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*5ª**, 28 de Maio de 2009 - ISSN 00331983*

Mais vinte dias de agonia no Rio
Grande<http://www.estrategiaeanalise.com.br/ler02.php?idsecao=e8f5052b88f4fae04d7907bf58ac7778&&idtitulo=9d0789fc1142416ba1c6d9302326227c>

Bruno Lima Rocha, do Rio Grande de outrora, guasca e altaneiro, ya lo que
tenemos hoy......


O Rio Grande do Sul segue em crise política e a CPI da Corrupção na
Assembléia Legislativa, por enquanto, fica em suspenso. Isto porque, pelas
contas simples, das 19 assinaturas necessárias para dar início a uma
Comissão Parlamentar de Inquérito, o requerimento da deputada estadual Stela
Farias (PT) só tem 17. Entendo que, no momento, a capacidade decisória está
com o PDT gaúcho, partido que em tese é oposição no estado e, de fato,
situação no Planalto.

Quando o governo de Yeda Crusius sofrera dois ataques midiáticos simultâneos
– da revista Veja e do PSOL/RS – a legenda histórica de Leonel Brizola não
conseguiu unificar a sua bancada. Arrancaram em separado, uns se dizendo em
dúvida e outros declarando voto pela CPI. Até o momento de concluir este
artigo, dos seis deputados estaduais pedetistas, três concordam com a
instalação da Comissão (Adroaldo Loureiro, Gilmar Sossella e Paulo Azeredo)
e outros três alegam não haver fato determinante (Gérson Burmann Giovani
Cherini, e Kalil Sehbe). Supostamente, tamanha hesitação não teria sentido.
Em tese o PDT não está mais no governo e tem um desafeto direto com Yeda
Crusius. Trata-se do ex-secretário de segurança, o deputado federal Enio
Bacci, que foi retirado do governo de forma midiática (ver o artigo de minha
autoria <http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=54957>).
Haveria motivos de sobra para ser oposição se não fosse pela prática de
sempre ser governo no RS, ao menos no começo das gestões. A última vez que
os correligionários de Paulinho da Força e Carlos Lupi governaram o Rio
Grande foi com Alceu Collares (1991-1994). A partir daí o PDT vem sendo
co-governo no estado desde a posse de Antônio Britto, em 1º de janeiro de
1995.

Em meio à crise, por vezes surgem boas idéias. Veio de Collares a saída mais
justa e criativa – e não acatada – para a indefinição do PDT. O
ex-governador, no intuito de apertar os três deputados recalcitrantes, pediu
a convocatória dos 200 membros do diretório estadual para votarem a favor de
uma posição unificada. Ou seja, no Brasil, a democracia na interna
partidária não é regra, mas casuísmo. Ao contrário da proposta democrática,
os pedetistas reuniram sua Executiva Estadual para buscar alguma solução.
Não funcionou. Compareceram apenas cinco de seus integrantes, sem atingir o
quórum mínimo de sete membros. Para escapar da fratura interna, o diretório
estadual da sigla anunciou publicamente que vai tomar posição somente daqui
a 20 dias!
<http://%20http:/zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2522929.xml&template=3898.dwt&edition=12388&section=1007>

Até lá, nada de novo no front.  Segue a crise de governo, a guerra de
vazamentos e a espionagem política no pago.

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