Por *Jotabê Medeiros* e *Camila Molina*
em O Estado de S. Paulo <http://www.estado.com.br/>
28 maio 2006

Enquanto o Masp <http://masp.uol.com.br/> amarga a crise, o Museu Nacional
de Belas Artes <http://www.mnba.gov.br/> (MNBA), no Rio, o maior museu
carioca, vive uma "era de opulência". Os números desse risorgimento são
inequívocos. O MNBA recebeu, em 2005, uma injeção de R$ 9 milhões. Agora, em
2006, vai receber outros R$ 6 milhões. Ganhou 800 metros quadrados com uma
reforma e vai inaugurar, no dia 5, a nova reserva técnica. Recebeu em doação
mais de 2 mil obras de arte contemporânea. E também preciosidades do século
19, como dois retratos de Victor Meirelles, um de Pedro Américo e uma
pintura e um desenho de Visconti.

Uma situação que mudou da água para o vinho. Até 2004, durante o período de
chuvas, era comum, no interior do museu, o uso de baldes para segurar água
das goteiras. Fachadas rachadas, telhas quebradas, cúpulas destroçadas
também faziam parte da paisagem. "Eu fico até sem graça. Enquanto estamos
melhorando, outros museus, como o Masp, passam por tantos problemas", diz
Mônica Xexéo, diretora do MNBA.

O retrato dos museus do País é diversificado. Em Belo Horizonte, outra
instituição importante enfrenta problemas. Trata-se do Museu da Pampulha,
instalado em prédio integrante do Conjunto Arquitetônico da Pampulha,
projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. É o único museu de arte de Belo
Horizonte, grande pólo de arte contemporânea do País, que comemora 50 anos
em 2007. Seu acervo tem cerca de mil obras, com peças de mestres como
Guignard e Volpi. Na segunda-feira, o MAP, como é conhecido, teve de
desmontar exposições dos artistas Pedro Croft e Rodrigo Andrade por falta de
verba. E suspendeu também o seu programa Bolsa de Arte.

Mantido como uma instituição ligada à Fundação Municipal de Cultura de Belo
Horizonte
<http://portal1.pbh.gov.br/pbh/index.html?idNv2=25&idConteudoNv2=9073&emConstrucaoNv2=N&verServicoNv2=S&idNivel1Nv2=10&nivel3=>(a
Secretaria de Cultura da cidade), o museu está em compasso de espera desde
2002. "Dizer que fechamos é muito forte, mas, desde terça-feira, estamos sem
nenhuma exposição e acho que ficaremos assim durante um mês", diz Priscila
Freire, que dirige o museu.


Fonte:
http://www.estado.com.br/editorias/2006/05/28/cid-1.93.3.20060528.7.1.xml


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Jonathan Pereira
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