Alô alô OFF, o chouffer já foi avisado, pergunto. Chego as 17.35.12h. Vou de 
hidro-AeroLula e desembarco no potengi amado.Ivan prepare a mesa de pista. 
Pimenta arrume as coisas e também a Ypióca branca. Grande abraço na 
Yasmine.confirmo presença.

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      De: [email protected]
    Para: [EMAIL PROTECTED]
      Cc: 
    Data: Fri, 26 Sep 2008 08:05:29 -0300
 Assunto: [becodalama] Yasmine no Diário

>             
>            
>                  Natal, sexta-feira, 26 de Setembro de 2008  
>             Anuncie no Diário    
>            
>             
>               
>                   Início 
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>                   Histórico 
>                   Expediente 
>               
>                  
>                   Poesia de mulher e para quem mais quiser  
>                  
>                   Pegue de tudo um pouco que fizer parte do universo 
> feminino: amor, desilusão, paixão, inquietude, resignação, liberdade, prisão, 
> descoberta, angústia, vida, morte, poesia. Misture e eis que surge: Vestida 
> em Versos. O primeiro livro da poeta e jornalista Yasmine Lemos, 36, que será 
> lançado nessa sexta-feira, às 20h, no Veleiros, na Avenida Engenheiro Roberto 
> Freire, em Ponta Negra. O livro será vendido ao preço de R$ 25.
> 
>                   Yasmine Lemos é dessas mulheres que escreve com a alma em 
> flor, e não tem o menor pudor em traduzir sentimentos em palavras, e palavras 
> em matéria-prima para uma poesia que corre solta por suas veias desde muito 
> tempo. As incursões pela literatura começaram ainda na adolescência. Ela não 
> nega uma certa influência do pai, o jornalista Rubens Lemos, já falecido, 
> assim como também da mãe, Isolda Melo, também escritora. Mas essa genética, 
> principalmente no que diz respeito ao pai, tem lá seus dissabores. Ela lembra 
> que protelou muito a publicação do seu primeiro livro por temer justamente 
> comparações. ''Algumas pessoas até liam meus escritos e davam a entender que 
> estavam questionando se teria sido eu mesma, ou se não eram poesias do meu 
> pai'', especula ela.
> 
>                   Jornalista de formação, Yasmine publica crônicas e artigos 
> em jornais e revistas do Estado. Mas no seu site na internet Rascunhos, a vez 
> é da poesia. E boa parte dessa produção tomou a forma mais tradicional da 
> literatura e está reunida em Vestida em Versos, nas 143 páginas que compôem o 
> livro. Mesmo com uma boa receptividade no seu espaço virtual, o excesso de 
> comentários - a maioria do sexo masculino - chegava até a incomodar a poeta 
> que, decidiu por isso, retirar o link para que as pessoas deixassem sua 
> opinião. ''Eu percebi que ficava um pouco travada, tímida para escrever. Como 
> se aquelas pessoas estivessem dentro do meu quarto, me espiando'', brinca e 
> continua: ''Então, tirei os comentários e voltei a me sentir livre''.
> 
>                   Com uma postura muito mais tímida e introspecta, como se 
> sua comunicação com os outros só se completasse à medida em que escreve, 
> Yasmine Lemos foi ''quebrando'' o medo de publicar quando a escritora Zélia 
> Freire, que faz parte da Academia Feminina de Letras passou a ser leitora e 
> entusiasta, a ponto de convidá-la para fazer parte da Instituição formada só 
> por mulheres escritoras, cuja posse será em outubro próximo. ''Ela é amiga, 
> mas não deixa de ser crítica também. E começou a me incentivar a publicar. 
> Foi quando eu vi que tinha mais de 200 poesias já escritas e que havia a 
> possibilidade de levá-las para o papel'', diz ela, sem esconder a relutância 
> em ''dar para o mundo'' seus escritos, já que sempre os considerava íntimos 
> demais: ''Sempre falo dos meus sentimentos, das minhas angústias, 
> sofrimentos, reflexões'', deixa claro.
> 
>                   E talvez seja por isso, por essa introspecção de idéias e 
> sentimentos que Yasmine transcenda o pessoal e passe a produzir uma coisa 
> chamada literatura que traduz o que é sentido também pelos outros e, na 
> maioria das vezes, não se consegue expressar com a destreza dos poetas, mesmo 
> quando eles nem querem isso. ''Como sou uma insone crônica, eu levantava à 
> noite, escrevia alguma coisa e não fazia idéia do que podia causar nos 
> outros. Daí, quando alguém lia, trazia uma outra interpretação completamente 
> diferente, uma forma própria de enxergar a poesia. Então percebia que aquele 
> poema não me pertencia mais'', revela.
> 
>                   Para Yasmine Lemos não há nenhum constrangimento em dizer 
> que sua poeisa tem uma condição feminina em sua essência. ''Minha poesia é 
> sim feminina, sensual, sofrida e, absolutamente, real'', classifica. O livro 
> vem com apresentações do advogado Roberto Furtado, do jornalista Leonardo 
> Sodré e prefácio da escritora Zélia Maria Freire.
> 
>                   Sheyla Azevedo
>                   Da equipe do Diário de Natal 
>                  
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