Por Caridade � S�culo V. Um padeiro pendurou as roupas dentro do forno, apagado, para secarem ap�s aquele tremendo aguaceiro. P�s-se, nu � era noite e estava sozinho �, a fazer os p�es. Colocou-os depois nas prateleiras das paredes do imenso forno. No mais alto da noite, carregou de lenha o centro do forno e, esquecido das roupas, ateou fogo. Saiu e fechou. Quando j� de madrugada foi se vestir�: as roupas ficaram dentro do imenso fog�o! O abade S. Sabas de Capad�cia passava ent�o por l� e pretendeu consolar o padeiro. Estava muito triste e em situa��o constrangedora! S. Sabas � essa intimidade dos santos com Deus! �, como se fosse a coisa mais normal do mundo, abriu o forno, entrou! perante a estupefa��o do padeiro, atravessou as chamas, chegou � parede oposta, pegou as roupas, atravessou de novo as chamas e saiu com as roupas sem que ele nem elas sofressem a m�nima conseq��ncia63.

Tamb�m por Caridade � S�culo XII. Com a mesma intimidade com Deus, para resolver um problema pr�tico de um pobre padeiro. Esquecera no forno a p� de carregar os p�es. S. Silvestre, abade, tranq�ilamente entrou no forno, atravessou as chamas, ida e volta, e saiu com a p� especial de que tanto precisava o padeiro para o exerc�cio da sua profisS.64.

Como Ord�liO � O arcebispo de Floren�a, Pedro de Pavia, abusando e disfar�ado com seu cargo, lucrava vergonhosamente com a venda de poderes sagrados (simonia).

Os monges da abadia de Valombrosa acusaram o arcebispo. Ficava perante o tribunal eclesi�stico a palavra dos monges contra a do arcebispo e dos que com ele compactuaram.

O tribunal eclesi�stico de Floren�a exigiu "o ju�zo de Deus". Entre os monges, Pedro Aldobrandini ofereceu-se para protagonizar "a prova de fogo". O povo empilhou duas enormes montanhas de lenha com um estreit�ssimo corredor entre elas.

Atearam o fogo. Fez-se sil�ncio. Pedro, ajoelhado, orou fervorosamente. As chamas crepitavam e lan�avam fagulhas no ar tremelicante. Quando chegaram ao auge, S. Pedro levantou-se e disse solenemente com voz forte: "Que Nosso Senhor Jesus Cristo me conceda passar ileso pelo fogo e sair S. e salvo, se o arcebispo Pedro de Pavia � realmente culpado do que os monges estamos acusando-o".

E S. Pedro, que por isto o papa Greg�rio VII haver� de cognomin�-lo "o �gneo", ap�s fazer sobre si mesmo o sinal--da-cruz e levantando na m�o direita seu crucifixo, serenamente avan�ou em dire��o ao violento fogar�u. O corredor parecia um t�nel de luz deslumbrante sob uma ab�boda rubra. Caminhando devagar S. Pedro desapareceu no t�nel. Passava o tempo. Expectativa densa e dura. Por fim, pelo outro lado se v� vir S. Pedro, "o �gneo", tranq�ilo, movendo os l�bios em silencioso louvor a Deus, at� sair da fornalha sem uma fagulhazinha, sem um chamusco sequer nos cabelos ou nas roupas, que apenas conservavam cheiro de fogo.

O papa Alexandre II dep�s o arcebispo Pedro de Pavia e honrou S. Pedro "o �gneo" com o t�tulo de cardeal-bispo de Albano. Morreu santamente em 1089 65.

Por Acidente � S�culo XII. S. Drogon (1112-1189) morou durante quarenta anos num pequeno segundo andar na igreja de Seburg, em Hainault (Fran�a). Um violento inc�ndio desatou-se na igreja. A sa�da estava completamente bloqueada pelo fogo. S. Drogon prostrou-se de joelhos em ora��o. E assim foi encontrado, tranq�ilo, absolutamente inc�lume, sem o m�nimo chamusco, quando o fogo se extinguiu naturalmente ap�s consumir at� os escombros todo o edif�cio66.

* S�culo XIV. Santa Catarina de Siena (1347-1380), pretendendo ajudar a apagar, inutilmente, um violento inc�ndio, acabou caindo no meio das chamas. Todos os que o viram gritaram apavorados e correram para intentar tir�-la. Mas Santa Catarina, com a maior calma, caminhava entre as chamas at� sair, e nem um s� cabelo foi chamuscado67.

isso � que � Bombeiro! � Um forno de cal que estava aceso havia j� 24 horas estourou. As chamas sa�am pelas fendas e amea�avam destruir todo o forno, al�m de que destruiria a cal e causaria consider�veis danos nas choupanas dos trabalhadores. Os oper�rios, desesperados, gritavam pedindo aux�lio, sem saber qual nem a quem. Nesse momento chega S. Francisco (1416-1507) de Paula (It�lia).

