O determinismo racionalista
perante os fatos.

Cicatriza��es instant�neas

A "IRREFLEX�O TEOL�GICA" � Para todos os de�stas, sejam denominados propriamente de�stas ou sejam chamados racionalistas ou modernistas, o milagre n�o tem sentido e a ora��o de peti��o conseq�entemente tamb�m n�o. Para eles Deus est� muito longe�

� incompreens�vel. O de�smo foi entusiasticamente adotado por te�logos protestantes de fins do s�culo XIX e come�os do XX: como muitos desses de�stas podem nas suas "reflex�es teol�gicas" ao mesmo tempo proclamar-se crist�os? "Deus long�nquo", mas acreditam num Deus infinitamente bom, "Pai Nosso" como ensinou Jesus Cristo e que Ele mesmo chamava, podemos dizer que mimosamente, "abb�". De�stas, mas ao mesmo tempo acreditam num Deus t�o terno e delicado que se faz homem no seio de uma Virgem, nasce, e vive entre os homens seus amigos; e para remir seus pecados se deixa matar numa cruz: "Deus demonstra Seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por n�s quando �ramos ainda pecadores" (Rm 5,8).

Pior ainda. Ao de�smo aderiram quase todos os te�logos cat�licos de hoje. Como � que podem ao mesmo tempo proclamar-se cat�licos? "Deus long�nquo", mas que vive dia e noite no Sacr�rio e se faz alimento dos seus amigos os homens? De�stas, mas tamb�m rezam, e celebram Missa�: "Rezar � um reflexo de algu�m que toma consci�ncia de ser amado, de ter a prefer�ncia de Algu�m" (M. G. Guilhot).

Que um "liberal" n�o acredite no milagre nem na ora��o, � aprior�stico mas n�o contradit�rio. Que um te�logo crist�o ou cat�lico negue o milagre e considere in�til a ora��o de peti��o, n�o s� � aprior�stico, � irracional por contradit�rio. � "irreflex�o teol�gica" de mais. O milagre � antes de mais nada uma prova de amor que supera as barreiras que os homens querem impor a Deus.

A PARTIR DOS FATOS � Do ponto de vista da parapsicologia interessa frisar, mais uma vez, que as teorias s� podem originar-se dos fatos. Imediata ou mediatamente. As pr�prias imutabilidade ou n�o, transcend�ncia ou n�o, dist�ncia efetiva ou proximidade paterna� de Deus s� podemos aceit�-las racionalmente (racionalistas!) se deduzidas da observa��o dos fatos, mediata ou imediatamente. E ser� tanto mais aceit�vel e racional e compreens�vel quanto mais direta ou imediatamente deduzida dos fatos.

Deus pode ou n�o fazer milagres? Depende de se realmente os fez ou n�o. A ora��o tem sentido ou � in�til? Depende de se realmente Deus muitas vezes, ou alguma vez, ou nunca atendeu com Seus milagres e com a Divina Provid�ncia � ora��o dos seus fi�is. Os fatos � que h� que estudar, antes de responder cient�fica ou racionalmente �quelas perguntas.

INVOCANDO O NOME DO SENHOR � Ao verdadeiro cientista, ao observador dos fatos, uma circunst�ncia logo chama a aten��o, antes mesmo de debru�ar-se na an�lise dos pr�prios milagres. No Antigo Testamento os fazedores de milagres jamais pretenderam faz�-los por for�a pr�pria ou usando as for�as da natureza: invocavam o nome de Iahweh � ora��o de peti��o � e a Ele atribu�am os milagres. Os textos S. inumer�veis. Por exemplo: "O povo murmurou contra Mois�s (�) Mois�s clamou a Iahweh e Iahweh lhe mostrou (�), pois Eu sou o Senhor que te ama" (Ex 15,24-26).

Exatamente igual os ap�stolos e disc�pulos. Oram antes de realizar o milagre: "Pondo-se de joelhos, orou" (At 9,40). Invocam o nome de Jesus para realizar os milagres: "Senhor, at� os dem�nios (doen�as internas e na �poca mais misteriosas e dif�ceis de abordar) se nos submetem em Teu nome" (Lc 10,17); "Sabei todos v�s, assim como todo o povo de Israel: � pelo nome de Jesus Cristo Nazareno (�), � por Seu nome e por nenhum outro" (At 4,10).

E a mesma circunst�ncia se observa em todos os fazedores de milagres ao longo da hist�ria.

Jesus, pelo contr�rio, nunca orou para fazer um milagre, fazia-os pelo Seu pr�prio poder, porque "Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30). Menos na revitaliza��o de L�zaro, quando antes Jesus orou e agradeceu ao Pai, mas "digo isto por causa da multid�o que Me rodeia, para que creiam que Me enviaste" (Jo 11,42).

"LIBERAL" E RACIONALISTA, DERRUBADO PELOS FATOS � Dr. Alexis Carrel, pr�mio Nobel de medicina em 1912, ent�o o melhor cirurgi�o do mundo. E durante muitos anos ateu e racionalista. Carrel, s�bio, cientista, meticuloso, interessou-se pelos chamados milagres s� por interesse cient�fico. Quem verdadeiramente � cientista nunca afirma nem nega sem primeiro estudar a fundo o tema.

