Aparentemente o material que ele irá apresentar na SBPC é o mesmo que está disponível em seu site e faz parte de um livro seu já publicado.
Fiz uma análise dos seus argumentos para uma série, mas ainda não a publiquei. O título será: "O pomo da discórdia 2: sobre computadores e jardins floridos". É impossível discordar de grande parte das argumentações do professor. Mas é exatamente nos poucos pontos de dissenso, nas tergiversações e no seu desconhecimento/antipatia "pétrea" pelo projeto em si e pela tecnologia em geral que seu trabalho desbanca para um radicalismo limitante e nada científico. Para ficar num único ponto: qualquer redução do uso da tecnologia à conceitos lógico-matemáticos é limitação de planejamento e visão humanas e não técnica. Minha própria experiência diz que deve-se tomar cuidado para não abstrair demais a ponto de exigir formalidades linguísticas exageradas de crianças até 6 anos, pelo menos. Mas elementos que podem ser concretamente trabalhados, como letras, música, jogos, espaços, etc... podem ser complemetares, e com sucesso, a outras atividades. Outros tantos autores que trabalharam com a relação da educação com a humanidade irão concordar comigo. Alguns acreditam na força e segurança da tradição em educação, outros na inovação e no acompanhamento de tendências futuras. O diálogo e o debate entre os dois pontos é positivo e fundamental para o equilíbrio. No final, estamos cada um cumprindo seu papel social. Um abraço, Jaime Balbino Learning Designer http://www.dicas-l.com.br/educação_tecnologia http://mobeduc.blogspot.com Em 10/07/07, Renato M.E. Sabbatini, PhD<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > Professor de ciência da computação critica projeto Um Laptop por Criança > Sexta-feira, 06 de Julho de 2007, 19h31 > O professor titular do departamento de Ciência da Computação do Instituto de > Matemática e Estatística (IME) da USP, Valdemar Setzer, criticou duramente o > projeto Um Laptop por Criança, oferecido pela ONG OLPC (One Laptop Per > Child), que visa distribuir computadores portáteis a estudantes de vários > países, assim como o interesse do governo brasileiro no projeto. O One > Laptop Per Child foi idealizado por Nicholas Negroponte, do Massachusetts > Institute of Technology (MIT). > > Setzer diz que o programa não é uma forma efetiva de propiciar mais > conhecimento e desenvolvimento intelectual às crianças e aos adolescentes e > melhorar o seu rendimento escolar. O professor, um dos mais obstinados > críticos aos meios eletrônicos e o seu impacto sobre a educação, em seu > trabalho de pesquisa estuda a influência que a TV, o computador e os jogos > eletrônicos exercem especialmente sobre as crianças. A sua posição é: > "Deixem as crianças serem infantis, não lhes dêem acesso a TV, jogos > eletrônicos e computador!". > > Setzer fará uma avaliação do programa durante conferência na 59ª Reunião > Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que > acontece entre os dias 8 e 13 de julho, em Belém (PA). O propósito do > professor é mostrar que o projeto OLPC não é acompanhado por nenhum projeto > educacional específico. "A mentalidade é a de que computador no ensino é > bom, ponto final.". Ele abordará em sua palestra dois aspectos: o local, > isto é, por que ele é inapropriado para o Brasil; e o universal, válido para > qualquer uso de computadores por crianças e jovens. > > No primeiro caso, vai mostrar vários fatores que deveriam impedir esse > projeto de ser concretizado, tal como a questão fundamental das prioridades > dos gastos públicos com educação. "No Brasil, há prioridades muitíssimo mais > urgentes, como a melhoria dos salários dos professores e seu melhor preparo > didático, a melhoria das condições das escolas etc.", observa Setzer. > > Quanto aos fatores universais, Setzer, desde 1976, tem-se mostrado > decididamente contra o uso de computadores por crianças e jovens pelo menos > até os 15 anos de idade. Ele justifica sua posição contrapondo o fato de o > computador ser uma máquina matemática, que exige o uso de linguagem e > pensamento formais, lógico-simbólicos, ao desenvolvimento da criança e do > jovem segundo a conceituação e prática da pedagogia Waldorf. "Nessa > conceituação, o pensamento e a linguagem formais impostas pelo computador > são impróprias para crianças e jovens, prejudicando um desenvolvimento > intelectual harmônico com o resto de seu desenvolvimento", diz o professor. > > Segundo ele, essa conceituação é corroborada por resultados de pesquisas que > mostram que, estatisticamente, quanto mais uma criança ou jovem usa um > computador, pior o seu rendimento escolar. Da Redação > No virus found in this outgoing message. > Checked by AVG Free Edition. > Version: 7.5.476 / Virus Database: 269.10.2/893 - Release Date: 9/7/2007 > 17:22 > > _______________________________________________ > Ead-l mailing list > [EMAIL PROTECTED] > http://www.listas.unicamp.br/mailman/listinfo/ead-l > _______________________________________________ Brasil mailing list [email protected] http://lists.laptop.org/listinfo/brasil
