Este é mesmo um país de ratos. Arrrrgh!!!
Eu tenho um primo, aliás primo carnal, pois sua mãe irmã da minha e seu pai
irmão do meu pai...
Esse primo, Marcius César Soares Freire, mais novo do que eu três meses é
atualmente professor da USP, a Universidade de São Paulo tendo sido por mais de
5 anos professor da UNICAMP.
É formado na Sorbonne, em Paris (é o fraco!)
Quando criança éramos como irmãos.
Morou aqui em Natal até o 12 anos de idade quando meu tio José Freire Sobrinho
(tio Zezé) mudou-se para a Capital Federal.
Marcius viveu nove anos em Paris. Quando voltou ao Brasil, saudoso de seu país
e muito especialmente de Natal, sua terra idem, quis estabeler-se aqui pelo
menos por alguns anos para matar a saudade (da cidade), espantar o spleen que
ela sempre provocara em sua memória afetiva, de suas praias onde ele viveu toda
sua infância até a adolescência.
Então, em visita à Natal, início dos anos 90s deu entrada com seu curriculum no
departamento competente da UFRN onde esse mesmo CV foi sabotado de todas as
maneiras inimagináveis.
Não pensem os leitores que estou exagerando. Fizeram de tudo para que o mesmo
não fosse sequer analisado. Por mais de cinco vezes sumiram com o CV, até
fazê-lo desistir. Uma coisa bárbara.
Triste, desiludido, magoado voltou para Brasília onde submeteu-se a um concurso
para a Unicamp sendo aprovado e assumindo quase que imediatamente..
Cinco anos depois é convidado para a USP onde é professor até hoje. Melhor para
ele, claro.
Nunca mais voltou a Natal que passou a detestar pela sua pequenez e
mesquinharia.
(Bando de filhos da puta!...)
Maurílio S. Eugênio
Natal, RN, Brasil.
--- Em sex, 24/7/09, Ørf <[email protected]> escreveu:
As safadezas acadêmicas
Por Thiago Lopes
“Caro Alex Medeiros. Ao ler o artigo "Safadezas acadêmicas" no seu blog, me
lembrei imediatamente de um caso gravíssimo levado ao conhecimento da
comunidade acadêmica da UFRN no final do ano passado, mas que foi devidamente
"abafado".
Tal caso teve como estopim o Departamento de História, o qual foi processado
por um aluno, tenente da reserva do Exército, devido o mesmo ter descoberto
favorecimentos na escolha de novos discentes para o programa de pós-graduação
do mesmo Departamento (o que já é antigo, mas ninguém reclama).
Com a ajuda de seus pais, professores aposentados da UNB e do conselho da
CAPES/Cnpq do MEC, o mesmo aluno descobriu algo muito pior: Mais de 50
professores de toda a UFRN controlam centenas de bolsas-auxílio para pesquisa,
algumas na casa dos milhares de reais, inclusive passagens aéreas para Europa,
que deveriam ser repassadas aos alunos bolsistas mas não são.
Muitos "doutores" colocam bolsistas de forma "não-remunerada", mas os cadastram
junto ao MEC como se fossem e se apoderam do dinheiro para posteriormente
favorecê-los nos processos seletivos dos programas de mestrado, doutorado e
afins da Instituição, ou mesmo para cartas de indicação para outras
Instituições do país.
Como já terminei meu curso, não obtive mais informações sobre o desfecho do
caso, nem mais vi o estudante pivô da confusão. A coisa, caro Alex, pode estar
muito mais esculhambada do que podemos imaginar. Mas tais comentários são
comuns em qualquer corredor dos setores da UFRN, principalmente nos do setor 2,
evitados, obviamente, por quem é beneficiado".
Atenciosamente. (Thiago Lopes)
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