superior
ao de agosto do ano passado. Entre eles, 9,6 milhões têm carteira assinada
no setor privado, alta de 5,8% sobre um ano atrás. A renda dos trabalhadores
também apresentou aumento, segundo o IBGE. O rendimento médio real atingiu
R$ 1.253,70, alta de 2,1% em relação a julho e 5,7% sobre um ano atrás.

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