Amigos
Devo corrigir um engano.
A nota da Lista , abaixo e de minha autoria e
responsabilidade é de uma outra Lista e nada tem
a ver ou é de responsabilidade da Lista BIB_Virtual.
Peço desculpas pela confusão.
Aldo Barreto
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Nota da Lista abarreto-L
Há que lembrar que o Brasil já tem um documento,
livro verde, sobre a implantação da sociedade da
Informação, aprovado pelo MCT. Sua preparação
consumiu apreciável quantidade de recursos do
contribuinte. Seria importante frisar neste ponto
de repetição as diferenças de uma sociedade da
informação e uma sociedade do conhecimento.
Uma infraestrutura de rede é sempre ilimitada,
pois é sempre diferente da estrutura que era um
momento antes e a cada vez se pode percorrer o
mesmo caminho segundo trilhas diferentes. É um
sonho técnico e não gera conhecimento por si.
Uma distribuição do conhecimento em rede é uma
aventura que vem ocorrendo desde o século XVII
passando por antigas instituições e grupos de
estudiosos, como Diderot e DAlembert, Paul
Otlet e seu grupo na Bélgica, Vannevar Bush e
seus pesquisadores na segunda guerra mundial, a
aldeia global de Marshal McLuhan, o decuverse de Theodore Nelson.
O ideal comum sempre foi construir uma
sociedade do conhecimento e não só uma sociedade
da informação. Não se pode confundir a sociedade
da informação com a sociedade do conhecimento.
Almejando destinos compatíveis a sociedade da
informação é uma utopia de realização tecnológica
e a do conhecimento uma esperança de
concretização de ações para um saber compartilhado.
Na sociedade do conhecimento o indivíduo se
realiza na sua realidade, pois torna real as
configurações de acesso, apropriação e uso da
informação como sujeito pensante e para proveito
próprio. A sociedade da informação, por outro
lado, está limitada ao avanço de novas técnicas
devotadas ao processamento, armazenagem e
transferência de estruturas significantes. A
do conhecimento não admite limites.
A sociedade da informação nunca pretendeu, nem
pretende agora pelo visto, ser responsável pelo
conhecimento gerado para a sociedade. Foi sempre
uma tecnoutopia ritualística e nunca uma
celebração do conhecimento social divulgado e ampliado. (AAB)
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