Em 25 de março de 2010 13:52, elayne <[email protected]> escreveu: > (A versão do Sugar nos XOs que estamos trabalhando é 0.82.1.)
Elayne, esta versão 0.82.1 é a mais estável. Existe outra (0.84) que ainda está no beta mas já é funcional, porém traz só algumas melhorias no código, nada muito radical. É claro que para uso em escolas a melhor versão é esta 0.82. No mais, que bom que você pode nos trazer informações do projeto do NIED. Como você deve ter visto na cópia que lhe enviei eu me inscrevi como pesquisador neste projeto, mas não tenho esperanças de ser aceito por que agora sou apenas professor da rede municipal. (Aliás, se puder fazer um "looby" a meu favor, agradeço.) > No entanto, o que eu sempre ouço dos desenvolvedores são > perguntas do tipo "vc já participa?", ""vc já mandou algum código?". Não desanime, é normal receber questionamentos acerca do seu real engajamento em comunidades de software livre. Para nós a coisa mais fácil é detectar alguém que não está familiarizado com a filosofia de trabalho e isso não significa que não querem sua participação. É uma barreira semiótica natural e inconsciente (Chomsky explica). >A falta de um "kit de boas-vindas" acaba restringindo a participação no GSoC a > apenas aqueles que já estão envolvidos, e isso descaracteriza os objetivos > do GSoC, pelo menos no meu entender. O Sugar possui, sim, um bom "kit de boas vindas" em http://sugarlabs.org. Também tem informação pra caramba no wiki da OLPC: http://wiki.laptop.org. Há ainda várias listas de discussão com um arquivo imenso de informações. Eu ainda estou meio desatualizado, mas acho que o Tomeu pode ajudar melhor indicando onde estão as informações mais atuais em inglês e espanhol, principalmente. Em português vamos começar a reconstruir a árvore do conhecimento agora, e espero que com sua ajuda. Se espera que um novato na comunidade tenha feito uma pesquisa mínima antes de postar perguntas, evitando repetir questionamentos óbvios. Isso é até uma regra de "netiqueta": se é chato para o novato ficar sem resposta também é chato para muitos usuários avançados responder coisas que podem ser encontradas nas páginas do projeto. Às vezes é melhor perguntar "onde encontro?", ao invés de "como é que faz isso?" ou "o que é isso?". Eu, particularmente, costumo responder todos os questionamentos que me chegam, mas não sou muito prolixo, como você pode ler. > Eu estive pensando em desenvolver um fake do Sugar que rodasse em qualquer > ambiente, até mesmo no Windows. O Sugar já roda em praticamente todos os ambientes operacionais, como máquina virtual, tem fácil instalação em diversas distribuições Linux e pode rodar a partir de pen-drive, CD, dual-boot e programa individual. O principal projeto com o qual trabalho visa fazer esquema simpels para uma instalação não-invasiva em laboratórios de informática de escolas. É simples, mas tem que ficar mais simples ainda para que a aceitação dos educadores seja a melhro possível. Para baixar o Sugar em qualquer dos seus "sabores" vá em http://wiki.sugarlabs.org/go/Downloads. > A idéia do Sugar é muito interessante, a > disposição das Atividades instiga a produção de trabalhos, diferente do que > acontece num ambiente desktop padrão. A filosofia de trabalho do Sugar é o seu maior trunfo. Replicá-la e melhorá-la sempre trará benefícios. > Com a perda de terreno do Sugar, por > conta da instalação do Windows em alguns XOs e até mesmo por conta da > concorrência imposta por outros laptops, é imprescindível tornar o Sugar > mais universal e flexível. Vocês acham que essa idéia pode emplacar? Com certeza. Mas como visto acima a equipe do Sugar tem a mesma preocupação. A separação do Sugar da OLPC em 2008 permitiu a este sistema se apresentar mehor como multiplaforma (que já era). > Quanto à comunidade brasileira do Sugar, eu adoraria participar! Pode já se considerar parte dela! Mas terá que ler muito e fazer muitos testes sozinha para compreender melhor sua estrutura. Tem coisas que só se aprende vivendo mesmo. Você é provavelmente aluna de graduação em CC, taí então um bom projeto apra o final de seu curso. Um erro comum que vejo até professores universitários cometendo é considerar o Sugar como apenas mais um software no qual os professores e pesquisadores devem ser "treinados". Isso é um reducionismo muito pobre da ferramenta (observe que ainda a chamo de "ferramenta", no sentido semantico "cheio" da palavra). O Sugar é a aplicação de uma filosofia de trabalho colaborativo. Onde normalmente adaptamos programas para torná-los mais simpáticos à alguma metodologia de ensino, o Sugar surge como consequência da aplicação prática de uma metodologia específica (100% colaborativa e construcionista em seu princípio - procure referências em Dewey e Papert). Mais que isso, o Sugar replica essa metodologia em sua própria estrutura de programação e desenvolvimento. Ser "software livre" é uma consequência dos fundamentos colaborativo e de construção coletiva do conhecimento de sua base, não o contrário (e isso é importante). Num exemplo mais próximo de você, veja as ferramentas do Google (Gmail, Orkut, Docs, Sites, adWord, adSense, etc...) e compare-as com os editores de texto e programas de e-mail tipo Outlook. O que distingue estes programas é que cada um tem em sua base conceitos diferentes que guiam seu desenvolvimento. Dá para você reconhecer quais conceitos são esses? Acho que já está bom. Vou reenviar à lista um e-mail que fiz (tão longo como este, ufa!) para um novo colaborador onde comento a complexidade do projeto Sugar. Jaime Balbino Learning Designer Consultor em Automação do Ensino _______________________________________________ Brasil mailing list [email protected] http://lists.laptop.org/listinfo/brasil
