Grande, grande, grandiloquente!
 
E esta aqui?:
 

 
Ainda tempos de guerra
a mídia propaga a notícia
fazem-na palavra fashion
com os mesmos estereótipos do passado
 
o sistema a sua maneira deflagra
o surto de armas cibernéticas
às vésperas de alcançar mais um milênio
 
o golfo se prepara
enquanto se apronta o seu inconteste rival
sadan não morreu com os seus guerreiros
que parecem fabricados pelo terror
(e a mídia espalha a notícia).
 
 
as mulheres com as crianças e os velhos
farão barricadas humanas
ou seja, cingirão seus próprios corpos
como alvos do seu estigma
como a morte anunciada
 
só restaram essas imagens em mim.
só ruínas a estética humana.
Já não basta as Escrituras!?!
 
fiquei só com as fotos
e os fatos
é o fim.
 
(Rios Brás Cubas)

 
 


--- Em qua, 4/3/09, augustolula <[email protected]> escreveu:









 
Só de ouro falso os meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minh'alma desceu veladamente.
 
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como Ontem, para mim, hoje é distância.
 
Já não estremeço em face do segredo;
Nada me aloira já, nada me aterra:
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!
 
Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixou o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida no ar...
 
Estátua falsa (Paris, 1913) Mario de Sá-Carneiro















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