Fatos supranormais

À DISTÂNCIA Seria ridículo recorrer ao poder da imaginação do paciente, excitada ou incutida à distância por telepatia (ST: Sugestão Telepática).

Bonuomo Beraldo, de Pascia, cheio de angústia foi visitar o famoso convertido e penitente eremita Lourenzo († 1243), um dos maiores taumaturgos da história.

Expôs ao santo eremita que o pai, Beraldo, jazia em cama paralítico havia já três anos. Inutilmente haviam gastado de médico em médico até o que não tinham, resistindo a aceitar que aquela paralisia era incurável. Rogou insistentemente ao santo que rezasse pelo pai para que Deus o curasse, porque a situação tornara-se desesperadora e mesmo insuportável.

Com absoluta confiança em Deus, S. Lourenzo garantiu ao jovem Bonuòmo que o pai sararia se ele prometesse que todos os anos, na festa da Purificação de Nossa Senhora, daria de comer a três pobres. Bonuòmo o prometeu. S. Lourenzo o despediu, dizendo-lhe que fosse em paz a visitar seu pai.

Quando o jovem chegou em casa, verificou que no mesmo instante em que S. Lourenzo lhe dissera que fosse em paz o pai havia sarado perfeitamente da inveterada paralisia incurável. Verificou-se três anos depois, para o processo, que a cura continuava perfeita19.

COXO ALEIJADO — Outro milagre do mesmo tipo ou classificação pela intercesS. também de S. Lourenço. Gualtério, de Sublaco, tinha 3 anos de idade. Atacado de poliomielite, ficara aleijado de tal forma que os pés aderiram às nadegas havia dois meses e meio, ficando completamente coxo.

A mãe, Méglia, e a avó, Sofia, levaram o menino ao eremitério. Foram recebidas pelo irmão Amato que, compadecido, consentiu em apresentar somente o menino ao irmão Lourenço. O famoso taumaturgo pegou o menino no colo e concentrou-se em oração a Deus. Testemunha o irmão Amato: "Imediatamente com suas orações retornou-o à anterior saúde". Para o processo, sete anos depois, verificou-se que a cura permanecia perfeita20.

BEM MAIS DE DOZE MILAGRES NUM SÓ ANO — No sumário da "vida e milagres" — dos realizados em vida — por Santa Mastídia de Troyes21, afirma-se expressamente que S. escolhidos alguns! dos realizados só num ano, 1007. Citam-se doze. Entre eles, ao menos três milagres da classificação "coxos ou paralíticos atrofiados ou aleijados". Um menino de 3 anos, da vila de Sens, paralítico e atrofiado das pernas. Outro paralítico havia 30 anos. Um jovem hemiplégico que tinha todo o lado direito paralisado.

E disse "ao menos três", porque com direito poderíamos incluir nesta classificação outros três: uma mulher aleijada, "estropiada"; fez caminhar direito um aleijado que só podia se locomover penosamente com as quatro extremidades no chão; e uma mulher com a mão esquerda imóvel e seca como a de uma múmia.

O TAUMATURGO FRANCISCO DE PAULA — No ano 1452, quando S. Francisco de Paula estava construindo o mosteiro em Spezza, diocese de Cosenza, levaram até ele num catre uma mulher de Cortona. Estava paralítica havia trinta anos. Não há que frisar a conseqüente atrofia.

O Santo, como se só pensasse na obra, e rezando como habitualmente, mandou a paralítica ir até uma carroça, carregar nas costas uma grande pedra e levá-la aos construtores. A mulher conseguiu fazer aquele enorme esforço. Ficou então admirada, feliz, agradecendo a Deus tão bondoso milagre pela intercesS. do Seu santo. Viveu depois sempre perfeitamente curada22.

PELA INVOCAÇÃO DOS SANTOS — Até agora falamos de curas de paralisia realizadas pela oração dos santos em vida. Nos processos de beatificação e canonização S. muitas as curas instantâneas e perfeitas de paralisia com atrofia, aprovadas como milagres alcançados pela invocação dos santos após a sua morte.

A propósito. Conversando em Diamantino, Mato Grosso, com uma senhora finíssima, ela me objetou:

*** Nós protestantes rejeitamos a invocação e intercesS. dos santos, porque segundo a Bíblia "há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus" (1Tm 2,5).

— Mesmo que o Amazonas seja o maior afluente do mar, mesmo que fosse o único, isso não significa que ele próprio não tenha muitos afluentes…

— Os católicos — respondi também, entre outros vários detalhes — temos presente que segundo a Bíblia a grande dignidade de haver sido em vida íntimos servos e amigos de Jesus, não se perde, antes se incrementa, na casa do Pai. S. Pedro perguntou a Jesus: "‘Eis que nós deixamos tudo e Te seguimos. O que é que vamos receber?’ Disse-lhe Jesus: ‘Em verdade vos digo que, quando as coisas forem renovadas, e o Filho do Homem se assentar no Seu trono de glória, também vós, que Me seguistes, vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tenha deixado casas ou irmãos ou irmãs ou pai ou mãe ou filhos ou terras, por causa do Meu nome, receberá muito mais e herdará a vida eterna’" (Mt 19,27-29par). Invocando a intercesS. de Maria, Mãe de Jesus, e dos santos, Seus amigos, nós católicos reconhecemos a dignidade e poder que o Rei concede à Rainha e aos príncipes do céu.

