Esse jornalista Ailton Medeiros é mesmo mordaz. No bom sentido. 
O único jornalista "da taba" que tem coragem de dizer as coisas como realmente 
elas deveriam ser ditas.
Henrique Eduardo, em 1961, no Salesiano levou dois banhos de cuia do meu velho 
amigo José Marcial Dantas, aposentado do Banco do Brasil, atualmente advogando 
causas trabalhistas. 
A gente tava na faixa dos 10, 11 anos, pois tanto Marcial quanto eu nascemos no 
mesmo ano e, parece HE também.   
O curso era o admissão ao Ginásio também chamado de 5º ano primário.
 
Pois bem, na inauguração da quadra de esportes, uma das mais modernas da época 
- só tinha uma igual no colégio Marista - Henriquinho, apesar de "bom de bola" 
levou dois chapéus (o nosso peculiar "banho de cuia") de Marcial, o que 
constituía uma tremenda desmoralização principalmente o cara sendo filho do 
governador e o adversário um mero plebeu, brocoió recém imigrado do velho 
sertão seridoense. 
 
Aluizio Alves, governador na época construiu a moderníssima quadra e o pessoal 
- a boca do povo é foda! - dizia que Henriquito só passava de ano com certo 
"empurrãozinho" dos professores, àquela época todos eles padres, daqueles de 
batina preta e com botões desde o gogó até os tornozelos. Eu sempre imaginava 
que eles deviam levar no mínimo um quarto de hora pra abotoar todos aqueles 
botões.
O primeiro professor “civil”, ou seja, não padre foi a professora Clotilde 
Madruga que ensinava Português já em 1964 que foi o ano do golpe militar. Desde 
1960 eu estudava no Salesiano, mas esse 64 foi o ano do meu “desbunde”, pois no 
segundo semestre fui transferido para o Sete Setembro onde só tinha “peça boa”, 
o lixo que os outros colégios não aceitavam mais. Quando entrei no “Sete” foi 
no segundo semestre daquele ano emblemático com a explosão dos Beatles em Natal 
e a minha própria explosão. E como nome do colégio já diz, comecei a “pintar o 
sete” literalmente. Depois eu conto como foi e muito mais. Péra aí...
É muita história, meu bróder! 
 
Aí, Henrique Eduardo, que pareceu a todos ter ficado meio atordoado no momento 
do lance – e não era para menos – no momento dos dois chapéus, mais tarde, após 
o recreio, na hora da primeira aula do segundo turno ele foi as vias de fato 
com o adversário e responsável pela “desmoralização” do filho do governador 
perante o colégio inteiro. Henrique foi, então, tomar satisfações. 
Terminou com Marcial que era – e ainda é – brabo que só a porra, mais brabo 
ainda, mas muito mais brabo mesmo do que Osvaldo Ribeiro, espetando a barriga 
de Henrique com um lápis de madeira, um daqueles afiado pra caralho, a ponta 
feita a gilete azul, a velha “blue blade” com a foto de Padrinho Maneco no 
envelope.
 
Os dois para a secretaria com a molecada toda atrás, todos sádicos, ávidos pra 
ver o desfecho. Resultado: três dias de suspensão pro velho Marcial, boêmio de 
boa cepa e porra nenhuma pra Hen(riquinho) que saiu daquela como vítima, o 
mocinho boa família contra o moleque insolente.
 
Ainda hoje Marcial fala todo cheio de orgulho dos dois banhos de cuia que deu 
no cara, e aí dá altas gargalhadas.
 
Passados todos esse anos aí estão Henrique Eduardo Alves & Ricardo Teixeira. 
Uma boa dupla, não? Vejam as caras de satisfação. Percebe-se na fisionomia de 
ambos uma comunhão, um certo regozijo incontido brilhando nos olhos de cada um, 
não é? 
Grandes mutretas deverão sair de suas cartolas, digo, cacholas, com certeza. 
 
Marcial! Que é que você acha, meu bróder? Diga aí! Você que recita de cor todos 
os poemas chulas de Sesiom. 
HEA e Ricardo Teixeira, a Dupla do Mal, prato cheio pros glosadores e 
escritores de cordel. 
Agora, o povo... esse parece que adora gente assim. Quando mais o fumo entra...
 
Fiz uma homenagem a Ailtom Medeiros no meu livro sobre a geração beat 
potiguar.. Inclui-o entre os jornalistas que admiro no RN e que são citados no 
Que Papo é Esse? Alguns in memorian como Sebastião Carvalho, outros vivos como 
Luciano Almeida, etc...
 
Bom, é isso aí. Já conversei demais. Tchau-tchau!
 



 





ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

DEPUTADO COPA DO MUNDO VIRA DEPUTADO DA COPAEnviado em 1/06/09 às 12h24min por 
Ailton Medeiros 
O deputado federal e líder do PMDB, Henriquinho Alves, deu uma longa entrevista 
ao Bom Dia RN, hoje, para falar, advinhem, da Copa do Mundo.
Henriquinho entende do assunto.
Em tempos idos, o filho de Aluízio Alves era chamado pelos adversários de 
deputado Copa do Mundo.
Evoluiu. Agora virou o deputado da Copa.
Henrique sempre gostou de uma bola.
Faz sentido.



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