Caro Cristiano
Em sex 02 out 2015, às 19:12:03, Cristiano Machado Cesário escreveu: > Não licitamos errado Felipe. Me desculpe mas você é que não entendeu meu > comentário. Nossa necessidade não era licitar um serviço de correio apenas, > mas todo o serviço de datacenter (incluindo correio, mensageria, banco de > dados e hospedagem web). > Nosso datacenter não fica aqui dentro e não fica > no Serpro, mas sim na empresa terceirizada. Não há nada de grave em relação a quer utilizar esses tipos de recursos terceirizados. No entanto, muitas vezes isso pode sair muito mais caro que dentro do próprio órgão. Mas cada caso é um caso. > (...) > > Como eu disse, colocamos os > requisitos técnicos (e ser um software livre está longe de ser um requisito > técnico) e a empresa vencedora nos atendeu com o menor custo. Você pode ter razão quanto a não considerar software livre um requisito técnico. No entanto, o requisito ser software livre é estratégico e está muito acima em importância do que o mero requisito técnico. Como os colegas da CONAB sempre nos mostram, muitas coisas podem ser feitas, e muito bem, usando software livre. Mas no caso específico de vocês, o ideal seria contratar um serviço de correio, mensageria, banco de dados e hospedagem web que usassem apenas software livre com a opção (ou obrigação) do fornecedor efetuar integração, caso necessário, dos diversos módulos. Apenas o valor a ser pago pelas licenças dos softwares proprietários pagariam o desenvolvimento de novos módulos, instalação e configuração de todos os serviços. Mas observe que essa parte financeira nem seria o principal. O principal é que a solução seria do seu órgão, seria independente do seu fornecedor atual e poderia ser adotada por qualquer fornecedor, a qualquer momento e poderia, ainda, migrar sem custos adicionais para os seus próprios servidores, se assim vocês decidissem. Apenas como referência, correio eletrônico (postfix+dovecote), mensageria (prosody no servidor, Gaijim nos desktops e Conversations para Android), banco de dados (PostgreSQL, entre os melhores do mundo) e hospedagem Web, com capacidade para atender mil usuários não custa mais do que 200 dólares por mês para pessoas físicas. Sai até por 5 dólares por mês para 20 usuários. Claro que não inclui o valor da mão de obra de instalação e configuração de tudo, mas um profissional consegue fazer tudo isso em menos de semana. Depois, seria apenas o salário de quem está de plantão técnico e do aluguel da máquina. O lado que vocês escolheram, infelizmente o de não dar importância para o tipo de licença de software, resultou em licenças proprietárias. Agora vocês vão ter os custos altos e, quando acabar o contrato, novamente vão ser reféns dos produtos proprietários dos quais dados e aplicações já vão depender. É até possível que não seja nem viável usar outro fornecedor o que vai aumentar o preço e diminuir a qualidade dos serviços prestados devido à provável impossibilidade de realizar uma nova licitação. Não há possibilidade de migrar os serviços para novas máquinas, ou máquinas virtuais, devidos às licenças proprietárias, a não ser com custos adicionais. Ficaram engessados. Enquanto isso, os vendedores e lobistas da empresa proprietária riem à toa... O que é preciso é o pessoal das áreas técnicas mudarem a forma de pensar e começarem a pensar estrategicamente. Também seria interessante conversar com os gestores para explicar os motivos pelos quais não depender de um fornecedor específico é importante e atraente. Por fim, explicar que ao usar software livre, são os gestores administrativos e técnicos é que decidem quando, como e sobre quais condições alguma migração ou atualização tecnológica deverá ser feita. No caso proprietário, quem decide isso é o lucro imediato da empresa de software proprietário. []s, Luís Fernando _______________________________________________ Portal do CISL: www.softwarelivre.gov.br _______________________________________________ Cisl-comunidade mailing list [email protected] http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/cisl-comunidade
