ESTRATÉGIA & ANÁLISE ISSN 00331983 O Rio Grande sob denúncia 08 de julho de 2009, da Vila setembrina, Bruno Lima Rocha
O último domingo (6 de julho) foi de intensa atividade política e midiática na Província de São Pedro. Não houve convenções partidárias nem reuniões de cúpulas dirigentes. O frenesi teve como causa o somatório sempre explosivo de investigação policial, desconfiança política (na base da delação) e cobertura jornalística. Outra vez mais ocorreu o “vazamento” de documentação oficial do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS) que se debruça na investigação das contas de campanha e negócios de governo nos primeiros anos do mandato de Yeda Crusius (PSDB). Com isso, se confirma a suspeita coletiva de que o “garganta profunda” dos pampas é um ex-homem de confiança dos herdeiros políticos de Nelson Marchezan (pai), o empresário tucano Lair Ferst. Não teria sentido reproduzir fatos já publicados em um breve artigo de análise. Para os leitores desse blog, indico a versão digital da edição impressa do jornal Zero Hora (Grupo RBS), da última terça (07/07, págs. 4 a 10) e segunda (06/07, págs. 6 a 10). Lá se encontram reproduções de cartas e atas do MPF citando os vinte fatos investigados a partir da denúncia do mesmo informante. Destaco como relevante nesse imbróglio o clima de suspeita coletiva, gerando sensação semelhante a que se vive no nobre e ilibado Senado federal. Se forem verídicas as denúncias de Lair Ferst, então nos deparamos no Rio Grande com negócios privados com dinheiro público mediante troca de favores; suborno; caixa dois de campanha; enriquecimento ilícito; licitações fraudulentas; tráfico de influência; uso de testas de ferro, laranjas e intermediários de propinas sistemáticas; aquisição de patrimônio; e nomeações para cargos de confiança com o intuito de controlar o desvio de recursos diversos. Os protagonistas destas reportagens, todos publicados em jornal impresso são: líderes de partidos políticos e titulares do primeiro escalão estadual; agências de publicidade; prefeitura de cidade-pólo; construtoras e empreiteiras de obras públicas e empresas fumageiras. Se forem corretas as informações, estas materializam dois conceitos que este analista vem defendendo há mais de uma década. O primeiro é que o Jogo Real da Política inclui manobras lícitas e ilícitas, em distintas escalas de grandeza (do assédio moral ao assassinato), passando por regras formais e informais, como a espionagem. O outro conceito também de minha modesta autoria, é a de que uma candidatura e seu respectivo bloco de alianças e apoiadores formam um Consórcio Econômico-Eleitoral, onde metas programáticas são complementadas por benefícios para pessoas físicas e jurídicas, obtidos de modo legal ou não. Ao aplicar estas categorias como modelo explicativo da “crise” política gaúcha, conclui-se o óbvio. Com boa parte do primeiro escalão sob suspeita, a “governabilidade” está por um fio. Leia Mais: http://www.estrategiaeanalise.com.br Estratégia & Análise: a política, a economia e a ideologia na ponta da adaga. Expediente Editor Bruno Lima Rocha Revisão, diagramação e envio: André Carvalho, Lisandra Arezi. www.estrategiaeanalise.com.br Fone: 55 51 9974 8052 Correio: [email protected] msn: [email protected] skype: bruno.lima.rocha http://groups.google.com.br/group/estrategiaeanalise Agradecemos a publicação deste artigo, sempre citando a fonte e solicitamos o favor de enviar para nosso endereço eletrônico o LINK da página onde o texto foi reproduzido. Caso não queira mais receber os artigos, por favor, envie e-mail para [email protected].. Gratos pela atenção: Estratégia & Análise e Equipe. ____________________________________________________________________________________ Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados http://br.maisbuscados.yahoo.com
