Prezados colegas,

são bastante oportunos os comentários realizados pelo Prof. Aldo. No entanto, cabe esclarecer que a iniciativa realizada pela Capes, não provoca nenhuma restrição ao desenvolvimento de iniciativas de publicações eletrônicas, nos mais diversos setores. Ela, ao contrário, além de facilitar o trabalho do Qualis, contribui para aumentar o nível de interoperabilidade entre essas publicações. É importante considerar que, em todo o mundo, as várias iniciativas observam a recomendação de uso de padrões e protocolos estabelecidos e adotados internacionalmente com o propósito de alcançar um alto nível de interoperabilidade entre os vários sistemas e publicações. Essas recomendações, uma vez adotadas, permitem que se promova a integração das várias publicações oferecendo aos usuários o seu acesso integrado. Trata-se, portanto, de um requisito técnico fundamental ao amplo e irrestrito acesso à informação. Além disso, cabem as seguintes considerações:

   * É necessário entender a frase .../extensa quantidade de memória no
     Procedor que hospeda o periódico.  /O que significa /extensa
     memória/? Em qualquer servidor, existem vários tipos de memória:
     memória primária (memória RAM), memória /cache/ e memória
     secundária (hard disks, ou discos rígidos). Conforme se poderá ver
     mais adiante, as exigências com relação à configuração do
     servidor, são mínimas;
   * O pacote de software SEER é uma versão customizada do software
     Open Journal Systems;
   * Trata-se de um /software open source /;
   * O pacote de software SEER observa as recomendações de uso de
     padrões, uma vez que ele é totalmente compatível com o modelo Open
     Archives Initiative, adotando o Dublin Core como conjunto de
     metadados para descrição dos /papers e o protocolo OAI-PMH, /o
     qual permite a coleta de metadados e interoperação entre as
     publicações científicas;
   * Como todo /software open source/, ele é apropriado para o ambiente
     operacional Linux, e não exige uma configuração muito complexa ou
     muitos recursos de processamento. É um software muito leve, em
     termos de exigências de recursos de processamento;
   * A configuração mínima para suportar o SEER é:

           Pentium III 750 MHz, com 512MB de RAM, HD de 80MB (no
           mínimo) para o armazenamento de uma revista, com edições de
           no mínimo 16 artigos por fascículo. Para editoras, com mais
           de uma revista, sugere-se adequação de HD.

   * É evidente que quando se pensa em construir um repositório para
     armazenar documentos em texto integral, é necessário que se
     preveja o crescimento desse acervo, como é o caso de uma revista,
     que à medida em que são publicados novos fascículos, esses
     necessitam da disponibilidade de mais espaços em discos. Ora, hoje
     em dia, os microcomputadores domésticos são oferecidos com uma
     configuração inicial, com memória RAM de 256 Mb e discos rígidos
     de 80 Gb, a um custo de cerca de R$2.000,00 a R$ 2.500,00.
     Portanto, recomenda-se que se adquira um servidor com uma
     configuração que possa suportar a expansão da revista ao longo dos
     anos e além disso, que esse servidor possa suportar o volume de
     acessos e que tenha uma configuração que assegure uma digamos alta
     taxa de comunicação. Assim, esse servidor, com esses requisitos,
     poderá sair por um valor na ordem de R$ 4.500,00. Portanto, nada
     muito exorbitante. Trata-se de um investimento inicial e que os
     programas e apoio à publicação científica podem perfeitamente
     suportar;

   * Para se ter uma idéia do impacto que se têm na questão da memória
     secundária (armazenamento em disco), a revista Ciência da
     Informação, implantada, hoje, no SEER, com os fascículos
     referentes a 11 anos de sua publicação, representando, 11 volumes
     e 33 fascículos, ocupa menos de 1 Gb (ou 1000 Mb) de espaço em
     disco. O servidor onde essa revista está hospedada, tem a seguinte
     configuração: Pentium IV, memória Ram de 2 Gb e hard disk 80 Gb.
     Seria correto pensar que essa revista ocupa um espaço gigantesco
     se comparado com a configuração dos microcomputadores do século
     passado, como por exemplo, os antigos PC XT ou AT, os quais tinham
     uma capacidade de armazenamento na ordem de 20 Mb ou menos e
     memória RAM na ordem de 64 Mb. Mas se compararmos com o que nos é
     oferecido atualmente pelo mercado, esse espaço ou memória
     necessária não é tão extenso assim. Portanto, ao se analisar as
     exigências que o software tem, é necessário fazer essa análise com
     base no cenário em que vivemos atualmente. Se pensarmos que muitas
     revistas estão começando, estas somente começarão a ter problemas
     quanto à memória ou armazenamento após cerca de 50 ou 100 anos de
     existência. Portanto, não é algo preocupante.