Sua fama de taumaturgo! Todos olharam para ele, mais ou menos reflexamente meio desafiando a seu Deus. Por outro lado o santo sabia qu�o importante era o forno para o mosteiro que estava construindo em Cosenza. Era imposs�vel apag�-lo. E para repar�--lo s� de dentro!

S. Franciso de Paula tranq�ilamente entrou no forno! Passou o tempo. Pelo calor, ningu�m podia entrar dentro para ver o que acontecera com� "aquele louco". Ningu�m sabia explicar, mas as chamas n�o mais sa�am pelas fendas.

Passou mais tempo. Nada podiam fazer. Os trabalhadores foram fazer a refei��o. Quando bem mais tarde voltaram, encontraram o santo tranq�ilamente lavando as m�os, ele tinha argamassado as fendas. Nem o m�nimo chamusco na roupa, nos cabelos� O forno estava trabalhando perfeitamente a toda pot�ncia. E dali por diante, ao menos durante todos os meses que durou a constru��o do mosteiro, funcionou perfeitamente68.

Quantas Vezes? � Provavelmente o pr�prio S. Francisco de Paula, fundador da Ordem "dos m�nimos", seja quem mais haja repetido na sua longa vida (91 anos), com absoluta confian�a em Deus, "a prova de fogo". Pelos muitos milagres de toda esp�cie que repetia e repetia, sempre que as circunst�ncias o pediam, era cognominado "taumaturgo". Os bi�grafos n�o conseguem enumerar tantos milagres. Carisma ou "dom dos milagres". Tamb�m a respeito da pirovasia supranormal simplesmente dizem, usando o plural, que "entrou em fornalhas acesas sem que nem ele nem as suas vestes se queimassem". Quantas vezes?69.

Fatos Muito Parecidos � O imperador Cl�udio II mandou que a fornalha ficasse mais acesa que nunca para que reduzissem a cinzas imediatamente os m�rtires, mas S. Faustino e Santa Jovita, exatamente como os tr�s jovens hebreus, passeavam no meio da fornalha cantando hinos sagrados. Alcan�aram o mart�rio decapitados70.

* S. Mam�s recusou oferecer sacrif�cios a Apolo. Na persegui��o decretada pelo imperador Aur�lio, foi lan�ado por ordem de Alexandro, governador de Capad�cia, numa feroz fornalha que o consumisse imediatamente. Ficou l� passeando e rezando durante tr�s dias e no quarto saiu mais vivo e forte que antes. No ano 375 71.

Os insuper�veis historiadores chamados "Bolandistas" recolhem como ineg�veis outros casos de pirovasia em fornalhas:

* Como S. Bas�lio72.

* Santos Tr�fimo e Te�filo conjuntamente73.

* S. Crist�v�o, que saiu inc�lume da fornalha, superou os a�oites com varas de ferro, sarou imediatamente das flechas com que o atravessaram. Por fim sucumbiu decapitado � espada74.

* Santo Ef�sio75 e Santa Cristina76.

* S. Genaro, padroeiro de N�poles, muito famoso pelo seu sangue incorrupto e que se liquidifica frequentemente, como veremos no volume 2. Tamb�m "foi lan�ado a uma fornalha ardente da qual saiu sem nenhuma leS., inclusive sem que seus h�bitos fossem chamuscados e sem que perdesse um s� dos seus cabelos" (por isso � invocado contra o fogo, especialmente do Ves�vio), depois lhe arrancaram nervos e tend�es, at� por fim morrer decapitado77.

At� o Cad�ver � S. Menas servia na Fr�gia como soldado. Quando o imperador Diocleciano desencadeou a persegui��o aos crist�os, S. Menas fugiu �s montanhas. Algum tempo depois reapareceu proclamando a doutrina crist�. O ex-soldado foi preso e levado � presen�a do governador Pirro. S. Menas foi decapitado.

Pretendendo acabar com sua mem�ria e exemplo, jogaram seu cad�ver para ser consumido em alto fogo. Quando muito tempo depois o fogo terminou normalmente, todos tiveram um grande sinal e motivo para gravar, bem no fundo da alma, a lembran�a e exemplo de S. Menas: entre as cinzas do que fora imenso fogo estava completamente inc�lume o cad�ver do m�rtir. As autoridades romanas ent�o permitiram e at� colaboraram com os crist�os para dar-lhe honrosa sepultura78.

[continua]

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