— Nesse mesmo texto se vê que Cristo quer que os santos exerçam poder perante a divina Majestade.

— Deus muitas vezes assinou com milagres a dignidade, em vida, desses seus herdeiros e filhos prediletos. É um fato observável, pertence à ciência, que igualmente realiza muitos milagres pela invocação e intercesS. dos santos que já herdaram a vida eterna.

— É a assinatura de Deus na ordem dos fatos, e não a soberba humana, a que deve decidir como é que se deve interpretar a Sagrada Escritura neste caso — como S. os milagres os que decidem qual é a verdadeira Revelação entre tantas religiões que se dizem reveladas.

"Nunca pensara nisso", respondeu-me com um sorriso. Pareceu-me que aquela finíssima senhora protestante ficou pensando…

APESAR DE GRANDES OBJEÇÕES Para a canonização de Santo Toríbio foi apresentada como milagre a cura, por sua intercesS., de uma paralisia total de ambas as pernas. Cura instantânea. Perfeita. Para toda a vida. Diagnosticada por grandes especialistas como certamente orgânica, concretamente efeito de doença venérea.

*** Uma grande objeção: foram usados remédios.

Mas muito acertadamente o postulador da causa provou: antes da cura milagrosa, havia três meses que não se usava remédio nenhum, porque os médicos ficaram convencidos da impossibilidade de curar tanto a doença venérea como a paralisia conseqüente.

— Por outra parte, os remédios aplicados antes dos últimos três meses eram somente contra a causa, a doença venérea, contra a qual também não obtiveram êxito.

— Ficou bem estabelecido que os remédios não eram contra a paralisia, para a qual seriam completamente inadequados: na época não se conhecia nenhum outro remédio para a paralisia de origem venérea senão os mercuriais, e nenhum remédio mercurial foi jamais usado naquele paciente.

*** Outra grande objeção: a atrofia muscular não era muito grande, porque só fazia três anos que aquela paralisia era completa.

— Mas o dr. Giovanni Maria Lancisio muito acertadamente frisou a gravidade daquela paralisia. E que era certamente orgânica, efeito de lesões nos nervos e no cérebro. O paciente perdera completamente o movimento. Mais ainda, perdera também completamente a sensação: não sentia nem o fogo nos membros paralíticos.

O tribunal pontifício reconheceu que, nos casos a que se possam aplicar, as dificuldades apresentadas S. decisivas, e peremptoriamente impedem que a cura seja considerada milagre. E aprovou o milagre, porque as dificuldades não se aplicavam a este caso23.

E O PODER DA SUGESTÃO? — Na causa de canonização de S. Pedro de Prado († 1634), missionário espanhol martirizado em 1634 pelos muçulmanos de Marrocos, apresentou-se entre outros milagres a cura do irmão Gabriel: "cura completamente perfeita de artrite generalizada com paralisia. E dolorosa em qualquer movimento infligido em qualquer uma de todas as articulações. A impossibilidade de movimento de todo o corpo fixara-se havia já oito meses. Não se conhecia medicamento para tal doença".

*** "O promotor da fé insinuou que talvez coubesse duvidar se poderia atribuir-se a cura (…) ao poder da imaginação e veemente esperança de obter a saúde pela intercesS. do então servo de Deus, agora (durante o processo) beato João de Prado, a cuja intercesS. o doente recorrera com sumo ânimo, piedade e confiança."

— O papa Clemente XI deu ordem ao eminente especialista dr. Giovanni Maria Lancisio de dirigir "com máxima diligência" as pesquisas e garantir a verdade a respeito da objeção, "sem intuito nenhum de favorecer a causa" de canonização. "Obedeceram a ordem. Ponderaram a gravidade da doença, a súbita e perfeita cura, com excluS. de recidiva (…) Nada tinha a ver com imaginação. Nenhum doente de mal orgânico, com sangue denso e secreção compacta, jamais é curado por mais intensa que pudesse ser a sugestão. A doença crônica de que o irmão Gabriel sofria não era efeito psíquico ou da imaginação; era (além do mais) seqüela de um verdadeiro infarto e de secreção que causara grande febre e que depois passou aos músculos, tendões e articulações. Nestas o líquido sinovial (…) também ficou estragado durante oito meses (…) E o grupo de médicos concluiu que a cura havia que atribuí-la a milagre."

O milagre foi aprovado pela Sagrada Congregação dos Ritos24.

NAO PODE SER HISTERIA — Filipi Sacaglioni, de 14 anos, era coxo e paralítico de ambas as pernas. De nascença. Nunca pode se agüentar em pé. Para locomover-se um pouco, só quando as circunstâncias lhe permitiam puxar com os braços rastejando sobre os joelhos. Evidentemente, não sendo suficientes os braços em mil circunstâncias, alguém tinha de carregá-lo para ir a qualquer lugar.

