MÍDIA BRASILEIRA
TEU ODIO SERÁ TUA HERANÇA
Enviado em 18/05/10 às 12h16min por Ailton
Medeiros
Por Leandro Fortes:
Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente,
que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para
compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da
República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma
campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia
brasileira.
Em suma, Veríssimo colocou em perspectiva histórica uma questão que,
distante no tempo, contará com a vantagem de poder ser discutida a
frio, mas nem por isso deixará de ser, talvez, o ponto de análise mais
intrigante da vida política do Brasil da primeira década do século XXI.
A reação da velha mídia nativa ao acordo nuclear do Irã, costurado
pelas diplomacias brasileira e turca chega a ser cômica, mas revela,
antes de tudo, o despreparo da classe dirigente brasileira em
interpretar o força histórica do momento e suas conseqüências para a
consolidação daquilo que se anuncia, finalmente, como civilização
brasileira.
O claro ressentimento da velha guarda midiática com o sucesso de
Lula e do ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, deixou de ser
um fenômeno de ocasião, até então norteado por opções ideológicas, para
descambar na inveja pura, quando não naquilo que sempre foi: um ódio de
classe cada vez menos disfarçado, fruto de uma incompreensão histórica
que só pode ser justificada pelo distanciamento dos donos da mídia em
relação ao mundo real, e da disponibilidade quase infinita de seus
jornalistas para fazer, literalmente, qualquer trabalho que lhe
mandarem os chefes e patrões, na vã esperança de um dia ser igual a
eles.
Assim, enquanto a imprensa mundial se dedica a decodificar as
engrenagens e circunstâncias que fizeram de Lula o mais importante
líder mundial desse final de década, a imprensa brasileira se debate em
como destituí-lo de toda glória, de reduzi-lo a um analfabeto funcional
premiado pela sorte, a um manipulador de massas movido por programas de
bolsas e incentivos, a um demagogo de fala mansa que esconde pretensões
autoritárias disfarçadas, aqui e ali, de boas intenções populares.
Tenta, portanto, converter a verdade atual em mentiras de registro,
a apagar a memória nacional sobre o presidente, como se fosse possível
enganar o futuro com notícias de jornal.
Destituídos de poder e credibilidade, os barões dessa mídia
decadente e anciã se lançaram nessa missão suicida quando poderiam,
simplesmente, ter se dedicado a fazer bom jornalismo, crítico e
construtivo.
Têm dinheiro e pessoal qualificado para tal. Ao invés disso,
dedicaram-se a escrever para si mesmos, a se retroalimentar de
preconceitos e maledicências, a pintarem o mundo a partir da imagem
projetada pela classe média brasileira, uma gente quase que
integralmente iletrada e apavorada, um exército de reginas duartes
prestes a ter um ataque de nervos toda vez que um negro é admitido na
universidade por meio de uma cota racial.
Ainda assim, paradoxalmente, uma massa beneficiada pelo crescimento econômico,
mas escrava da própria indigência intelectual.
--- Em ter, 18/5/10, Cassiano <[email protected]> escreveu:
De: Cassiano <[email protected]>
Assunto: [umas_e_outras] Fwd: PT
Para:
Data: Terça-feira, 18 de Maio de 2010, 18:27
Assunto: PT
Divirta-se.Cuidado com a bomba!!!!! Abraço Edson..