O maior poeta do RGN não é Plínius, nem Ney Leandro, nem Otoniel Campos, nem
Auta de Souza, nem Walflan de Queiroz, nem Civone....
O maior poeta potiguar é o Rios Brás Cubas.
Poeta porreta como o quê!
Esse final de semana não foi legal lá na Residência.
A maioria dos residentes viajou e os poetas idem.
Só fiquei eu, Rios Brás e mais uns dois ou três.
Além do mais tempo nublado... o que nos anuviou um pouco a alma e a inspiração.
O pôr-do-sol foi molhado e fantasmagórico, mas teve a sua beleza a la Poe.
Mas para Rios Brás, não. Quanto mais fechado o tempo, quanto mais tenebroso o
ambiente mais ele se inspira.
Na sexta-feira santa ele escreveu esse poema aí.
Mais do que depressa eu o apanhei da lata do lixo...
Detonador
Agosto
mês do desgosto
mês que eu gosto
quando gozo com gosto
e com volúpia os seus mistérios,
mês em que desabrocham os botões
dos roseirais nos cemitérios.
Agosto
medo que me dá
do mau agouro
quando o caetano me lança
o seu olhar de conde drácula
nos “muitos carnavais”,
como quando estas letras
caem sobre o papel
e o seu grafismo
solta uns ais:
uma lua
um pêndulo...
o pelo
da aranha
me arranha..
Agosto
mês ao qual me curvo
ante os estigmas que, dizem,
caem em seu período
porque os dias se esvaem
e os anos passam com langor
um após o outro se escoando
l e n t a m e n t e
(uh... uuuuuuuuuuuhhh... uuuuh...)
Uns fumam
outros pisam o pedal
alguns...
o detonador!
Rio Brás Cubas
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