ESTA PESQUISA FOI FEITA DEPOIS DA MASSIFICAÇÃO DA PROPAGANDA DO SERRA.
 
 
Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.
Pesquisa é a primeira após as convenções. Marina Silva aparece com 9%.
Robson Bonin Do G1, em Brasília 
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Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta (23) em Brasília mostra a candidata do 
PT, Dilma Rousseff, com 40% das intenções de voto e o candidato do PSDB, José 
Serra, com 35% na corrida eleitoral pela Presidência da República. Marina Silva 
(PV) tem 9%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação 
Nacional da Indústria (CNI).
O cenário da pesquisa que apresentou esses resultados é o que inclui somente 
Dilma, Serra e Marina. No cenário que reúne 12 candidatos, Dilma soma 38,2%, 
Serra, 32,3% e Marina, 7%.
É a primeira vez que Dilma aparece à frente de Serra numa pesquisa de intenção 
de voto para presidente. Na pesquisa CNI/Ibope anterior, realizada em março, 
Serra tinha 38%, Dilma, 33% e Marina, 8%. No início de junho, em outro 
levantamento do Ibope, divulgado no último dia 5 e feito por encomenda da TV 
Globo e do jornal “O Estado de S.Paulo”, Dilma e Serra apareciam empatados com 
37% das intenções de voto. Marina Silva acumulava 9%.
A margem de erro do levantamento divulgado nesta quarta é de dois pontos 
percentuais para mais ou para menos. Portanto, Dilma pode ter entre 38% e 42%; 
Serra, entre 33% e 37%; e Marina, entre 7% e 11%.
Disseram que votarão em branco ou nulo 6% dos entrevistados. Os que responderam 
que ainda não sabem em quem votar são 10%, segundo o Ibope.
A pesquisa é a primeira realizada após a oficialização das candidaturas de 
Dilma, Serra e Marina pelas convenções partidárias. O Ibope entrevistou 2.002 
eleitores entre os dias 19 e 21 em 140 cidades. A pesquisa está registrada no 
TSE sob o número 16292/2010.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno, Dilma teria 45% e Serra, 38%, segundo o Ibope. 
Na hipótese de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista venceria por 53% a 
19%. Serra ganharia de Marina por 49% a 22%.
Conhecimento
O Ibope mediu também o grau de conhecimento do candidato apoiado pelo 
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março, 58% reconheciam Dilma como a 
candidata de Lula. Na pesquisa divulgada nesta quarta, o grau de conhecimento é 
de 73%.
Quando os pesquisadores perguntaram aos entrevistados o grau de conhecimento de 
cada um dos candidatos, 13% disseram conhecer "bem" Dilma; 32%, "mais ou menos" 
; 28%, "pouco"; 23% "ouviram falar" e 4% disseram não conhecer.
O candidato tucano é "bem conhecido" por 24% dos entrevistados; "mais ou menos" 
por 39%; "pouco" por 22%; 13% só "ouviram falar". Ninguém respondeu que não 
conhece José Serra. 
Segundo a pesquisa, Marina Silva é "bem" conhecida por 6%; "mais ou menos" por  
21%; "pouco" por 26%; 33% "ouviram falar" e 13% disseram não conhecer a 
candidata do PV.
Rejeição
Dentre os entrevistados, 23% disseram que não votariam em hipótese nenhuma em 
Dilma Rousseff. Os que rejeitam Serra são 30% e os que nunca votariam em Marina 
somam 29%.
Influência de Lula
A capacidade de Lula influenciar no voto dos eleitores registrou uma leve 
redução entre os entrevistados pelo Ibope. Em março a preferência dos 
entrevistados por um candidato indicado por Lula era de 53%. Já no levantamento 
divulgado nesta quarta 48% dos entrevistados disseram votar no candidato do 
presidente.
A disposição de votar em um candidato de oposição foi manifestada por 10% dos 
entrevistado, mesmo cenário registrado em março.
Avaliação do governo
Segundo o levantamento, 75% consideram ótimo ou bom o governo do presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva. Já a avaliação pessoal do presidente atinge 85% de 
aprovação, recorde na série histórica da pesquisa CNI/Ibope.
O percentual dos que consideram o governo ruim ou péssimo é de 3%, segundo a 
pesquisa. Os que julgam o governo regular são 20%.
Na avaliação pessoal do presidente, 11% desaprovam Lula, o índice mais baixo já 
registrado pelo levantamento.
A pesquisa também mediu a confiança dos entrevistados no presidente Lula: 81% 
disseram confiar no presidente e 15% afirmaram que não confiam; 4% não 
responderam ou não souberam dizer.
 


      

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