repassando devido a pertinencia.
---------- Forwarded message ---------- From: Maria das Graças Pinto Coelho <gpco Date: 2009/5/16 Subject: To: gpcoe Cc: [email protected] Caros amigos, Todos que sabem ler atinaram para os interesses escusos dessa CPI. Sabemos que o marco regulatório do pré-sal proposto pelo Governo, que criaria uma fundação para administrar os lucros da empresa e os remeteria à EDUCAÇÃO, não interessa aos donos do Brasil. Vem daí a chantagem da CPI e o conseguente sucateamento da Petrobrás. O vexame tornará mais flexível a barganha da mudança do Marco Regulatório e beneficiará sobretudo os políticos que costumam vender as nossas riquezas. No entanto, acho que os que assinaram a CPI deram um tiro no pé. A CPI também servirá para que as pessoas que sabem ler, mas que não entendem muito de economia política, a grande maioria da classe média, se interessem pelo assunto e descubram a manobra que prejudica a população brasileira. Obviamente, que será algo fútil e marqueteiro como foi a CPI dos grampos e terminará desmoralizada, com seus líderes sendo condenados pela opinião pública, talvez não pela publicada, como é de praxe no universo midiático. O Artur Virgílio que se lançou na arena não tem nada a perder porque não se reelege nem vereador por Manaus. Mas com os holofotes midiáticos voltados para a enganação consegue barganhar recursos escusos de quem interessa a privatização da Petrobrás - e troca a não eleição por influência política dentro do PSDB. O Lula, quando diz que a CPI é anti-patriótica, está dando o recado. E o Sindicato dos Petroleiros quando vai se manifestar? Proponho que os leitores desse blog que se interessam por economia política enviem e-mails condenando o vexame e a arquitetura política da Comissão para todos os seus contatos. Vamos desconstruir as motivações que eles estão dando à Comissão, desde já. Mas também vamos pedir para que a mudança da contabilidade fiscal da empresa seja investigada pelas instâncias competentes. Segue um texto do Luiz Nassif, que elucida a CPI: "uma questão de negócios" Maria das Graças Pinto Coelho http:cultmidia.blogspot.com A CPI da Petrobras e a irresponsabilidade sem limite - Luiz Nassif Colocar a maior empresa brasileira ao sabor das veleidades político-midiáticas em um momento de profunda crise econômica mundial caracteriza um tipo de comportamento que não tem nenhum outro compromisso que não seja alcançar o poder a qualquer custo. Em um momento em que a empresa procura mobilizar todos os seus recursos para enfrentar os desafios da exploração do pré-sal, em um contexto econômico extremamente desfavorável, inserindo-se em um grande esforço de política anticíclica, criar uma CPI no Senado Federal tem como único objetivo inviabilizar qualquer tentativa de construir uma agenda positiva para o país. Considerando o peso que os papéis da Petrobras têm no mercado de capitais brasileiro, as possibilidades para todo o tipo de manipulações a partir de vazamentos selecionados, boatos infundados, até mesmo da simples chantagem para auferir vantagens ilícitas, não têm limites. Ao intento óbvio de se criar dificuldade para o governo Lula, soma-se a clara manobra de enfraquecer a posição da empresa na negociação do novo marco regulatório para o pré-sal. É lamentável que alguns senadores com longa tradição de luta democrática tenham se prestado a esse papel medíocre de servirem de massa de manobra para o que se tem de mais atrasado e irresponsável no país. Com quase trinta anos acompanhando as discussões sobre o tema energia, jamais vi um ato de tamanha irresponsabilidade e com conseqüências tão nefastas para o país, que, me desculpem os meus amigos desse blog, a única palavra que encontro para descrever tal comportamento é molecagem. *Trata-se simplesmente de uma molecagem impetrada por uma casa da qual, em função da importância que ela tem para a democracia brasileira, não se pode esperar e, acima de tudo, aceitar.* Eu discordo da proposta de capitalização apresentada pela Petrobras e apoio à criação de uma estatal para coordenar e representar o Estado na exploração do pré-sal. Esta é a minha visão e estou disposto a discuti-la de forma democrática e transparente. Posso estar errado, mas não abro mão de defendê-la. Também tenho claro que não me cabe decidir quais serão os caminhos trilhados pelo pré-sal, mas à sociedade através dos seus legítimos canais de representação. Nesse sentido, a posição do Senado Federal dá um péssimo sinal sobre a forma como se pretende discutir um tema tão vital para o país. Dessa maneira, discordar das posições da Petrobras não implica apoiar posições irresponsáveis que, de fato, inviabilizam a possibilidade de se construir um espaço de discussão que permita erigir consensos que sustentem a exploração do pré-sal, a partir de uma perspectiva estratégica de desenvolvimento econômico e melhoria do bem-estar da sociedade brasileira. Por fim, espero que as instituições brasileiras tenham a maturidade necessária para lidar com um evento que pode causar danos irreparáveis ao país, em um momento econômico extremamente grave. Também espero que todos aqueles especialistas em energia que tenham a mínima decência e espírito público se recusem a endossar uma irresponsabilidade de tal monta e a participar de uma chantagem política cujo o alvo não é o governo Lula, não é a Petrobras, mas o país. -- Maria das Graças Pinto Coelho Universidade Federal do Rio Grande do Norte Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes Departamento de Comunicação Social Pós-graduação em Estudos da Mídia Tel: - 55 84 Campus Universitário Cep: 59072-970
