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Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: [EMAIL PROTECTED]
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Caros amigos

Segue abaixo um breve relato sobre o lan�amento dos dados de desmatamento na
Amaz�nia, anteontem no INPE (em S. Jose dos Campos)  e o documento que o ISA
distribuiu � toda imprensa presente, durante o referido evento, chamando
aten��o para as medidas governamentais nos ultimos 12 meses que agravaram
ainda mais situa��o na Amaz�nia..
Conseguimos chamar a aten��o da imprensa para a gravidade dos dados
divulgados, embora o IBAMA tivesse muito se empenhado para tentar desviar a
aten��o da imprensa com argumentos descontextualizados. Fato � que em 98 o
incremento na taxa de desmatamento na Amaz�nia est� projetado para 27% e o
Ministro do M.A.  em coletiva ,a mesma tarde em Brasilia, confessou, para
toda imprensa, n�o saber as causas do aumento nos �ndices.
O documento por n�s distribuido traz um retrospecto hist�rico de fatos e
atos do governo federal (desde de janeiro de 98) que contribuiram
significativamente e v�o contribuir ainda mais para a eleva��o dos �ndices
de desflorestamento na Amaz�nia em 99.

Pr�ximo passo ser�, aproveitando a aten��o da imprensa  para o tema,
pressionarmos o governo federal para rever a MP das Florestas.(vide
coment�rios sobre a MP no site do ISA: www.socioambiental.org - na p�gina:
�ltimas Not�cias"
O Ministro, ap�s a chuva de not�cias desfavor�veis ao governo sobre o
aumento dos �ndices de desmatamentos, disse estar aberto a negocia��es para
modificar a MP 1.736. Vejamos...

Andr� Lima
Instituto Socioambiental
[EMAIL PROTECTED]

Cresce taxa de desmatamento na Amaz�nia

Desmatamento dos �ltimos tr�s anos, segundo levantamento do Inpe, equivale a
11,3 % do total devastado desde 1.500; proje��es para 98 indicam aumento da
taxa para a regi�o

O desmatamento na Amaz�nia Legal Brasileira est� fora de controle. Segundo
dados divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
ontem, dia 10 de fevereiro, de agosto de 1994 a agosto de 1997 foram
eliminados 60.447 km2 de florestas, montante superior � soma das �reas do
estado do Rio Grande do Norte e do Distrito Federal e 38% superior � taxa
verificada no per�odo 1992 a 1994.

A extens�o total do desmatamento no ano de 1997, foi de 13.227 km2, cerca de
20% superior ao verificado em 1991, quando a Amaz�nia apresentou suas
menores taxas de desflorestamento.  Este n�mero equivale a um ritmo de
destrui��o de cinco mil campos de futebol por dia, ou mais de um campo de
futebol por segundo. Os dados s�o absolutamente alarmantes. Com os novos
n�meros, a �rea total desmatada na Amaz�nia atinge 532.086 km2, ou seja, foi
eliminada uma cobertura vegetal superior ao dobro da �rea do estado de S�o
Paulo.

Para agravar o quadro, a proje��o para o ano de 1998, realizada pelo pr�prio
Inpe nas chamadas �reas cr�ticas, aponta para um crescimento do
desmatamento. Segundo estas estimativas, em 1998 teriam sido eliminado mais
16.838 km2 de vegeta��o nativa na Amaz�nia, um n�mero cerca de 27% superior
ao verificado em 1997. Confirmados estes dados e mantida a tend�ncia de
crescimento do desmatamento, o presidente Fernando Henrique Cardoso j�
poder� receber o t�tulo de, considerando apenas no seu primeiro mandato, ter
sido o pior governo em termos de destrui��o da Amaz�nia desde o fim da
ditadura militar.

Al�m dos n�meros relativos ao desflorestamento, os dados do Programa de
Preven��o e Controle �s Queimadas e aos Inc�ndios Florestais no Arco do
Desflorestamento (Proarco), sob responsabilidade do Inpe e Ibama, apontam um
crescimento acentuado dos focos de inc�ndio na Amaz�nia e em todo o pa�s.
Comparando-se os dados dos meses de setembro a outubro de 1997 com os mesmos
meses de 1998, os focos detectados passaram de 52.025 para 84.363, o que
significou um incremento de 60%.

