Fiquei um tempo fora desta lista por ter estado no Brasil at� ao fim de
Mar�o. O meu colaborador Fernando Matos tem estado � frente dela e mt bem.
Mas hoje, ao ler a pergunta sobre o caso da necromante de Endor, resolvi
enviar um artigo j� sa�do h� anos no "Jornal de Parapsicologia". Espero ser
esclarecedor.
Tb sobre exorcimos escreverei dentro em breve.
B�blia e Parapsicologia
por Maria Lu�sa Albuquerque
Alguns factos narrados na B�blia, s�o hoje bem conhecidos dos estudiosos da
Parapsicologia acad�mica. A pouco e pouco, iremos fazendo um estudo
aprofundado. Come�amos pelo caso da Necromante de Endor (Samuel,cap. 28
ver.7).
O Profeta Samuel tinha falecido e todo o povo o chorara. O Rei Sa�l tinha
expulso os necromantes (os que tentavam adivinhar evocando os esp�ritos dos
mortos), os feiticeiros e os adivinhos, amea�ando-os com a morte, caso se
dedicassem a praticar as suas artes. De resto, esta proibi��o expressa-se
v�rias vezes ao longo de toda a hist�ria b�blica.
Os filisteus, inimigos dos israelitas, mais uma vez os vinham atacar e, ao
ver o acampamento do inimigo, o Rei Sa�l ficou cheio de medo. Tendo
consci�ncia da fraqueza do seu ex�rcito, resolveu consultar uma necromante.
Disfar�ando-se para n�o ser reconhecido, foi a Endor, terra da adivinha.
Vencida a relut�ncia e o medo da mulher em utilizar as suas t�cnicas ( n�o
esquecer que ele mesmo as tinha amea�ado com a morte), pediu-lhe que
evocasse Samuel.
E a mulher gritou: "Por que me enganaste? -- disse ela ao rei. Tu �s
Sa�l!". E o rei: "N�o temas! Que v�s?" -- A mulher: "Vejo um deus que sobe
da terra". -- "Qual � o seu aspecto?" -- "� um anci�o envolto num manto".
Por todo este di�logo, vemos que s� a mulher via Samuel. Nem o Rei, nem os
servos presentes viam nada.
Ent�o desenrola-se todo um di�logo entre o Rei Sa�l e a mulher, esta
falando como se fosse o profeta Samuel. O Rei sabia que tinha procedido mal,
desobedecendo � voz de Deus e tentando matar Davi, de quem tinha ci�mes. A
bruxa n�o fez mais que repetir tudo o que Sa�l j� sabia, pois este, ao olhar
para o ex�rcito inimigo, compreendeu que as suas for�as eram bem menores: "O
Senhor vai entregar Israel juntamente contigo nas m�os dos filisteus", disse
a mulher.
Hoje, este epis�dio, tem uma explica��o natural � luz dos modernos estudos
da Parapsicologia e vou tentar explic�-lo.
Somos capazes de perceber, por meio dos nossos sentidos (ao menos
inconscientemente), est�mulos m�nimos e inclusiv� "exager�-los". Esta
extraordin�ria capacidade de sensa��o, chama-se t�cnicamente, HIPERESTESIA.
A hiperestesia, que traduzida em linguagem vulgar seria uma enorme acuidade
dos sentidos, manifesta-se tamb�m nos animais: a borboleta macho da esp�cie
"arestias selene", � atra�da pela f�mea durante o cio at� uma dist�ncia de
11 km; o c�o de ca�a, sente o cheiro das esp�cies durante mais de uma hora.
A sensibilidade dos sentidos nos animais, serve para nos alertar e admitir a
hip�tese de que a hiperestesia no homem � inconsciente.
A Psicologia moderna e a Parapsicologia, formulam a exist�ncia e extens�o
de movimentos involunt�rios e inconscientes, que acompanham toda a ideia ou
imagem, segundo a LEI DE BAIN: "Todo o acto ps�quico determina um reflexo
fisiol�gico e esse reflexo irradia-se por todo o corpo e a cada uma das suas
partes".
