Goldman Sachs e IBM fazem aporte em startup que viabiliza transações com moedas 
digitais
                

        Postado em: 02/02/2016, às 19:43        
         por Redação
                
                                
                                
A IBM e o Goldman Sachs Group são os mais novos investidores na 
Digital Asset Holdings, startup liderada pelo ex-banqueiro Blythe 
Masters, do JP Morgan Chase & Co., que desenvolveu uma solução para 
adaptar a tecnologia blockchain — algoritmo que permite que moedas 
digitais (bitcoins) sejam negociadas sem um órgão centralizador, como a 
CVM, ou uma plataforma para normatizar e fiscalizar a atuação dos 
diversos participantes — aos mercados financeiros.
A startup já havia levantado US$ 52 milhões com empresas como a JP 
Morgan, Accenture, Depository Trust & Clearing Corp. e o Citigroup. 
No mês passado, a Digital Asset ganhou um contrato da ASX, outra 
investidora, para acelerar o desenvolvimento de um sistema de liquidação
 de títulos para o mercado acionário da Austrália.
Com a nova rodada de investimentos do Goldman e da IBM, a Digital 
Asset acumula um aporte total de US$ 60 milhões, de acordo com um 
comunicado divulgado nesta terça-feira, 2, pela empresa. Em janeiro, 
quando obteve o primeiro financiamento, a empresa passou a ter um valor 
de mercado de US$ 100 milhões, de acordo com pessoas familiarizadas com o
 assunto disseram à Bloomberg.
A Digital Asset está entre as cerca de uma dúzia de startups que 
estão competindo para provar que a tecnologia blockchain pode ser usada 
de forma eficaz nos mercados financeiros. O desafio é que enquanto que 
os mercados de capitais hoje contam com uma autoridade central para 
supervisionar a transferência de dinheiro em ações, a tecnologia 
interligar todos os participantes do processo sobre uma mesma base de 
dados para permitir a movimentação dos ativos em tempo real.
A IBM e Digital Asset fazem parte do grupo de empresas financeiras e 
de tecnologia que defendem o desenvolvimento de software de código 
aberto. O grupo, que está trabalhando com a Fundação Linux, que quer 
criar uma rede pública de aplicativos baseados na tecnologia blockchain 
que podem ser usados para se comunicar uns com os outros.


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André Luis Azevedo Guedes, MSc 
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