Hôme; ramo pará cum êsse "arranca rabo"! Briga só presta cum muié, qui quage sempre acaba in riba da cama, numa "chibatada daquela de cego vê o mundo"...
--- Em sex, 17/4/09, Alex Gurgel <[email protected]> escreveu: De: Alex Gurgel <[email protected]> Assunto: [becodalama] Ainda sobre a arenga de Abimael e Plinio Para: "Beco da Lama" <[email protected]> Data: Sexta-feira, 17 de Abril de 2009, 10:09 Deu no blog de Mario Ivo http://embrulhandop eixe.blogspot. com/ Inimigo meu A briga do poeta Plínio “ensandecido” Sanderson com o editor Abimael Silva veio parar por aqui porque já percorria o território livre da internet. É uma explicação e resposta à minha própria pergunta: é justo expor a intimidade alheia? A que serve escancarar o ringue? Afinal, as baixarias não foram poucas, e muitos amigos em comum dos dois duelantes preferiram ficar em riba do muro, não para assistir, indiferentes, a contenda, mas por, justamente, gostarem dos dois. O sobrescrito não encontrou nenhum muro para nele se encarapitar e acha que nenhum dos dois tem razão e ambos razão têm. É certo que é feio brigar assim, com ataques abaixo da linha do Equador, mas uma coisa faça-se justiça: ao menos a dupla de dois Abimael-Plínio tem coragem e hombridade de brigar às claras, em vez de simplesmente tecerem as clássicas intrigas de bastidores, no silêncio covarde que persiste nos corredores palacianos e nos becos da lama em igual medida e sem preconceito algum quanto às castas sociais. Um canalha é não apenas um canalha, mas também uma opinião de canalha, não necessariamente um fato comprovado. Mas, sempre melhor dizer na cara e/ou assinar embaixo do que ficar destilando o veneno nas madrugadas insones, na rodinha de hienas em conspiração maléfica, nos dardos lançados secretamente. As contendas são eternas ou quase eternas. Nas ribeyras do Putigy já houve quem chamasse pra briga em coluna de jornal, já houve quem desse e quem levasse surras homéricas – num lapso de tempo insuficiente para ler sequer uma página da “Ilíada” ou da “Odisséia”; e sem sequer a existência de uma Penélope a tecer e desfazer tramas enquanto espera. Às vezes, os ódios se aproximam da tese defendida, sei lá por quem, mas que enuncia algo assim: “trate bem seus amigos e melhor ainda seus inimigos”. É quando o literato, mesmo no ramerrame da província, eterniza nas páginas seu obscuro objeto de ódio. Assim, de memória, cito dois exemplos locais: o primeiro, Franklin Jorge e seu “Rato encardido”, presente em “Ficções fricções africções”, 1999 (e que todos sabem e por isso não precisa esconder ser um retrato ferino e maligno de Abimael); e o Esmeraldo Siqueira de “Fauna contemporânea” , 1968 (dezenas de perfis, camuflados em versos, de “tipos moralmente enfermos”, nas palavras e segundo o autor – com destaque para uma das famílias políticas da cidade, onde resumia: “Zègó tem ares de peru bravio,/ Guinelo é tal e qual um dromedário./ Peditinho – calunga extraordinário –/ Lembra a careta de um sagüi com frio.// Este, o Gari, é um tipo quaternário,/ De crânio atrofiado e fugidio./ Por fim, Lulu – da tropa orgulho e brio –/ Supera o genial burro Canário.”) No fim das contas há que se rir das pelejas, das intrigas, das quizilas – como Tácito Costa me ensinou o termo e o uso aqui a troco de nada, como nada é o troco de qualquer briguinha. Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados http://br.maisbuscados.yahoo.com
