Mais um dos poemas horrorosos de Rios Brás Cubas...
 
 
 
N I H I L
 
 
 
 
Tenho sido um degenerado,
um escória do submundo da ilusão
e pergunto a deus como pode ele declarar-se deus
sem a minha permissão;
 
ouso blasfemar aos rochedos
enquanto um corvo grasna entre os penhascos.
 
 
Eu, como sou um anti-romântico,
um anti tudo (na serra do espinhaço)
ando a vagar sem direção nenhuma
a lançar mil imprecações: 
 
ondas, rochas, vagas, tornados, tormentas,
corvos, aranhas, abutres, ceptáceos, cetácios, ibes, dragões!...
 
 
Sou o supra-sumo da ego trip,
não tenho honra nenhuma
falo sempre de mim mesmo,
e só ao meu eu faço louvor,
 
pois que sou nervo, aço, idres, baleias, montanhas,
nuvens, nirvanas, poemas negros...
 
 
Afinal,
Sou ou não sou?
 
 
Rios Brás Cubas


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