Concorrência beneficia usuários de internet
Fonte: New York Times. Data: 30/07/2009.
Autor: Paul Taylor
Tradução: Folha de S. Paulo.
Já que o nome do Google virou sinônimo de serviço de busca, poderia parecer 
uma ousadia tola, ou até mesmo uma futilidade, que um rival tente 
superá-lo -ainda que esse rival seja a Microsoft. Mesmo assim, é exatamente 
isso que a maior produtora mundial de software está tentando fazer com o 
Bing, seu novo serviço de busca.
O Bing foi projetado de maneira a superar as limitações de seu predecessor, 
o Live Search, e apresentar resultados de busca superiores aos dos 
concorrentes da Microsoft, entre os quais o Google. A maneira pela qual 
tenta realizar essa missão é a introdução de uma nova e elegante interface e 
de uma série de recursos, como o Explorer Pane, que ajudam a definir o Bing 
e a distingui-lo dos rivais. O Explorer Pane se baseia em tecnologia 
sensível a contexto.
Por exemplo, se eu escrevo "Canon Digital Rebel" no campo de busca, o Bing 
tenta prever a informação que estou realmente procurando e abre tabs 
separadas para compras, reparos e um manual do usuário. Como na mais recente 
versão do buscador Yahoo!, os criadores do Bing também tentaram se afastar 
da lista de links que caracteriza a busca do Google e pode não incluir a 
informação procurada. O Bing tenta melhorar esse aspecto do processo ao 
incluir um recurso de destaque que revela parte do texto do site localizado 
quando o usuário passa o cursor por sobre o link.
Ao longo de todo o projeto de busca, os criadores do Bing também tentaram 
colocar em destaque a informação pela qual o usuário mais provavelmente está 
procurando. Por exemplo, se a busca foi por "Fedex", o primeiro resultado 
incluirá um link para o serviço de rastreamento on-line de pacotes da FedEx. 
Um dos meus recursos favoritos é o sistema reforçado de buscas de vídeo e 
imagens. O modelo do Bing permite que os usuários procurem por conteúdo em 
vídeo de provedores específicos. Além disso, os resultados de buscas por 
vídeos exibem pequenas imagens de tela que se movimentam quando o cursor 
passa sobre elas.
O outro grande avanço do Bing, e talvez o mais atraente deles, é a 
introdução de categorias especializadas de buscas para compras e viagens, 
que podem ser utilizadas diretamente de sua home page. Se o usuário procura 
por um determinado produto eletrônico, por exemplo, os resultados incluirão 
comparações de preço, resenhas de usuários recolhidas de diversas fontes na 
web e outras informações úteis.
O recurso de buscas para viagens é especialmente impressionante, e inclui 
uma das melhores ferramentas on-line que já vi para comparar preços de 
passagens aéreas. Em termos gerais, considero que o Bing seja um 
considerável passo à frente com relação ao Live Search da Microsoft e aos 
produtos concorrentes do Google e Yahoo!.
O Bing talvez ainda não seja capaz de concorrer de igual para igual com o 
poderio do Google, mas adota uma abordagem nova que pode atrair os usuários 
gerais, que talvez não tenham experiência em buscas e encontrem dificuldades 
para procurar entre inúmeros links. Mesmo que o Bing não seja capaz de 
reduzir a imensa participação de mercado do Google -que no mês passado 
detinha 82% do mercado mundial e 65% do mercado norte-americano de buscas-, 
os usuários da internet devem sair beneficiados dessa batalha.
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Prof. Murilo Bastos da Cunha, Ph. D.
Universidade de Brasília/Dept. Ciência da Informação e Documentação
Campus Universitário
Brasília, DF  70900-910 Brasil
blog: http://a-informacao.blogspot.com/ 


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