O estudo apresentado pelo INPE ontem em S�o Jops� dos Campos n�o revela o
real grau de destrui��o da Amaz�nia e o impacto da a��o antr�pica sobre sua
biodiversidade. Isto porque os dados se referem exclusivamente �s �reas onde
a vegeta��o nativa foi totalmente removida, n�o sendo computada a degrada��o
promovida por empresas madeireiras que descaracterizam enormes �reas da
regi�o, com danos irrevers�veis � fauna e flora. (ISA, 11/02/98)

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Governo FHC desmonta legisla��o ambiental do pa�s

Atrav�s medidas provis�rias e decretos formulados em gabinete, governo exp�e
os ecossistemas naturais a uma degrada��o sem precedentes na hist�ria
recente do Brasil

Apesar do crescimento do desmatamento e da explora��o madeireira
descontrolada na Amaz�nia, do inc�ndio de Roraima, da destrui��o das �reas
de Cerrado e de Mata Atl�ntica e do crescimento alarmante dos focos de
queimadas em todo o pa�s, a Presid�ncia da Rep�blica insiste em baixar
decretos e medidas provis�rias que fragilizam a legisla��o ambiental.
Abaixo, o ISA apresenta um levantamento dos piores momentos desse enredo.

ALGUNS FATOS DE 1998

- Janeiro. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulga dados
que mostram que o desmatamento na Amaz�nia Legal brasileira atingiu, entre
1994 e 95 seu recorde hist�rico. Em um ano foram eliminados 2.905.900
hectares de florestas, montante superior � soma das �reas do estado de
Sergipe e do Distrito Federal e o dobro da m�dia anual verificado no per�odo
anterior (1992/94). Esse n�mero �, ainda, cerca de 37% superior ao da m�dia
anual do per�odo 1978/88, a chamada d�cada da destrui��o, que motivou a
enorme mobiliza��o internacional pela prote��o da Amaz�nia. Com os novos
n�meros, a �rea total desmatada na Amaz�nia atinge 51 milh�es de hectares,
mais que o dobro da �rea do estado de S�o Paulo de florestas eliminadas do
mapa.

- Mar�o. O Brasil e o Mundo acompanham pelos notici�rios o megainc�ndio de
Roraima e a incapacidade do Poder P�blico em agir de forma consistente para
control�-lo. De acordo com as estimativas do governo de Roraima a devasta��o
chegou a 40.000 km2 em �reas abertas (campos, cerrados, pastagens etc.) e
aproximadamente 10.000 Km2 de florestas, cerca de 22% da �rea total do
Estado.

- Maio. A Funda��o SOS Mata Atl�ntica, o Inpe e Instituto Socioambiental
divulgam estudo que demonstram a destrui��o de 500 mil hectares de Mata
Atl�ntica no per�odo de 1990 a 95, em dez estados brasileiros (RS, SC, PR,
SP, GO MS, MG, RJ e ES), uma perda de aproximadamente 6% do que havia de
matas em 90. Com os novos dados, as estimativas da �rea remanescente de Mata
Atl�ntica caiu para cerca de 7,5%, em rela��o a �rea original.

- Setembro a outubro. Dados do Programa de Preven��o e Controle �s Queimadas
e aos Inc�ndios Florestais no Arco do Desflorestamento (Proarco), sob
responsabilidade do Inpe e Ibama, apontam um crescimento acentuado dos focos
de inc�ndio no pa�s. Comparando-se os dados dos meses de setembro a outubro
de 1997 com os mesmos meses de 1998, os focos detectados passaram de 52.025
para 84.363, um incremento de 60%.

- Novembro. Novo estudo da Funda��o SOS Mata Atl�ntica, Inpe e Instituto
Socioambiental, mostram que o Estado do Rio de Janeiro manteve seu ritmo
acentuado de destrui��o da Mata Atl�ntica no per�odo de 95-97.

ALGUNS ATOS DO GOVERNO FEDERAL NO ANO DE 1998:

- Janeiro.  A Lei de Crimes Ambientais sofre sua primeira derrota; o governo
federal faz acordo com a CNA (Confedera��o Nacional da Agricultura), CNI
(Confedera��o Nacional da Ind�stria) e as bancadas ruralista e evang�lica,
garantindo votos suficientes para a rejei��o de dispositivos fundamentais no
substitutivo aprovado pelo Senado. Entre eles, o que previa o crime de fazer
fogo, provocar queimada, derrubar, destruir, danificar ou cortar �rvores de
reserva legal sem autoriza��o.

