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Documentário "Sangue do barro" atrai muitos espectadores ao Cinemark e alia
cinema com análise social de
tragédia<http://cefascarvalhojornalista.blogspot.com/2009/06/documentario-sangue-do-barro-atrai.html>
<http://1.bp.blogspot.com/_eMBgPF5IgI0/SiZxVmU65KI/AAAAAAAAAeo/KnZBC2kOGFc/s1600-h/mary.jpg>
*Cefas Carvalho*

Este blogueiro enfrentou a preguiça e o cansaço – e a fila de entrada – para
ir ao Cinemark ontem, terça à noite, conferir a pré-estréia do documentário
“Sangue do barro”, de Mary Land Brito e Fábio de Silva, para o projeto
nacional Doc TV. Em primeiro lugar, fui surpreendido com o grande número de
espectadores (que constituíram a já citada fila imensa), o que mostra o bom
momento do audiovisual potiguar. Em segundo lugar, fiquei impressionado com
a qualidade e agilidade do documentário. Narrado em tom ágil, (mas sem
excesso do ritmo de videoclip que mata alguns bons documentários), “Sangue
do barro” apresenta, como se sabe, a história – lembrada pela comunidade,
amigos e filhos do assassino – de Genildo Ferreira, que há doze anos, matou
14 pessoas no distrito de Santo Antônio do Potengi, em São Gonçalo do
Amarante. A história repercutiu em todo o país. O documentário (na mesma
linha do excelente “Procedimento operacional padrão”, de Eroll Morris, sobre
a prisão de Abu Ghaib, no Iraque) de 52 minutos não tenta julgar Genildo nem
fazer juízo de valor. A direção de Mary e Fábio é segura, o roteiro (escrito
por Mary em parceria com o cineasta Geraldo Cavalcanti) é bem alinhavado e
merece destaque a trilha sonora cheia de guitarras e percussões de Gustavo
Lamartine e Gabriel Souto (ambos roqueiros, o primeiro da antiga e boa banda
general Junkie, o segundo do projeto Du Souto). Enfim, cinema de qualidade
para registrar uma das maiores tragédias da história deste Rio Grande sem
Sorte, como diz o poeta Plinio Sanderson. Ah, “Sangue no barro” mostra-se
(consciente ou inconscientemente?) crítico com a imprensa televisiva e a
cobertura do fato (ao estilo programa Patrulha Policial, J. Gomes, padrão TV
Ponta negra de jornalismo, enfim). Mas, isto é pano para a manga para outro
artigo. Que o documentário seja exibido (inclusive em escolas públicas, alô
FJA e Funcarte), divulgado e ganhe o mundo.

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