� J� foi explicado v�rias vezes, especialmente em "A Face Oculta da Mente" este singel�ssimo fen�meno de ST (Sugest�o Telep�tica). Os "endemoniados" (?) captaram parapsicologicamente uma singel�ssima ST do gendarme a respeito deles. O vulgar fato parapsicol�gico teria de ser o que os modernistas, por seus preconceitos, entendem ou explicam (?!) como milagre!! Foi t�o sinal para o gendarme, que nele fundamentou sua s�bita rejei��o do anglicanismo em favor do catolicismo. Os dem�nios convertidos em ap�stolos!

� A situa��o de alguns modernistas fica ainda mais rid�cula. Porque, por um lado, todos negam o verdadeiro milagre, convertendo-o unicamente em sinais t�o subjectivos e t�o emocionais; e, por outro lado, alguns desses mesmos te�logos cat�licos modernistas aceitam a possesS. demon�aca! Milagres de Deus, n�o; dos dem�nios, sim! O c�mulo!

� Paradoxalmente, com aparentes visos de racionalismo, na realidade todos os modernistas est�o fazendo de qualquer tolice um milagre. O que equivale a fazer do milagre uma tolice.

Os te�logos modernistas de hoje, quando se afastam da Revela��o doutrinal e se assomam aos fatos do nosso mundo, acostumaram-se a disquisi��es no ar. Nem suspeitam o rid�culo que fazem perante os parapsic�logos, acostumados a deduzir (em temas do nosso mundo, repito), unicamente a partir dos resultados estabelecidos pelas ci�ncias de observa��o. A interpreta��o subjectiva de maneira nenhuma pode ser a caracter�stica essencial para diferenciar o falso milagre do verdadeiro (para os modernistas na realidade todos seriam falsos). Como n�o o � para diferenciar as moedas falsas das verdadeiras, ou as perucas das verdadeiras cabeleiras�

Em Procura da Causa � � evidente que tanto nas defini��es esp�rias como na rejei��o dessas defini��es flutua o convencimento verdadeiro de que no milagre h� outra causa� O problema ou a discusS. gira ao redor da determina��o dessa outra causa. O grande fogo n�o se apaga sozinho: qual � a causa oculta que o apagou?

*** Todos estes fatos, como todos os fen�menos parapsicol�gicos, a partir especialmente do s�culo XIX, h�o sido marginalizados por quase todos os cientistas, no mais anti- cient�fico apriorismo. E alguns desses casos, precisamente os mais not�veis, t�m sido negados pelos racionalistas e modernistas. S. fatos aos quais foi negada inclusive a possibilidade.

� Mas fechar os olhos � realidade que incomoda, ou mesmo � meramente poss�vel realidade que incomoda, certamente � muito c�modo, mas n�o � nem cient�fico, nem racional, nem moderno�

Nas colec��es de fen�menos misteriosos acumulados pela parapsicologia, um tipo de fato muito semelhante, por v�rios aspectos, ao do fogo devastador apagar-se "sozinho" � o de sinos badalando "sozinhos". Tem de haver uma causa "oculta". Ai est� o problema. Qual? Por qu�?

Os Sinos Badalando Sozinhos � Ano 1630. Durante uma peste ocorrida na cidade de Milano. Na noite de 22 de setembro, enquanto os frades dominicanos cantavam as matinas no coro, os sinos do campan�rio da Igreja, dedicada a Nossa Senhora, durante algum tempo ficaram acompanhando a melodia. Comprovaram que foi "absolutamente sem que fossem tocados com m�o mortal". E todos ouviram uma voz: "M�e, eu quero que tenhas piedade do meu povo". Interpretaram que fosse o poder de Jesus Cristo a tocar os sinos e que seria a voz do mesmo Jesus Cristo pedindo � Sua Sant�ssima M�e que livrasse o povo da peste. De fato a peste foi diminuindo, e no fim do ano estava praticamente extinta78.

Completamente absurda a interpreta��o. Em primeiro lugar, n�o � Cristo a pedir � Sua Sant�ssima M�e que Ela fa�a um milagre. Seria Nossa Senhora a pedir, ou mesmo a mandar, ao seu Filho que Ele os fa�a, e o Filho obedece.

� Em segundo lugar, nenhum verdadeiro especialista ia considerar milagre que a peste diminu�sse paulatinamente durante mais de tr�s meses (aprofundaremos isto no vol. 4 desta cole��o).

� Terceiro: um m�nimo conhecedor de parapsicologia sabe que a poucos metros de dist�ncia, a telergia de uma pessoa pode fazer soar os sinos. Telecinesia. Foi em uma s� igreja, precisamente quando os freis estavam no coro, muito perto do campan�rio. E tamb�m um m�nimo conhecedor de parapsicologia sabe que a telergia, perto, pode provocar uma psicofonia. No caso vulgar�ssima, de umas poucas palavras. A absurda interpreta��o de ser a voz de Jesus dirigida � Sua M�e Sant�ssima claramente est� mostrando a prosopopeia ou dramatiza��o da psicobulia ou desejo do inconsciente de algu�m dos presentes. Casos na mesma dimenS. e inclusive em dimens�es um pouco maiores que o de Milano acontecem com todos os povos e em todos os ambientes, de todas as religi�es ou independentes de conota��o religiosa.

