Civone! E vc agora é reporter policial, eh?!
 
(a césar o que é de césar):
 
"ao pássaro, o ninho
à aranha, a teia
ao poeta...
poetar."




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Quatro estádios da Copa podem ficar ociosos, diz TCU
Tribunal de Contas da União vê potencial de elefantes brancos em Natal, Cuiabá, 
Brasília e Manaus
Rafael Massimino - São Paulo 
postado em 20/08/2010 17:43 h
atualizado em 20/08/2010 19:11 h 
O Tribunal de Contas da União (TCU) alerta que ao menos quatro dos 12 estádios 
que serão construídos ou reformados para a Copa de 2014 podem se tornar 
elefantes brancos após o evento. 


Relatório preparado em julho passado aponta que as arenas de Brasília (Mané 
Garrincha), Cuiabá (Verdão), Manaus (Arena Amazônia) e Natal (Estádio das 
Dunas), “locais com pouca tradição no futebol”, dificilmente cobrirão os custos 
de manutenção depois da Copa.

As quatro obras serão bancadas com recursos estaduais. Somadas, chegam a R$ 
1,94 
bilhão. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pode 
financiar até 75% desse valor, com juros abaixo do oferecido ao mercado, 
através 
da linha PróCopa Arenas, lançada em 2009. 


“Em quatro cidades-sede observa-se que o risco da rentabilidade gerada pela 
arena não cobrir seus custos de manutenção é grande, tendo em vista o 
indicativo 
de que o faturamento seria insuficiente para propiciar adequado retorno ao 
investimento projetado, principalmente por serem locais com pouca tradição no 
futebol”, diz trecho do documento.

Grupo de risco
Para identificar o risco da construção de elefantes brancos, o TCU dividiu as 
sedes em três grupos. No primeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio e São 
Paulo, com público pagante e valor de ingresso altos, estão fora do grupo de 
risco. Também o grupo intermediário, com Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador 
tem chance de recuperar o investimento.

Segundo o tribunal, somente o grupo três, formado por Brasília, Cuiabá, Manaus 
e 
Natal corre o risco de construir elefantes brancos. Estas cidades recebem uma 
média de 800 a quatro mil pagantes por jogo, com ingressos em torno de R$ 4 a 
R$ 
13. Para a Copa, construirão estádios com mais de 40 mil assentos.

“Observa-se, portanto, que o risco associado à construção de 
'elefantes-brancos' 
nas quatro cidades do 

Grupo 3 pode ser considerado alto”, diz o relatório.


Alternativas
O tribunal também ressalta que, apesar do baixo público pagante, os custos de 
construção por assento dos estádios de Brasília, Cuiabá e Manaus estão entre os 
seis maiores da Copa. 

O caso mais grave é o de Brasília, de acordo com o TCU, já que a capital não 
possui clubes de expressão, número expressivo de torcedores nem títulos 
nacionais de relevo. Mesmo assim, construirá um estádio para 70 mil pessoas ao 
custo de R$ 696 milhões –superado apenas pela reforma do Maracanã (R$ 705 
milhões).

O comitê do Distrito Federal defende a construção do estádio com o argumento de 
que será um equipamento multiuso, ideal para a captação de shows 
internacionais. 
Brasília também pleiteia a abertura da Copa.

Diversificação também é a palavra-chave das outras três sedes. As alternativas 
ao futebol vão desde o uso como centro de convenções e universidade, em Cuiabá, 
até como palco de eventos carnavalescos, em Manaus.

Solução mais concreta será adotada no Estádio das Dunas e no Verdão, que terão 
sistemas que permitirão a redução de 10% e 23% dos assentos, 
respectivamente, depois da Copa.
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Civone Medeiros
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