Essa é mais uma prá tocar no rádio. Que os birutas de aeroporto não escutem...

Aluízio Matias

VEJA E O ASTRÓLOGO QUIROGA
ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS
                                Enviado em 28/08/10 às 14h19min  por Ailton 
Medeiros 
                                
                                
                                        
Impagável
o artigo de Mino Carta na “Carta Capital” . Nele, o jornalista debocha
da “Veja” que transformou em fato político as previsões do astrólogo
Oscar Quiroga. 
Em abril, a pedido da revista, Quiroga traçou o mapa astral de José
Serra. Com base no que dizia as estrelas, Quiroga previu que o sinal
mais marcante e auspicioso da candidatura do tucano se daria entre os
dias 1º e 25 de agosto de 2010.
Eurípedes Alcantara, diretor de redação, acreditou na vigarice e
deu enorme destaque as declarações do astrólogo. O resultado todos
conhecem.
Confiram trechos do artigo de Mino Carta:
Graças à revista Veja, edição de 21 de abril passado, aprendi que a
Lua em Áries determina a liderança inata dos nascidos em Peixes,
enquanto Saturno e Urano em conjunção levam-nos a reformular dogmas,
desenvolver habilidade organizacional e reunir pessoas diferentes em
prol da mesma causa.
Palavras do astrólogo Oscar Quiroga ao traçar o mapa do pisciano
José Serra, com exclusividade para a semanal da Editora Abril. Mas tem
mais. Júpiter atingiria a posição do mapa natal do candidato tucano, de
sorte a avalizar a previsão: “O sinal mais marcante e auspicioso da sua
candidatura se dará entre os dias 1º e 25 de agosto de 2010”.
Serra, contava Veja, “adora ler horóscopo” e tem predileção por
Quiroga, que diariamente frequenta nas páginas do Estadão. No dia 21 de
abril, o ex-governador de São Paulo há de ter sido tomado por
compreensível euforia.
Dizia seu astrólogo preferido, sempre na Veja: “Se depender dos
astros, José Serra está eleito”. Lembrei-me então da Ilíada, tempo em
que os deuses do Olimpo envolviam-se na vida cotidiana dos humanos,
inclusive em suas guerras, como a de Troia.
Pallas Athena, deusa da sabedoria, protegia descaradamente Ulisses
e, portanto, os gregos. Afrodite, interesseira deusa do amor, ficava
com Páris, belo mancebo, e portanto com os troianos.
Depois de ler Quiroga na Veja, ganhei a certeza de que tanto Pallas
quanto Vênus ficariam com Serra, sem contar com a súbita entrada em
cena de Júpiter, ou seja, do próprio Zeus.
Pergunto agora aos meus esotéricos botões o que poderia ter ocorrido
nas alturas do Olimpo, ou nas esferas celestes, para reverter
dramaticamente os vaticínios de Quiroga.
A minha surpresa se deve, inclusive, ao fato de que, à época, o
candidato tucano, cidadão muito preparado, reconheceu: “Há uma espécie
de ciência por trás disso”.
Qual seria o cataclismo cósmico que em escassos 25 dias de agosto
assinalou a queda mais vistosa da trajetória serrista nas pesquisas
eleitorais? E ainda: se tal teria de ser o período mais auspicioso da
campanha, que dirá do resto dos dias a nos separar de 3 de outubro?
Onde estarão os deuses, onde se posicionarão os astros? Dos botões
fechados em copas exigi uma resposta. Foram lacônicos e incisivos:
inferno astral. Quer dizer, Belzebu intrometeu-se.
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