Estava deitado na cama, como a maior parte do tempo, "quando ouvi na rua que se avizinhava a procisS., organizada pelos franciscanos capuchinhos, a fim de trasladar as relíquias do irmão Bento de S. Fradello (S. Bento, o Mouro, 1526-1589, canonizado em 1807), da igreja matriz para a nova igreja por eles construída, em nossa terra" (…)

"Pedi à minha irmã Vicencia que me tomasse ao colo e me sentasse à beira da janela para contemplar a procisS. (…) Roguei ao santo me curasse das pernas" (…)

"Quando a procisS. passava, estando eu ainda sentado à janela, vi um franciscano de rosto negro, perto de mim (lembremos que, como explico em outros livros, não há aparições de mortos, senão visões ou projeções do pensamento dos vivos, sendo o milagre a assinatura divina de que tal viS. é especialmente providencial, neste caso para indicar que a cura se deve à intercesS. do irmão Bento), o qual me disse que eu devia andar, pois estava curado. Acreditei nisso imediatamente, pois estava seguro de que esse franciscano era o irmão Bento de S. Fradello, não só pelas estampas que vira dele, mas também porque eu não me voltara para ninguém senão para ele."

"Pus-me a andar. Apoiava os pés no chão perfeitamente, (…) as pernas haviam ganho força e robustez (…), andava livre e alegremente, coisa que nunca fizera em minha vida. Daí uma alegria enorme e admiração. E ao mesmo tempo pus-me a gritar que em mim se dera um milagre (…), podendo caminhar e correr sem estorvo e sem qualquer dificuldade".

No processo depuseram muitas testemunhas, constando da publicação ao menos 33. Foi aprovado o milagre25.

— Evidentemente não pode ser histeria. Nem a doença nem a cura. Destaque-se também que num instante aprendeu a andar, pular, correr, quem nunca tinha nem sequer se mantido em pé.

S. DUAS CURAS O eminente parapsicólogo Robert Tocquet, vice-presidente do Instituto Metapsíquico (Parapsicologia) Internacional e professor de antropologia, entre os milagres de cura de paralisia escolhe um precisamente porque se destacou o aspecto de aprendizado instantâneo de todos os reflexos e automatismos do andar, que no ser humano S. complexos e de lento estabelecimento.

Elise Erl, de Wasserbourg-sur-Inn, perto de Munique. Tem 3 anos de idade. A criança é raquítica. De nascença. Suas pernas estão destituídas de musculatura e S. desproporcionadas no comprimento. Nunca deu um só passo. Não pode manter-se em pé.

"No domingo, 31-10-1920, ao fim do dia, enquanto ela se distrai na cadeira onde a sentaram, seu pai, Georges Erl, lê a descrição de uma cura milagrosa devida à intervenção ("intercesS.", seria o termo correto) do irmão Conrad, porteiro do convento de Altôtting, e que morreu em estado de santidade (com fama ou "em odor" de santidade, seria o correto) no dia 21-4-1894. Trata-se no caso de uma criança de Mühldorf que, com paralisia das duas pernas, fica repentinamente curada. Profundamente impressionado pela leitura, Georges Erl, dirigindo-se à mulher exclama: "Oh!, se nossa Elise pudesse também começar a andar, amanhã mesmo eu iria ao convento de Altôtting para agradecer ao irmão Conrad!’ Mal pronunciadas estas palavras — conta o dr. Pierre Merle, por quem soubemos o fato —, a menina pula da cadeira como se movida por uma força misteriosa (exato!). Elise, que um minuto antes nem sabia andar, corre para seu pai dizendo: ‘Olha, papai, como eu me tornei uma mocinha!’"

"O caso de Elise Erl" — salienta o Dr. Merle — "foi uma das curas estudadas (e aprovadas, junto com a outra da criança de Mühldorf) pela Sagrada Congregação dos Ritos para beatificar o irmão Conrad, que foi depois canonizado sob o nome de S. Conrad de Parzham"26.

FORAM TRÊS CURAS O maior parapsicólogo de todos os tempos, insuperável e inigualável, Próspero Lambertini, ou papa Bento XIV, resume:

"Entre outros milagres para a canonização (em 1726) de S. Peregrino Laziosi (1265-1345), apresentaram-se curas de paralisia: a primeira delas considerada uma verdadeira e perfeita paralisia de todo o lado direito, hemiplegia. Não só havia perdido o movimento, senão também a sensibilidade. Comprovaram-no primeiro com ásperas e violentas pressões nos dedos, depois com picadas de agulhas, não dando mostra nenhuma de dor".

"No segundo caso, tratava-se de paralisia de nascença até os doze anos de idade, com os membros e músculos inferiores atrofiados".

"E a terceira paralisia era decorrente de doença crônica com convulsões e com chagas nos membros".

As três paralisias com suas causas e efeitos, curado tudo perfeita, instantânea e duradouramente27.

Estou querendo sugerir, paralelamente, que em toda esta coleção cada caso é meramente um exemplo, tirado de entre milhares do mesmo tipo ou de cada classificação.

[continua]

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   Fernando De Matos:
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