Portanto, no meu entender, o nota da Capes recomendando o SEER e o SCIELO deve ser visto não como uma limitação, mas como um estímulo para que os nossos periódicos se equiparem às publicações internacionais, o que permitirá que nossas publicações sejam incluídas no cenário mundial, por meio de sua indexação nos vários repositórios e diretórios interncionais.

É bom relembrar que nesse país os padrões internacionais não são muito disseminados e, assim, a referida nota deve ser entendida como uma forma de difusão das tecnologias disponíveis, as quais encontram-se totalmente de acordo com a linha de atuação adotada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

Atenciosamente.
Hélio Kuramoto
Coordenador Geral de Projetos Especiais
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aldo escreveu:
CAPES - LIMITA PERIÓDICOS EM FORMATO ELETÔNICO NACIONAIS

A CAPES interfere no formato dos periódicos eletrônicos nacionais estabelecendo formatos padrões para sua existência no QUALIS e sua Avaliação. Os dois padrões indicados são softwares com exigência de extensa quantidade de memória no Procedor que hospeda o periódico. Isto torna o custo de manutenção do periódico impossível para editores científicos privados, que não se utilizam das benécies do Estado.

Como as iniciativas privadas de editoração eletrônica, não são fomentadas pelo estado por opção, não poderão arcar com tal custo, não serão avaliadas e incluidas no Qualis, o que claramente se configura em uma inconstutucional barreira e censura ou ao livre fluxo de informação em ciência e tecnologia.
Uma barreira economica a liberdade de Imprensa e da palavra alternativa..

Tal medida é tão despropositada, principalmente ao fixar como formato específico padrões Revistas Institucionais, que parecem indicar problemas de diminuição do leitorado destas caras revistas, que precisa ser resolvido com o fim das publicações privadas de iniciativas sérias, com bom leitorado e que não usam o dinheiro do Estado. Veja abaixo o documento com a restrição à liberdade de informação Imposta pela CAPES:

Aldo Barreto
Comitê Cientifico da RBPG da Capes
Pesquisador do IBICT
Professor  da Pós Graduação em Ciência da Informação


"Ao analisar os periódicos nacionais disponíveis em formato eletrônico avaliados pelo Qualis com A ou B para inclusão no Portal, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) - responsável pelo Portal de Periódicos - verificou uma grande diversidade nas formas de apresentação das informações em suas respectivas páginas.

Reconhecemos que essa diversidade é criativa, mas também tem de ser levado em consideração que as informações básicas para o acesso devem estar claras na página principal, dado que os usuários consultam diretamente os periódicos.

Tendo em vista os requisitos básicos usados internacionalmente no projeto e desenvolvimento das páginas de periódicos eletrônicos, a Capes recomenda aos editores de periódicos nacionais que entrem em contato com sistemas de informatização estabelecidos para qualificar ainda mais seus periódicos.

As páginas podem ser projetadas e desenvolvidas por qualquer sociedade ou instituição, mas devem estar de acordo com as práticas e normas internacionais disponíveis nos sítios dos principais editores acadêmicos.

Para as instituições que desejarem oferecer seus periódicos em formato eletrônico na internet, existem no Brasil dois sistemas de editoração eletrônica que atendem aos requisitos técnicos recomendados:

Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas - SEER
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia do Ministério da
Ciência e Tecnologia (IBICT/MCT)
http://www.ibict.br/secao.php?cat=SEER

SciELO - Metodologia SciELO
SicELO, editor vinculado à BIREME
http://www.scielo.org/index.php?lang=pt

José Fernandes de Lima, diretor de Programas da Capes
Renato Janine Ribeiro, diretor de Avaliação da Capes

FONTE :   LISTA  CINFOCAPES
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https://listas.ibict.br/mailman/listinfo/bib_virtual
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