Falando de si mesmo apesar de usar a terceira pessoa, escreveu: "Fazia tempo que as cr�nicas de Lourdes chamaram sua aten��o. Sob as not�cias extravagantes (no ambiente racionalista) publicadas pelos jornais cat�licos (alguns), como tamb�m nos dois livros de Boissarie (diretor do Escrit�rio de Constata��es M�dicas de Lourdes), havia sem d�vida fatos dignos de um estudo acurado (�) E este terreno, desprezado (sem pr�vio estudo!) pela maior parte dos m�dicos, tentava-o".

"Alguns dias antes, o m�dico encarregado da assist�ncia sanit�ria aos peregrinos, seu conhecido, propusera-lhe substitu�-lo. Embora tivesse repugn�ncia a viajar com os peregrinos, partiu"1.

O dr. Alexis Carrel presenciou o milagre da cura instant�nea de Marie Baylly, pesquisou nos arquivos de Lourdes, colaborou com o m�dico ingl�s dr. Howard Somervell no estudo de outros casos� "notabil�ssimos" de curas2, e n�o conseguiu deixar de diagnosticar numerosos casos como milagrosos, apesar de todo o ambiente "liberal" e racionalista em que se formou e que tinha incutido at� a medula, e apesar ou precisamente por ser extraordin�rio conhecedor das mais fant�sticas possibilidades da medicina.

E com conhecimento dos fatos Carrell escreve contra seus antigos colegas de racionalismo: "A ora��o produz (isto �, obt�m de Deus) �s vezes um estranho fen�meno: o milagre (�) Em seguida ao grande v�o da ci�ncia no s�culo XIX (�) foi admitido (exato: sem provas) universalmente que o milagre n�o s� n�o existia, mas nem podia existir (�) Atualmente esta � ainda a atitude da maior parte dos fisi�logos e dos m�dicos (sem terem jamais analisado um milagre). Mas n�o pode mais ser sustentada em vista das observa��es (os fatos!) que hoje em dia possu�mos. Casos notabil�ssimos foram recolhidos pelo escrit�rio m�dico de Lourdes" (por exemplo).

"Nossa id�ia atual da influ�ncia da ora��o (por interm�dio de Deus!) sobre estados patol�gicos � baseada na observa��o dos doentes que quase instantaneamente foram curados de afec��es variadas, tais como tuberculose, abscessos, feridas purulentas, l�pus, c�ncer etc. (�) A �nica condi��o indispens�vel ao fen�meno � a ora��o, mas n�o � necess�rio que o pr�prio doente reze ou que possua f� religiosa"3.

AO MENOS O FATO! � N�o foi logo com o primeiro milagre que presenciou, a cura de Marie Bailly, que Alexis Carrel se proclamou cat�lico. Oficialmente continuava ainda ateu ou, por eufemismo, "liberal" ou "agn�stico". Mas o fato havia que reconhec�-lo, se queria ser cientista, contra os racionalistas "cient�ficos" que negavam os fatos sem t�-los estudado!

Carrel pretendia ascenso na Universidade de Lyon, onde exercia a c�tedra de anatomia. Estava � mesa com um dos seus antigos professores, de quem dependia o ascenso, e com outros professores, todos "liberais" como fora o pr�prio Carrel.

Algu�m perguntou pela paciente de que Carrel falara recentemente e que todos sabiam que por muito tempo estava sendo tratada inutilmente. Carrel compreendeu que lhe colocaram diante uma noz muito dura de partir.

� "A sua jovem doente, Carrel?"

� "Foi a Lourdes � disse Carrel sorrindo."

� "E acredita que sua doente curar� dessa maneira?"

� "Em verdade, senhores � respondeu Carrel �, confesso que n�o contava com isso. Que querem?, era preciso fazer alguma coisa. Mas esta manh�, meus senhores, revi minha pequena doente, de volta de Lourdes. Bem, vou comunicar-lhes algo espantoso: est� curada!"

� "Curada?"

� "Sim. Completamente curada. Nenhum vest�gio de supura��o. Em alguns dias (computando toda a viagem; porque a cura fora instant�nea) Lourdes teve sucesso onde a Medicina fez fiasco durante meses. Isto entra na categoria dos milagres."

� "In�til insistir nisso � interrompeu o professor C. � Com essas id�ias, dr. Carrel, n�o tem nada a fazer entre n�s. Nunca a Universidade de Lyon lhe abrir� suas portas."4.

Carrel sabia por experi�ncia pr�pria que, perante os racionalistas, os fatos e todas as provas com que ele pudesse inund�--los penetrariam tanto como a �gua pelo dorso de um ganso.

Rejeitado na Fran�a por ter a honestidade de reconhecer os fatos�, em maio do ano seguinte, 1904, o dr. Carrel teve de ir aos Estados Unidos, onde logo � nomeado diretor do Laborat�rio de Cirurgia Experimental do Instituto Rockefeller de Pesquisas M�dicas.

� Leitor, n�o precisa me responder: com quem h� que concordar � qual � a posi��o cient�fica �, com os numeros�ssimos racionalistas que se negam a estudar os fatos pressupondo que n�o existem! ou com os poucos que como o dr. Alexis Carrel primeiro estudaram os fatos e depois t�m a coragem de mencionar o que constataram com seus pr�prios olhos?

[continua]

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   Fernando De Matos:
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 Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal�
            
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