Para razoavelmente poder-se olhar a hip�tese de fen�meno sobrenatural, teria de tratar-se de um fen�meno de dimens�es bem maiores�, e com menos contradi��es! Ou com alguma caracter�stica bem diferente do claramente natural�

"BEM DIFERENTE" � S�culo XII. O bispo S. Aldebrando havia entregue � catedral de Fossombroni (It�lia) um conjunto de sinos. Vencedores, por�m, na guerra, os habitantes de Jano roubaram os sinos e os levaram para sua cidade. "Eu dei esses sinos para o servi�o do meu pr�prio povo, n�o dos seus inimigos", disse o santo, e mandou que os sinos permanecessem mudos. Os habitantes de Jano n�o conseguiram de maneira alguma faz�-los soar.

Estupefactos, os habitantes acabaram decidindo devolver os sinos � catedral de Fossombroni. Assim que chegaram � ponte sobre o rio do Metauro, perto da catedral, todos os sinos badalaram sozinhos por um bom tempo79.

Nem pensar na telergia, humana, natural, de S. Alde�brando sobre os sinos, quando estes j� estivessem � dist�ncia.

� Ora, a telergia de algu�m do povo de Jano, acompanhando de perto os sinos, ida e volta, talvez impressionado pela ordem do santo, conseguiria segurar todos os badalos de todos os sinos? Durante todo o tempo?! Contra o esfor�o muscular dos que intentavam faz�-los soar?! E depois, j� entregues aos seus donos, � dist�ncia, os faria soar de novo? Ningu�m que conhe�a um m�nimo de parapsicologia lan�aria t�o descabida hip�tese. O fato certamente exige outra causa "bem diferente"�

Dimens�es bem Maiores � * Em 1170 uma multid�o se preparava para acompanhar os restos mortais de S. Isidro, padroeiro de Madri, do cemit�rio ao interior da catedral. Havia morrido quarenta anos antes. Era ao entardecer. Quando abriram o t�mulo, logo o clamor e a emo��o percorreram todos os presentes: o corpo de S. Isidro estava completamente incorrupto, e um indescrit�vel aroma espalhou-se pelo ambiente (a incorrup��o ser� analisada em detalhe no volume II desta cole��o). A emo��o foi tanto mais profunda � � o tema que agora frisamos � quanto que todos, ao redor da catedral como na cidade inteira, no mesmo instante em que foi aberto o t�mulo de S. Isidro, ouviram todos os sinos da cidade a badalar alegremente, sem que ningu�m os tocasse. E badalando alegremente, sozinhos, continuaram durante toda a noite80.

* S�culo XIII. Os pre�mbulos foram dram�ticos. J� se passaram muitos anos, desde que em 1208 o papa Inoc�ncio III pedira uma Cruzada contra os hereges albigenses (mais satanistas que crist�os) ou c�taros (que se autoconsideravam os �nicos puros), ap�s estes haverem assassinado inclusive a Pierre de Castelnau, delegado papal e vingativo defensor dos cat�licos contra os perseguidores albigenses nos dom�nios do conde Raimond IV, de Toulouse. Os cruzados cat�licos, �s ordens do espanhol Sim�n de Monfort e apesar da oposi��o do rei de Arag�n (Espanha), que pereceu na batalha de Muret (1213), massacraram os albigenses em sucessivas batalhas. At� talvez 40.000 albigenses pereceram.

O esperan�oso tratado de paz, sob a reg�ncia de Blanca de Castilla, firmado em 1229, em Paris, na realidade pouco durou. Porque os albigenses se vingavam assassinando cat�licos por todas partes; inclusive um bando de cem homens, organizado em 1242 pelo meirinho de Raymod VII, assassinou os onze inquisidores de Avignon. Recrudesceram as mortes de milhares de pessoas, albigenses e cat�licos. O bando dos cem justiceiros albigenses foi oficializado. At� que em 1283, pela ac��o religiosa e diplom�tica do papa Alexandre IV, reinou a paz e o bando de justiceiros foi dissolvido.

A import�ncia da interven��o de Alexandre IV foi sublinhada por uma grande maravilha. Consta indiscutivelmente a realidade do fato. Milhares e milhares de testemunhos. Houve tempo abundant�ssimo para a mais perfeita verifica��o. Os sinos de todas as Igrejas de Avignon, que estiveram em sil�ncio durante quarenta anos de lutas fratricidas, sozinhos puseram-se a badalar alegremente e continuaram a badalar durante toda a noite e durante todo o dia seguinte. Sozinhos. Mais ainda: as portas de todas as igrejas cat�licas, que estiveram fechadas durante quarenta anos com toda classe de trancas, cadeados e inclusive ferros argamassados nos muros, abriram-se tamb�m sozinhas, sem chaves, sem pedreiros nem martelos.

Em 1293, para o processo can�nico, a declara��o do fato foi assinada por grand�ssimo n�mero de habitantes. Outro processo hist�rico em 1537 para a bula do papa Paulo III81. E de novo ata de tabeli�o assinada a 29 de janeiro de 1676 82.

Qual � a Causa? Seria telergia demais� Certamente a telergia humana n�o � suficiente para estes casos, nem muit�ssimo menos. Certamente estes fatos n�o ocorrem com todos os povos, com todas as religi�es, em qualquer ambiente. S. milagres? Qual � a verdadeira defini��o de milagre?

[continua]

-
 
*******************************************************************
      Fernando De Matos: 
[EMAIL PROTECTED]
                                             [EMAIL PROTECTED]
                                               [EMAIL PROTECTED]
             ICQ#26750912
                                            
[EMAIL PROTECTED]                              
 
 Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal�
            
http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/
*******************************************************************

Responder a