*TV digital brasileira influencia AL, diz ativista*
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 Terça-feira, 24 janeiro de 2006 - 17:58  COMPUTERWORLD

 A definição sobre o padrão que o Brasil adotará no processo de
digitalização das transmissões de televisão e rádio pode ser chave para o
futuro das definições em toda a América Latina.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, já anunciou que o Brasil escolhe
até o próximo mês o padrão da TV digital. Hoje, existem no mundo três
sistemas diferentes - o americano (ATSC), o japonês (ISDB) e o europeu (DVB)
- desenvolvidos a partir dos interesses de cada país.

A avaliação do ativista argentino Nestor Busso, da Associação
Latino-Americana de Educação Radiofônica (Aler), defende que a escolha do
novo sistema leve em conta a questão política da integração da América
Latina.

"Nossos países têm que definir como questão política a norma para as novas
tecnologias digitais. Nesse sentido, dado o atual movimento de integração do
continente, seria muito importante que se criasse uma norma
latino-americana", afirma.

A entidade de que participa Busso integra uma frente latino-americana de
movimentos ligados a bandeiras como a democratização da comunicação e o
direito humano à comunicação e a informação. Apesar de alertar para o
perigo, Busso diz confiar que o pais vá adotar uma solução tecnológica
autônoma. "Penso que o brasil nao vai ceder", afirma. Segundo ele, a adoção
pelo Brasil de um padrão de digitalização como o norte-americano "seria uma
grande perda, seria lamentável".

As escolhas sobre a TV digital influenciam diretamente o número de emissoras
novas que poderão estar disponíveis para os brasileiros. Caso o novo sistema
fique situado na faixa de 6 megahertz isso permite que um único canal
analógico seja desmembrado em outros 4. Essa é uma das principais
reivindicações das empresas, porque poderia ampliar as opções de canal para
cada concessão já existente e, ao mesmo tempo, limitar o número de novos
donos e concorrentes.

A definição do padrão a ser adotado, lembra Busso, é importante porque a
nova tecnologia pode significar ou não uma ampliação do número de canais
disponíveis para transmissão. "Mais canais serão mais vozes que poderemos
ter no espectro", diz. Além disso, Nestor Busso defende padrões comuns para
buscar vantagens na integração. "Se tivermos uma tecnologia comum, vamos
poder intercambiar conteúdos, produzir nossos conteúdos sem ser apenas
invadidos por o que vem de fora."

Busso pede pressa na definição pelo governo brasileiro. Ele diz que o padrão
norte-americano de TV digital está avançando na América Latina. Na
Argentina, por exemplo, diz que já estão sendo feitas transmissões
comerciais utilizando-se esse padrão.

A situacão da Espanha, diz Busso, serve como alerta para o continente. Por
lá, diz ele, já foi decretado arbitrariamente que o "apagão analógico", ou
seja, a passagem completa das transmissões para o modo digital, acontecerá
em 2009.

A nova tecnologia para a televisão pode combinar as características
tradicionais com algumas das funcionalidades dos computadores, transformando
a televisão em uma mídia interativa. Essa interatividade possibilitará,
inclusive, usos como correio eletrônico, governo eletrônico, informações e
transações bancárias.

 Com informações da Agência Brasil


Fonte:
http://idgnow.uol.com.br/adportalv5/TelecomInterna.aspx?GUID=F05684F7-2473-4AEE-8A94-727DB9D0BA00&ChannelID=2000016



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Jonathan Pereira
Bibliotecário / CRB-8° 091/2005
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