lula cineasta, seresteiro, quase laureado. tenho uma TV de plasma pra vender. 
dou dois dias de garantia. uma hillux que depois de 10 km rodados para de 
funcionar. um AP de RS 150.000 que vai rachar depois de 1 anos. quem quer 
comprar? uma, duas, meia e ...vendido! vendido para um tal de agaciel. Agora 
compre!
pois é, por que só a arte deve ser perecível?
 
serrão

 


--- Em seg, 2/3/09, augustolula <[email protected]> escreveu:

De: augustolula <[email protected]>
Assunto: [becodalama] O gás mais nobre
Para: [email protected]
Data: Segunda-feira, 2 de Março de 2009, 9:47










Crítica/artes plásticas 

Exibição de "Penetráveis" amplia visão sobre Oiticica
Ótima exposição no Rio reúne trabalhos que convidam o espectador à interação

FABIO CYPRIANO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO 

Os "Penetráveis" representam um dos momentos fundamentais na trajetória de 
Hélio Oiticica (1937-1980), quando o artista passa a criar espaços de 
convivência que rompem com a relação formal entre arte e observador e pedem 
presença ativa e distendida no tempo. 
"Hélio Oiticica: Penetráveis", em cartaz no Centro Municipal de Arte Hélio 
Oiticica (Centro HO), no Rio, com curadoria de César Oiticica, César Oiticica 
Filho e Luciano Figueiredo, apresenta um conjunto significativo, sem cair no 
risco de "museificar" os trabalhos. São seis penetráveis, mas alguns contêm 
outros vários, como "Éden", que possui seis, como "Cannabiana" , "Lololiana" ou 
"Yemanjá". 
Criados para serem vivenciados (ou penetrados) pelo espectador, seria uma 
contradição "institucionalizar" essas ob ras de modo que só pudessem ser vistas 
e não experimentadas. É o que tem ocorrido com outros trabalhos daquele 
período, caso notório dos "Bichos", de Lygia Clark, muitas vezes exibidos em 
vitrines, como se não fossem objetos para serem manipulados. Mas no Centro HO, 
como queria o autor, não há limites à participação. Além de apresentar obras 
que tiveram bastante visibilidade recentemente, como "Tropicália", ou muito 
conhecidas, como "Éden" (exposta na Whitechapel Gallery, de Londres, em 1969, e 
vista hoje pelos novos manuais de história da arte como uma espécie de 
obra-prima de Oiticica), a exposição surpreende especialmente ao remontar 
penetráveis até agora praticamente ignorados, que estimulam um novo olhar sobre 
o autor. É o caso, por exemplo, de "Rhodislandia: contact", de 1971, feito na 
Universidade de Rhode
 Island, que traz um Oiticica mais introspectivo e intimista. O trabalho troca 
as cores fortes em superfícies por telas transparentes e ilumina ção colorida, 
além de um piso com pedras e galhos secos, materiais que tinham relação com o 
contexto norte-americano. 
Mais inesperado ainda é "Rijanviera" , de 1979, montado apenas na galeria Café 
des Arts, do Hotel Meridien, do Rio, naquele ano. Composto por uma estrutura de 
metal com várias plataformas por onde circula água, esse Penetrável só ganha 
sentido quando percorrido pelo visitante descalço. Enquanto em "Tropicália" a 
referência era o morro da Mangueira, em "Rijanviera" é a maré baixa das praias 
cariocas. Reconhecida mas ainda muito incompreendida, quando não simplificada 
em demasia, a obra de Oiticica, com essa mostra, ganha novas possibilidades de 
compreensão, em seus diálogos com o contexto e em seu convite à interação -algo 
que no virtualismo do século 21 se reveste de um sentido extra.


HELIO OITICICA: PENETRÁVEIS 

Onde: Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (r. Luís de Camões, 68, Rio, tel. 
0/xx/21/2242- 1012) 
Quando: de ter. a sex., das 11h às 18h; sáb. e dom., das 11h às 17h; até 21/6 
Quanto: entrada franca















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