patrulha ideológica e vis maledicências
 
Encontrei com profº helhim e o mesmo veio me acusar de poeta oficial 
porque trabalhei no dia da poesia 09 pela funcart...
 
Eu, desde 1983 sempre participei e trabalhei incansavelmente na realização
da celebração do 14 de março, gastando forças e dinheiro do próprio bolso 
(e não foi pouco não, mas não me arrependo de nenhum tostão investido).
 
Eis fragmento de texto feito em homenagem a Pedro peralta: 
“Via de regra, gastando romanticamente os últimos trocados que nos arranhavam 
os bolsos, pegando no pesado 
para viabilizar a celebração da musa dadivosa. 
Quando não realizavá-mos nada e o branco do papel suplantava o santofício, 
a maledicência nos imputava na fogueira das veleidades, ossofícios”.
 
A primeira vez em décadas que não gastei e recebi ajuda de custo (não foi 
cachete) para realizar a comemoração, foi na administração de profª Isaura 
Rosado, a convite de Danielle Brito, um ano que fizemos na praia de ponta 
negra, pois a data caiu num domingo 
e outro ano que fiz uma instalação no calçadão da João pessoa.
 
Em 2007 tive a honra de ser homenageado pela fja 
(talvez em  retribuição a nossa história de luta), 
o que me deixou bastante lisonjeado. 
 
Ano passado fui convidado 
pessoalmente(numa terça feira) pelo presidente Crispiniano 
para escrever a história do dia da poesia 
para  um suplemento editado pela fundação 
(o trabalho deveria ser entregue até o sábado) 
tentei me livrar da tarefa pois devido 
a outros compromissos não poderia cumprir o prazo, 
mas por insistência terminei realizando o trabalho que seria remunerado:
“memorex da poética: 
reminiscências de um brincante em celebração a musa poesia”, 
(pelo sim, pelo não, até hoje não recebi nem centavo, 
perderam o processo três vezes).
 
Esse ano fui convidado por Cláudia Magalhães para ajudar na programação 
e dei algumas idéias e tive como tarefa: 
fazer homenagem a Nei L. de Castro e ao meu amigo Voluntè, 
e ainda comandar a caravana à praia de ponta negra. Por isso receberei um 
cachete.
E bom lembrar que na sexta 13/03 durante o show de wescley no bardallo’s 
quando recitei alguns poemas não estava “a serviço” 
– vi que algumas pessoas diziam que ali estava porque estava recebendo grana, 
não é verdade, estava sim fazendo o que gosto, sem interesses financeiros.
 
Isso propiciou um “escândalo” aos paladinos da ética e da moral.
Por que não me acusaram quando trabalhei para fulano ou sicrano, 
ou para partido vermelho ou verde? 
E eu que pensei que a dicotonia verde/vermelho tinha se acabado.
 
Depois de territorializarem o beco, 
e agora querem ideologizar instaurando Patrulha ideológica? 
Marcatismo comigo não!
Nunca fui de me render ao poder, pelo contrário sempre lutei incansável
pelo movimento cultural da cidade, basta ver minha produtividade e rentidão
na comissão da lei câmara cascudo, 
aumentando e muito a minha lista de desafetos, 
mas em defesa da identidade e do pertencimento cultural do estado
sem se vender ou me atrelar a quaisquer grupos, panelinhas...
 
Interessante que alguns que defendem hoje  
intransigentemente a  atual administração da fja 
são os que mais torceram contra a indicação do Repe(n)tista.
 
Faria tudo que realizei, inclusive de graça ou até mesmo 
gastando os parcos dinheiro como de praxe.
 
Agora,  
Por que músico pode ganhar dinheiro, 
ator pode, 
produtor (em escalas federal, estadual  municipal) pode, 
saxofonista pode, 
mulher rendeira pode, 
propagandista (pra quem mais pagar) pode, 
e poeta não? 
E eu não?
 
VÁ DE RETRO SATANGÓS
E INCUBOS ENCARNADOS!!!!!!


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