*Oi **que...@s**... Repassando... E sugerindo que repassem adiante...*
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*Bjs, e boa semana à **...@s**!*
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*Civ*

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Antonio Nahud Júnior <[email protected]>
Data: 26 de abril de 2010 11:28
Assunto: EELP - MAIS EMBROMAÇÃO DO QUE RENOVAÇÃO
Para: [email protected]


*EELP - MAIS EMBROMAÇÃO DO QUE RENOVAÇÃO*

* *

Antonio Nahud Júnior (*)

* *



       Participei como escritor-convidado de dois proveitosos encontros de
literatura lusófona: o primeiro em Sintra, Portugal, no final dos anos 90; o
segundo, na Ilha de São Miguel, nos Açores, anos depois. De olhos e ouvidos
bem abertos, honrado por estar ao lado de artesãos da palavra, aprendi – e
muito - com nomes excepcionais como Mia Couto, José Craveirinha, Pepetela,
Germano de Almeida, Vasco Graça Moura etc. Portanto, só posso ficar pasmo
com a tímida programação oficial do 1º Encontro de Escritores de Língua
Portuguesa em Natal (EELP). Afinal, nem de longe traduz o evento alardeado
pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte), ou seja, de união e difusão da
cultura lusófona. O talentoso angolano José Eduardo Agualusa representará
todas as feras estrangeiras de língua portuguesa? O meu conterrâneo João
Ubaldo Ribeiro levará nas costas a ausência de figuras expressivas da
literatura brasileira? Grande responsabilidade. Cadê os mais conceituados
emissários da palavra de Moçambique, Timor-Leste, Cabo Verde, Angola,
Portugal e Guiné Bissau? Quais os resultados positivos que serão extraídos
deste desencontro lingüístico/literário em hora tão ingrata e com tantas
ausências sentidas? Serão concretizados projetos culturais que visam o bem
de todos?

        Para além das conferências, não se vê no EELP lançamentos de livros,
workshops, leituras, espetáculos de teatro, exposições de artes plásticas etc.
Está mais para reunião de notáveis escritores/jornalistas do Rio Grande do
Norte com duas ou três ricas belezuras de fora para enfeitar o bolo,
justificando a grana preta investida. Esta é a intenção real? Então, tudo
bem, mas não se deve vender ao público a inverdade de um suposto encontro
lusófono internacional. O EELP nem de longe lembra a qualidade (e a
organização) do Encontro Natalense de Escritores (ENE), promovido pela
gestão municipal anterior. Sei que a “idéia” não é dar continuidade ao ENE,
mas onde está a sabedoria em deixar de lado o que funciona com relevância
para investir no superficial, na mesmice? Isso é o que chamam de
“renovação”? Dizem que a coordenação está nas mãos do padrasto da
prefeita Micarla
de Souza e a Funcarte nada apita. Sendo assim, pergunto: é oferta familiar
de mão beijada, sem consultoria especializada, sem nenhuma preocupação com o
público ou com os escritores interessados no fazer literário ou na discussão
da língua portuguesa? Mas dá no mesmo. Se a Funcarte apitasse sua equipe
saberia a diferença entre um Luandino Vieira e um Antônio Lobo Antunes?
Duvido.





(*) Escritor e jornalista. Autor de nove livros. Três deles publicados em
Portugal. Participou como escritor-convidado do ENE, da Bienal do Livro da
Bahia, da FLIP, da Bienal Internacional do Livro de São Paulo e da Feira do
Livro de Porto Alegre.



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