Para concretizar: experimente-se pensar na letra " A " e verifica-se que
sempre se faz um pequeno movimento com a garganta. Em estados alterados de
consci�ncia (tamb�m conhecidos por estados de transe), oadivinho � capaz de
concretizar o que normalmente s� inconscientemente � percebido. De certeza
que j� todos experimentaram uma sensa��o desagrad�vel de ficar com as faces
vermelhas em situa��es da vida embara�antes. E por mais que se tente, essa
ruboriza��o n�o desaparece com facilidade.
Podemos pois dizer que pensamos, sentimos e imaginamos com todo o corpo. E
todas as pessoas captam e interpretam, ao menos inconscientemente, esses
m�nimos sinais externos ou reflexos e, a partir deles, se interpreta e capta
o pensamento que os motivou.
A este fen�meno de "adivinha��o sensorial", chamamos HPERESTESIA INDIRECTA
DO PENSAMENTO (HIP).
Uma grande maioria das "adivinha��es", s�o simplesmente HIP. Lembremo-nos
dum caso que acontece a toda a gente com maior ou menor frequ�ncia: a
sensa��o agrad�vel ou desagrad�vel que experimentamos junto de certas
pessoas e n�o sabemos explicar. Todos n�s somos hiperest�sicos, s� que
normalmente n�o manifestamos. Captamos os est�mulos m�nimos, mas n�o os
interpretamos, s� em situa��es especiais, como por exemplo, os estados
alterados de consci�ncia.
Tudo isto explica a "adivinha��o" da bruxa de Endor. Ela n�o adivinhou nada
que o Rei Sa�l n�o soubesse j�. N�o foi o esp�rito de Samuel que apareceu,
foi ela mesma que falou o que Sa�l tinha no pensamento. Ele sabia que tinha
violado as regras de Deus e que por isso seria castigado.
A tentativa de adivinha��o, com ou sem evoca��o dos esp�ritos mortos, �
proibida ao longo de toda a B�blia. Estas pr�ticas eram comuns entre os
povos id�latras, que tinham um deus para cada situa��o. Isto n�o quer dizer
que essas evoca��es trouxessem de verdade, quem morreu, ao mundo dos vivos.
Simplesmente n�o era f�cil naquele tempo (afinal hoje tamb�m n�o!),
explicar a povos de mentalidades rudes, que esse tipo de fen�menos podem
trazer transtornos de personalidade, al�m que que tudo o que � supersti��o,
"sobra", est� a mais na nossa vida. Ent�o muitas vezes a B�blia apresenta
como regras religiosas o que hoje achamos serem normas de vida habituais,
como por exemplo, lavar as m�os antes de comer. Hoje lavamos as m�os antes
de comer, por uma quest�o de higiene, porque sabemos que a falta da mesma
nos pode trazer problemas de sa�de. Mas hoje j� temos mais conhecimentos de
Medicina que naquele tempo. Para povos simples, esta foi a maneira mais
f�cil de os ajudar.
Dedicar-se a pr�ticas esp�ritas, � anti-higi�nico, psicol�gicamente
falando. O ser humano deve funcionar conscientemente. Quando o inconsciente
comanda, d�-se um desiquil�brio ps�quico. A nossa mente � compar�vel a um
suporte de l�mpada de 100 volts. Se lhe metemos uma de 500 volts, o
casquilho queima. E ent�o o espiritismo, nunca pode ser uma terapia, pois
"terapia", quer dizer cura e utilizar pr�ticas que fomentam o inconsciente,
consequentemente supersticiosas em supostas curas, � abrir o caminho a mais
doen�as psicol�gicas.
Resumindo, para terminar: a necromante de Endor, n�o adivinhou nada,
limitou-se a conciencializar os est�mulos m�nimos que inconscientemente
estava a captar, por HIP do Rei Sa�l. Esses est�mulos m�nimos eram o pr�prio
pensamento do Rei, que se sabia culpado perante Deus e estava assustado
perante a disparidade das suas for�as e as do ex�rcito inimigo. *
* Para um estudo mais profundo de HIP: "A FACE OCULTA DA MENTE" de �scar
Quevedo, ed. APPACDM, Braga.
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Maria Luisa Albuquerque
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