Querido Serrão Serrado:
 
Sou cabra macho mesmo, mas não no sentido de briga. 
Nunca briguei com ninguém. 
Nunca me engalfinhei ou troquei tapas com ninguém - não nego que já tive 
vontade. 
A não ser quando criança, briguei algumas vezes... me lembro, umas duas vezes 
com Gibson Cantídio, uma com Carlos "Peru" Mariz Duarte e outra com o Artista 
Manxinha quando ele quis roubar as minhas bilocas. Mas isso já faz tanto 
tempo...
 
Quando a ser presidente da SAMBA, como diz os nossos estarrecedores políticos, 
declinarei do convite. 
Em um futuro próximo, quem sabe...
 
Agora, em sua homenagem, que é no momento o meu pintor favorito, um trechinho 
do Que Papo é Esse?, na parte que fala sobre os malucos (hippies) que "após a 
tempestade" se fixaram em Natal. 
Entre tantos destacamos o Deputado Fernando Mineiro, Klaus Dieter Karl da 
Cultura Alemã,  David Maurice Hasset da Cultura Inglesa... 
Vamos pois, a este último:
 
 
 
   Z Y  Ψ
 
 
            Esse aqui é figura fora de série. É “estranja” ou seja, nasceu em 
outras paragens, lá no outro lado do globo, e, como a estrela de Davi (é o seu 
nome), foi nascer na Terra Santa. 
           É, nasceu em Tel-Aviv, na Judéia, como Jesus. Aos três anos vai 
viver na Europa com os pais e mais precisamente na velha Albion. É, portanto, 
cidadão britânico por adoção.
           Nos anos oitentas casa-se com brasileira e vem viver por aqui, 
tornando-se cidadão brasileiro, ou melhor, desta feita, cidadão universal.
            Estamos falando de David Maurice Hasset, diretor e fundador da 
Cultura Inglesa de Natal apoiada pelo British Council...  
            Como um druida ele “parou” na Cidade do Sol.    
 
            Com David estou a inovar, ou seja, farei colocação diferente. 
Deixarei que ele próprio, como europeu, como inglês e como brasileiro nosso 
contemporâneo e participante in loco das grandes movimentações político-juvenis 
da época, fale sobre si e sua experiência como um hippie percorrendo a 
Grã-bretanha – aliás, percorrendo quase todas as áreas do planeta – nos anos 
setenta. E assim o faço porque fiquei curioso em saber se David escreveria tão 
bem o português, como fala e compreende.    
            Fiquei, nem tanto surpreso, mas realmente admirado com sua 
capacidade de se expressar, via escrita, em nossa língua. Pequeníssimos 
detalhes e eu nem os consideraria erros. 
            Eis aí, portanto, seu depoimento em texto conciso, a retratar 
primorosamente o sentimento beat, sua propagação como veículo de incutir no 
homem comum uma posição mental-intelectual-espiritual mais condizente com a 
divindade existente em cada ser e se encaixando como uma luva se encaixa à mão 
neste ensaio. Vejamos:
 
Continua amanhã...
 



 







  
2009/4/3 Franklin Serrão <chicoda...@yahoo. com.br>











para quando ficou marcada a eleiçÃo da SAMBA? 

Esses cabras são mesmo um bando de frouxo. Eu pansava que sangue ia manchar as 
paredes do solar Bela Vista. Ninguém brigou. Pelo contrário, todos, depois, 
foram beber juntos. 

Era hilário. Num canto, a mesa do mal (numericamente maior), no outro lado do 
bar, a chapa do bem. A todo tempo passava um camburão do Bop (coincidência, 
quem sabe né Antonius) eu mesmo nunca vi puliça no beco. E os transeuntes? 
Inocentes funcionais, sentados nos barris de pólvora prestes a explodir. É , em 
nazeré ou no Bardallos o pavio é curto (também pudera, tem Paulinho e Belmomt 
para apartar) bravatas a parte. Maurilio Eugênio Pinta é cabra macho. Quem sabe 
daria um bom presidente para SAMBA. E você toinho?  Em quem você vota?

serrão 


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