Concordo com o texto em partes, acredito que o critério do "diploma" para 
execer a sua opinião, mostra que cada vez estamos, a mercer de informações que 
convem aos interesse de uma determinada classe, e não a todos.
A Ética que tanto se fala e discutidas por todas as àreas, faz com que acredito 
que muitas vezes é deixada de lado,e ai pergunto qual é o realmente o interesse 
de fazermos uma universidade se nem podemos expressar as nossas opiniões.
Já com relação a biblioteconomia o nosso trabalho e gerênciar estas informações 
muitas vezes focada ao um determinado objetivo, lógico que temos de estudar 
para poder gerênciar e opinar qual é a melhor forma de se trabalhar com a 
informação, Mas vai também do interesse do ser humano até onde ele quer chegar 
com estes estudos. Sei que vai dizer que esta utópia de auto- ajuda não chega a 
nada, mas não adiante termos o conhecimento somente para nós e sim divulgar 
para que a nossa profissão seja cada dia valorizada, para os seus devidos fins 
satisfazer o usuário (não importa o nível de aprendizado que possui) para que 
ele seja um ser crítico e possa expressa a sua opinião.

Atenciosamente 
Camila Moreira 



-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]
nome de Jonathan Pereira
Enviada em: terça-feira, 1 de agosto de 2006 14:57
Para: Grupo - Bib_virtual
Assunto: [Bib_virtual] Olha a deturpação da nossa profissão!!!


Por Mauro Santayana

Coluna Coisa da Política

Entulhos autoritários

 O veto do Presidente Lula ao projeto corporativista da Federação Nacional
de Jornalistas, que tornava ainda mais iníqua a lei da Junta Militar contra
a liberdade de expressão, deve ser visto também como o início do retorno ao
bom senso na política de emprego e trabalho em nosso país. O projeto, como
se sabe, foi apresentado pelo "destacado" parlamentar Pastor Amarildo, do
PSC de Tocantins, que se encontra envolvido até o pescoço no charco dos
sanguessugas. Faltou à Câmara e ao Senado o cuidado de examinar a proposta,
do ponto de vista constitucional (convém perguntar para quê existe a
Comissão de Constituição e Justiça nas duas casas). Não só a exigência de
diploma para o exercício do jornalismo contraria o capítulo de Direitos e
Garantias da Carta em vigor, como também viola os acordos internacionais de
que é signatário o Brasil, conforme deixou bem claro o ex-chanceler Celso
Lafer, em artigo recente, publicado pela *Folha de S. Paulo*. Os acordos
internacionais integram o elenco de leis nacionais, a menos que sejam
formalmente rejeitados. Sendo assim, para cumprir o que determina a
Organização dos Estados Americanos, o que o governo deve fazer é revogar,
pura e simplesmente, a lei de 1969, um dos últimos entulhos autoritários do
regime militar.

A minha posição sobre o assunto é conhecida há muitos anos. Nunca neguei que
também defendo uma posição de classe. A liberdade de imprensa - e não "da"
imprensa - é a liberdade de expressão impressa, ou seja, a de qualquer
pessoa escrever e publicar o que quiser, sem licença do poder público. Ela
não pode ser restrita aos que têm acesso à universidade, por melhor que seja
a universidade. Certa vez - e disso se lembrará o presidente Lula -
disse-lhe, e aos que o acompanhavam, em jantar em Roma (entre eles, o
excepcional jornalista e melhor figura humana que é Ricardo Kotshko), que
ele, o torneiro mecânico de Garanhuns, poderia vir a ser presidente da
República - o que veio a ocorrer bem depois -, mas estava impedido de
trabalhar como simples repórter do Diário do Grande ABC. É certo que para
dirigir um automóvel, que nunca consegui aprender, é preciso freqüentar uma
escola especializada e submeter-se a teste prático. É inadmissível o
trabalho do cirurgião que não conheça anatomia e fisiologia, e não seja
hábil com o bisturi. Mas a única técnica que convém a um jornalista dominar
é a da redação, e o único curso recomendável é o elementar, onde aprenda bem
as regras corriqueiras da língua pátria. E, ao que parece, ortografia e
gramática não fazem parte dos currículos universitários.

Não me canso de repetir que a essência de nosso ofício não é técnica, mas,
sim, ética. Certa vez, na Comissão de Estudos Constitucionais, como se
lembrará o professor Cândido Mendes, tive difícil diálogo com um dos mais
respeitáveis brasileiros do século passado, o venerável Barbosa Lima
Sobrinho, que defendia a exigência do diploma. Eu lhe disse, então, que a
nossa atividade pode ser a mais honrada de todas, ou a mais abjeta delas,
dependendo de quem a exerça. O diploma não confere honra a ninguém, nem
impede que se avilte.

A proliferação de cursos universitários, para ofícios singelos, como os de
bibliotecários e secretárias, faz parte do grande mercado de ilusão dos
tempos modernos, e serve ao fundamentalismo mercantil. Milhares e milhares
de jovens sacrificam-se e sacrificam seus pais na busca de um diploma que
lhes venha conferir modesta estabilidade, e acabam caindo na fossa do
desemprego e do desespero.
É hora de voltar ao senso comum.


-- 
Jonathan Pereira
oserbibliotecario.blogspot.com
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