olá todos, essa não é a primeira vez, nem será a última, que o colunista Paulo Araújo irá destilar sua ignorância aos quatro ventos na última página do guia cultural Solto na Cidade (inclusive, vale lembrar que o espaço parece estar garantido enqto a prefeitura patrocinar a publicação - só vejo essa explicação para justificar a publicação/permanência da coluna, ou seja, espaço em troca de patrocínio).
Enfim, conheço uma pessoa que viu o sol nascer de dentro do carro naquele mesmo trecho durante o reveillon - quando e onde percorreu um km em quade 90 minutos! O problema foi bem descrito e em nada tem a ver com o cajueiro: simplesmente motoristas bêbados paravam os carros na via para 'arriar a lombra' ou mesmo colocar os famigerados paredões de som para funcionar. No caso específico do meu amigo que ficou no trânsito, ele descreveu a cena que tirou todos do sério: um jovem abastado e visivelmente alterado (etilicamente falando), com seu tremendo carrão, atravessou a via para estacionar em um estacionamento lotado(!). Como o carro não pôde entrar, ficou ali mesmo, atravessado na Rota do Sol, como se fosse seu quintal (que por sinal deve achar que é mesmo!!). Como moramos em uma cidade onde os motoristas são muito "educados", outros carros que estavam atrás do referido não deram brecha para manobras e tudo ficou travado... Abraços, Yuno.Silva:.* 2010/1/19 gbelgrado <[email protected]> > Gente, recebo, endosso e encaminho e-mail sobre esse absurdo... > > Como se não bastasse todos os problemas ambientais que nós já temos, > inclusive o de preservação, vem um colunista do Solto na Cidade (na última > edição do guia - 16 a 31 de janeiro 2010), Paulo Araújo, diretor de > jornalismo da TV Ponta Negra, que só sabe passar a mão na cabeça da Prefeita > (claro... é pago pela TV no qual ela é a dona), para achar que "espocar dos > fogos e ouvir o tilintar das taças de champanhe" é mais importante do que a > preservação do Cajueiro de Pirangi. Ele realmente deve ser o único > decepcionado com o Cajueiro, que segundo ele encontra-se "intocável em seu > berço explêndido de egoísmo". > > Relata que um turista paulista bradou que o cajueiro vai chegar em São > Paulo...ah, ele não vai ter essa sorte porque a poluição de lá não deixa > isso acontecer! Sinto muito por termos um jornalista totalmente despreparado > para escrever tanta besteira porque se for pelo caminho dele, vamos sim ser > conhecidos por ser um estado que matou ou limitou um de seus ícones > ambientais, o maior cajueiro do mundo, sim! > > O direito de ir e vir deve ser respeitado, tal qual a preservação de um dos > nossos ícones. Ao meu ver, o espaço é do cajueiro. A pista é que está errada > e deveria ser feito um trabalho de desvio. Não é por causa do cajueiro que o > trânsito em pirangi está insuportável...são os pedestres que não respeitam o > espaço (embora estes também não têm espaço para transitar), são as vias > pequenas para o grande fluxo de carros e muitos outros fatores. > > Seria possível sim um trabalho urbanístico que desse ao cajueiro a > liberdade de sua natureza. Ele não pode desviar de ninguém, mas nós podemos > criar um outro fluxo para a malha viária ao entorno do cajueiro... > > > > Leiam a crônica: > > > > Via Libre já para o Cajueiro de Pirangi > > por Paulo Araújo. > > > > "E o cajueiro de Pirangi, hein? Quietinho no canto dele, sem mexer com > ninguém - na opinião dos ecochatos, claro! - foi o grande vilão do revéillon > 2010 e tudo indica que assim permanecerá até a Quarta-feira de Cinzas. > Milhares e potiguares que foram ver o espocar dos fogos e ouvir o tilintar > das taças de champanhe para além de Pirangi do Norte comeram o caju que o > diabo amassou, com o perdão do trocadilho, por causa dos galhos do maior > Anacardium occidentale do mundo. Como se a anomalia genética centenária > fosse mais importante que o direito de ir e vir, só há hoje uma pista de > rolamento para os carros transiterem naquela rodovia. Aí é um Deus nos > acuda. Não foi brincadeira não, como relataram twitteiros de plantão: muita > gente viu o sol do primeiro dia do ano nascer dentro do carro, porque o > trânsito simplesmente não fluia, e muitos chegaram a chama pela Via Livre > naquele entorno. Um turista paulista, revoltadíssimo, bradou em alto e bom > som para uma equipe de TV: "e quando os galhos dessa árvore chegarem em São > Paulo?" Aqui pra nós, a bem da verdade, a primeira vez que vamos conhecer o > maior cajueiro do mundo ficamos um pouco decepcionados, não ficamos? Afinal, > todo mundo imagina que ele é o mairo do mundo para o alto, formando uma > torre gigantesca, como a de Babel. Quando se constata que ele é grandão por > causa da área de terreno pela qual se esparrama, intocável no seu berço > esplêndido de egoísmo, vamos confessar: o máximo que dá é para esboçar um > sorriso amarelo, bater um retrato rapidinho e seguir em frente. É a mesma > coisa que acontece no famoso cruzamento das avenidas Ipiranga X São João, em > São Paulo, na Linha do Equador, em Macapá, ou na fonte de Marília de Dirceu, > em Tiradentes. Cara de paisagem. Foto de Orkut. E nada mais. A solução, como > todos esperam, é um meio termo: que os galhos do cajueiro não invadam a > pista além dos limites que já ultrapassou há alguns anos e que a pista, por > sua vez, também não invada o cajueiro. Cada um no seu quadrado, como diz o > ditado. E se isso não for resolvido até o próximo verão, corremos o risco de > ficarmos conhecidos no Brasil inteiro como o estado onde uma árvore privou > turistas e natalenses de conhecerem, sem aporrinhação, um dos pedaços mais > lindos do litoral brasileiro." >
