Danou-se!!!!

--- Em qua, 11/3/09, augustolula <[email protected]> escreveu:

De: augustolula <[email protected]>
Assunto: [becodalama] O santo ofício de franklin jorge
Para: [email protected]
Data: Quarta-feira, 11 de Março de 2009, 11:22







 
ENTRANDO NA CONTRA-MÃO
sexta-feira, 6 de março de 2009
Por Franklin Jorge
NATAL - Entronizado no cargo de presidente da Fundação Capitania das Artes em 
primeiro de janeiro, o doublé de artista plástico e socialite César Revoredo já 
está dando o que falar. Escolha equivocadissima da prefeita Micarla de Souza - 
que tinha um melhor nome para a função, o jornalista Rodrigues Neto -, que 
certamente o fez sem pensar, por inexperiência ou sentimentalismo. Ou talvez 
para fugir às costumeiras pressões de Vicente Serejo, que pigorava o cargo para 
a mulher. Como diria o exemplar cronista Woden Madruga, é fatível que tenha 
sido isto...
Certo é que, ao ungi-lo, Micarla deu com os burros nágua. Sua escolha, a rigor, 
não podia ter sido mais frívola e impensada. E a prova aí está, conforme previ 
em artigo aqui publicado quatro ou cinco semanas depois de sua posse, no qual 
manifestava o meu desapontamento com a escolha de alguém que tem se destacado, 
entre nós, por sua frivolidade, não por uma obra consistente que o inclua entre 
os artistas plásticos de mérito.
 Na verdade, trata-se de um empulhador ou, na melhor das hipóteses, de um 
artesão que fornece artefatos para projetos de ambientação, utilizando-se de 
uma linguagem estética emprestada, pseudamente de vanguarda, quando sabemos 
todos que as vanguardas, como as ideologias, há muito se finaram e toda 
insistência neste ponto resulta da falta de informação de grande parcela dos 
jornalistas culturais ou da complacência de uma critica artificialmente criada 
em laboratórios que só podem fornecer uma nomenclatura nem sempre legitimada 
pela cultura da experiência.
Surpreende-me, no entanto, a rapidez com que o presidente da Funcarte botou as 
unhas de fora. Não completou mais que dois meses no cargo e já é objeto de 
dúvida e de investigação que mostra todo o açodamento da prefeita que o nomeou 
sem consideração pela competência que todo administrador público deve exigir de 
seus subordinados, em todas as instancias e em especial em momentos de crise, 
como enfrenta Micarla em razão da falta de credibilidade.
Não faço parte da horda que põe em dúvida a honestidade de César Revoredo. 
Acho-o apenas, como artista, sem talento; e, como gestor, incapaz e 
despreparado, apesar de mostrar-se em todos os momentos de sua vida artística 
[que acompanho há uns trinta anos], esforçado e ousado. E quero ressaltar aqui 
o momento em que surgiu, como um pintor naif inspirado nas tradições de sua 
famosa terra natal, São José de Mipibu, um dos berços da aristocracia 
canavieira com os seus barões, suas tradições, suas lendas e legendas e um 
baixo nível de desenvolvimento humano. Porém, de natureza frívola, quis se 
tornar fashion e deu nisso.Um caso de policia...
Mas, convenhamos. Bem que este escândalo podia ter ficado para o segundo 
semestre, quem sabe mais lá para o fim do ano, no verão talvez. Pois, neste 
momento, já as chuvas têm sido motivo suficiente de preocupações para o governo 
do município que penosamente e sem tirocínio braceja contra o lamaçal que 
assoberba a velha e valorosa cidadela de Nossa Senhora da Apresentação. Que o 
piedoso Padre João Maria nos proteja a todos.















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