José Antonio escreveu: > Pelo que eu acompanho da lista de desenvolvimento, é uma coisa nova > (de uns dois anos pra cá) e parece bastante complicada. Foi uma > dificuldade encontrarem os bugs da > placa WiFi. Ela tem que ficar trabalhando mesmo com a máquina > "desligada". Quando a máquina "acorda", tem de religar um monte de > coisas e há grande possibilidades de periféricos não acordarem.
Na verdade estes são dois aspectos totalmente independentes no projeto OLPC. Redes mesh em geral são bastante antigas e temos muita experiência com elas. Inclusive já tivemos projetos comerciais usando este tipo de tecnologia mas eles acabaram não indo para frente. Um caso muito particular de rede mesh é o futuro padrão IEEE 802.11s que está sendo usado pela OLPC. Repare que eu disse "futuro" - é algo que ainda pode mudar (da mesma forma que o 802.11n de mais alta velocidade que já está sendo usado pela Apple mas que se tivermos alterações no padrão final vai dar trabalho para ela adaptar os produtos já vendidos). Os algorítmos do 802.11s precisam ser implementados em algum processador. Uma opção é implementá-los no processador principal do computador. Se isto for feito então um conjunto destes computadores poderão conversar entre si sem a ajuda de um ponto central e duas máquinas distantes poderão conversar usando as que estão no meio do caminho. Tal software pode ser instalado no Classmate, Mobilis ou EEE. Só que é um software ainda em desenvolvimento que tenta implementar um padrão que ainda não foi finalizado. Não sei se as políticas internas da Intel, Asustek ou Encore permitem este tipo de risco. O segundo aspecto do projeto OLPC é que quase todo o software da rede sem fio roda num processador ARM com 96KB de memória local e que pode continuar operando mesmo quando o resto da máquina está desligada. Isto torna a rede mesh mais atraente pois duas máquinas distantes podem continuar a falar através de uma no meio mesmo que esta esteja quase toda desligada. Mas não é fundamental para se ter um mesh - basta não desligar as máquinas quando o 802.11s está rodando no procesasdor principal. > Vide o Windows, que não acorda uma vez em cada dez ou vinte dormidas. > Ou mesmo qualquer WiFi, que falha bastante, também. Isto é um terceiro aspecto - já que a rede sem fio do XO pode continuar operando com o resto da máquina desligada, o que acontece se ela receber um pacote para esta máquina (e não um para repassar para outra máquina do mesh)? A melhor coisa a se fazer é acordar o XO para que ele possa receber e processar o pacote. Assim, o XO deve "acordar" quando vem algo da rede, quando alguma tecla é pressionada, quando o trackpad é tocado e em algumas outras situações. Realmente foram descobertos muitos bugs na parte de rede sem fio nos testes nos quais ela deveria acordar o laptop. Mas isso é um problema totalmente diferente do mesh. > On Dec 17, 2007 2:33 PM, Alexandre Van de Sande wrote: > > essa era a duvida que iria colocar na mesa. sendo tudo open source, por que > > só o xo tem mesh network? é tão dificil assim instalar software pra fazer > > mesh no mobilis ou no eee? Alguma das grandes distros de linux já vem com > > isso? Eu ficaria muito surpreso se algum Linux já vem com este software hoje. Mas em seis meses talvez seja normal. Um quarto aspecto do projeto OLPC é o sistema de colaboração com "atividades compartilhadas". Este software opera em qualquer rede e não tem nenhuma relação com a rede mesh. Tanto é que tem gente no Brasil ou na Inglaterra colaborando com alunos no Uruguay via a internet normal. Acho que teria sido muito mais importante o edital exigir uma funcionalidade desta do que falar de rede mesh. Este software, junto com o Sugar e as atividades da OLPC, pode ser instalado com menos ou mais dificuldades em qualquer computador Linux. http://wiki.laptop.org/go/Sugar_with_sugar-jhbuild -- Jecel _______________________________________________ Brasil mailing list [email protected] http://lists.laptop.org/listinfo/brasil
