FOLHA DE S. PAULO
ÁS FAVAS OS ESCRÚPULOS DA CONSCIÊNCIA
                                Enviado em 2/07/10 às 10h02min  por Ailton 
Medeiros 
                                
                                
                                        Ao
longo do dia, vou analisar com mais vagar esta pesquisa Datafolha. A
única coisa que ela prova completamente é a devoção do grupo da família
Frias à esperança de levar a direita paulistana, de novo, ao poder
nacional.
Devoção
que é tão grande e canina que não respeita números, evidências e,
sequer, guarda espaços para julgamentos éticos e morais.
A
esta altura, nem mesmo os redatores mais fiéis à Folha acreditam nos
números que seu jornal divulga. Josias de Souza, um dos mais
prestigiados do jornal da Barão de Limeira, abre assim o seu artigo:
“O
alto comando da campanha de José Serra respira uma atmosfera de
pessimismo. Os planos que o tucanato esboçara para a fase de
pré-campanha malograram.”
E
desfia fatos e argumentos, para quem quiser ler, como nada deu certo
nos planos tucanos de chegarem ao início da campanha à frente de Dilma,
sem se acanhar em citar a vantagem em que lhe colocam outros institutos
de pesquisa.
Mas
o Datafolha, não, este não falhou com Serra. Fez o que pode para
cumprir o plano tucano, e recolocou Serra “na frente” de uma “empate
técnico”: 39 a 38% sobre Dilma. Redistribuiu pontos, tirando da pobre
Marina Silva, que já tinha tão pouco.
O
jornal e o seu agente da estatística nem se importaram em disfarçar a
coisa. Na pesquisa espontânea, Serra tem apenas 19%, contra 32% dos que
declaram voto em Dilma(22%), em Lula(5%), no candidato que este indicar
(4%) e no candidato do PT (1%).
Reparem
que as intenções de voto, o uso da região Sul do Brasil continua a ser
usado como uma espécie de “gangorra” providencial em favor de Serra.
Enquanto nas demais regiões há oscilações modestas, não se acanham em
saltar Serra em 12 pontos, para justificar o resultado final.
Também
não se envergonham de razer Serra subir quando sobe também a aprovação
de Lula, a nível recorde e que 41% digam que vão votar em seu
candidado, enquanto outros 24% dizem que poderão votar em razão de seu
apoio.
O
mais grave, porém, é que o jornal atribui, sem um pio sequer sobre
isso, a tal subida de Serra ao uso intensivo da televisão, nos
programas do DEM, do PPS e do PTB. Uso ilegal, criminoso, em rede
nacional, feito nas barbas da justiça eleitoral e sob a inércia do
Ministério Público Eleitoral, mais preocupado em tentar silenciar blogs
e até comentários em blogs.
Deixemos,
porém, para a tarde uma análise mais acurada e os julgamentos morais
sobre estes atos. Vamos, na eleição e no jogo de daqui a pouco, torcer
pelo Brasil com o grande sorriso que corresponde a quem tem alegria no
peito e paz na consciência.
A
crise, a de Serra e a do Datafolha, é lá, é no lado da sombra, é do
lado do pessimismo, é do lado de quem não ousa dizer que quer que as
coisas dêem sempre errado, para que possam ser os reis da ruína, os
imperadores dos escombros.
Nós,
não. Nós já sabemos que o povo brasileiro já perdeu o medo de ser feliz
e tem a certeza que, com todas as dificuldades, vai em frente.
Por Leandro Fortes
Ao longo do dia, vou analisar com mais vagar esta pesquisa
Datafolha. A única coisa que ela prova completamente é a devoção do
grupo da família Frias à esperança de levar a direita paulistana, de
novo, ao poder nacional.
Devoção que é tão grande e canina que não respeita números,
evidências e, sequer, guarda espaços para julgamentos éticos e morais.
A esta altura, nem mesmo os redatores mais fiéis à Folha acreditam
nos números que seu jornal divulga. Josias de Souza, um dos mais
prestigiados do jornal da Barão de Limeira, abre assim o seu artigo:
“O alto comando da campanha de José Serra respira uma atmosfera de
pessimismo. Os planos que o tucanato esboçara para a fase de
pré-campanha malograram.”
E desfia fatos e argumentos, para quem quiser ler, como nada deu
certo nos planos tucanos de chegarem ao início da campanha à frente de
Dilma, sem se acanhar em citar a vantagem em que lhe colocam outros
institutos de pesquisa.
Mas o Datafolha, não, este não falhou com Serra. Fez o que pode para
cumprir o plano tucano, e recolocou Serra “na frente” de uma “empate
técnico”: 39 a 38% sobre Dilma. Redistribuiu pontos, tirando da pobre
Marina Silva, que já tinha tão pouco.
O jornal e o seu agente da estatística nem se importaram em
disfarçar a coisa. Na pesquisa espontânea, Serra tem apenas 19%, contra
22% dos que declaram voto em Dilma, em Lula (5%), no candidato que este
indicar (4%) e no candidato do PT (1%).
Reparem que as intenções de voto, o uso da região Sul do Brasil
continua a ser usado como uma espécie de “gangorra” providencial em
favor de Serra. Enquanto nas demais regiões há oscilações modestas, não
se acanham em saltar Serra em 12 pontos, para justificar o resultado
final.
Também não se envergonham de razer Serra subir quando sobe também a
aprovação de Lula, a nível recorde e que 41% digam que vão votar em seu
candidado, enquanto outros 24% dizem que poderão votar em razão de seu
apoio.
O mais grave, porém, é que o jornal atribui, sem um pio sequer sobre
isso, a tal subida de Serra ao uso intensivo da televisão, nos
programas do DEM, do PPS e do PTB. Uso ilegal, criminoso, em rede
nacional, feito nas barbas da justiça eleitoral e sob a inércia do
Ministério Público Eleitoral, mais preocupado em tentar silenciar blogs
e até comentários em blogs.
Deixemos, porém, para a tarde uma análise mais acurada e os
julgamentos morais sobre estes atos. Vamos, na eleição e no jogo de
daqui a pouco, torcer pelo Brasil com o grande sorriso que corresponde
a quem tem alegria no peito e paz na consciência.
A crise, a de Serra e a do Datafolha, é lá, é no lado da sombra, é
do lado do pessimismo, é do lado de quem não ousa dizer que quer que as
coisas dêem sempre errado, para que possam ser os reis da ruína, os
imperadores dos escombros.
Nós, não. Nós já sabemos que o povo brasileiro já perdeu o medo de
ser feliz e tem a certeza que, com todas as dificuldades, vai em frente.
                                


      

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