- Fevereiro. A Lei de Crimes Ambientais sofre sua segunda derrota: o
presidente FHC veta diversos artigos, entre eles o que tornava crime fazer
ou usar fogo em florestas e outras formas de vegeta��o sem tomar as devidas
precau��es para evitar a sua propaga��o.

- Julho. O presidente FHC assina o Decreto n� 2.661/98 que, sob a
justificativa de estabelecer normas de precau��o relativas ao emprego do
fogo em pr�ticas agropastoris e florestais, se torna um instrumento de
est�mulo �s queimadas.  O decreto aprovado n�o prev� proibi��o para queima
pr�xima �s �reas de preserva��o permanente e reserva legal e, quanto �s
unidades de conserva��o, estabelece proibi��o de uso do fogo apenas a 50
metros a partir dos aceiros. Prev�, ainda, que a autoriza��o de queimada
dever� ser requerida junto a �rg�o do Sistema Nacional do Meio Ambiente
(Sisnama), sem definir o �rg�o competente. Tamb�m N�o diz quem � o
respons�vel, abrindo possibilidade para a municipaliza��o do licenciamento
de queimada controlada. Estabelece as exig�ncias para a emiss�o da
autoriza��o para queima que s�o muito menos rigorosas do que as sugeridas
pelo pr�prio Ibama e que constavam no Decreto n� 97.635/89, que foi
revogado. Define o prazo m�ximo de 15 dias para que o �rg�o respons�vel, que
n�o foi apontado, emita autoriza��o de queima, sob pena de autoriza��o
t�cita, por expira��o de prazo!!! Exce��o que certamente se tornar� regra.
E, como se n�o bastasse, possibilita a autoriza��o de queimadas sem
vistorias.

- Agosto. A Lei de Crimes Ambientais sofre sua terceira derrota: Governo
Federal publica a Medida Provis�ria n� 1.710, debilitando a efetividade da
Lei de Crimes Ambientais (Lei n� 9.605/98) por um per�odo que pode alcan�ar
seis anos. A MP concede a empreendimentos danosos ao meio ambiente a
possibilidade de celebrarem "termo de compromisso" com os �rg�os do Sisnama
(secretarias e �rg�os ambientais municipais, estaduais e federal), atrav�s
do qual se comprometem a adequar-se � norma ambiental ao longo de per�odos
que podem variar de 90 dias a 3 anos. Durante a vig�ncia do acordo ficam
suspensas as san��es administrativas (penalidades) decorrentes dos
procedimentos degradadores que geraram o acordo. Na pr�tica, a MP permite
que tais empreendedores cultivem seu passivo ambiental por at� seis anos, j�
que a vig�ncia do termo de compromisso � prorrog�vel pelo mesmo per�odo
fixado. A publica��o da MP 1.710 entra para a hist�ria da legisla��o
ambiental brasileira como um dos atos do Executivo mais inconseq�entes de
que se tem not�cia.

- Setembro. Na Instru��o Normativa n� 2-N, de 14 de setembro de 1998,
publicada no Di�rio Oficial da Uni�o de 15 de setembro, o Ibama criou nova
modalidade de uso do fogo, a chamada "queima comunit�ria". No documento, o
�rg�o a define como "aquela realizada por um grupo de no m�nimo cinco
agricultores, no raio de cinco km de uma mesma comunidade nos munic�pios da
Amaz�nia Legal e feita no espa�o de dez dias entre a primeira e a �ltima
queimada". Entretanto, a Instru��o Normativa n�o estabelece, em momento
algum, quais ser�o os crit�rios t�cnicos aplic�veis a este tipo peculiar de
queimada, tampouco prev� garantias para que tais queimadas n�o fujam ao
controle dos agricultores.

- Novembro. O governo federal altera a reda��o da Medida Provis�ria n�
1.736-31, que vem sendo reeditada desde 1996, promovendo altera��es
significativas na Lei n� 4.771/65 (C�digo Florestal), que fragilizam os
instrumentos legais de prote��o de ecossistemas florestais e do Cerrado
localizados em propriedades rurais privadas, propiciando o incremento na
taxa de desmatamento, principalmente na Amaz�nia Legal.


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Dicas:
1. Duvidas e instrucoes diversas, procure por Listas em:
http://www.pegasus.com.br
2. Treinamento a distancia: Redes TCP/IP: Teoria e Pratica
http://www.ganymede.com.br

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