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Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: [EMAIL PROTECTED]
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Amigos da lista,

Segue abaixo a Carta de Guarapuava sobre Plantas Transg�nicas, aprovada
durante encontro ocorrido no munic�pio de Guarapuava/PR, entre os dias 25 e
26 de mar�o /99, que resume as demandas de alguns centros de pesquisa /
Universidades, ONgs e movimentos sociais sobre a quest�o dos OGMs em rela��o
aos direitos do consumidor, danos ambientais e sa�de p�blica.

Andre Lima


CARTA DE GUARAPUAVA
�S AUTORIDADES FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS E AO P�BLICO EM GERAL, SOBRE
PLANTAS TRANSG�NICAS

Nos dias 25 e 26 de mar�o de 1999, realizou-se o I Semin�rio Paranaense
sobre Plantas Transg�nicas e suas implica��es na Agricultura, Meio Ambiente
e Sa�de, al�m dos aspectos legais e de direito dos consumidores.

Este evento foi promovido pela Funda��o para o Desenvolvimento Econ�mico
Rural da Regi�o Centro-Oeste do Paran� (Funda��o RURECO), Universidade
Estadual do Centro-Oeste do Paran� (UNICENTRO) e Prefeitura Municipal de
Guarapuava, e co-promovido pelas ONGs do Paran�, ASSESOAR, de Francisco
Beltr�o, AS-PTA, de Uni�o da Vit�ria e IAF, de Turvo.

Estiveram presentes representantes de institui��es de pesquisa, empresas de
assist�ncia t�cnica, ind�strias, prefeituras municipais, sindicatos e
associa��es de agricultores, universidades, institui��es de ensino, bem como
outras entidades de classe e da sociedade civil organizada, totalizando um
n�mero acima de 800 participantes.

Foi lament�vel, no entanto, a aus�ncia de representantes em nome da Comiss�o
T�cnica Nacional de Biosseguran�a (CTNBio), n�o obstante a insist�ncia do
convite, por parte da comiss�o organizadora.

A realiza��o do Semin�rio decorreu da necessidade urgente de maior discuss�o
em rela��o ao tema e da dissemina��o dos conhecimentos relacionados aos
Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), visto as m�ltiplas implica��es
potenciais do uso de plantas transg�nicas na sa�de, no meio ambiente e na
agricultura.

Justamente por valorizar a import�ncia e a necessidade do processo
cient�fico para garantir que qualquer uso de OGMs, tais como plantas
transg�nicas, n�o represente danos atuais ou futuros ao meio ambiente e �
sa�de humana, os participantes do Semin�rio decidem apresentar �s
autoridades federais, estaduais e municipais, bem como ao p�blico em geral,
as seguintes propostas:

� Considerando o "Princ�pio da Precau��o", garantido na Constitui��o
Federal, instituir uma "morat�ria" na libera��o de plantas transg�nicas e
seus produtos derivados no pa�s de, no m�nimo, cinco anos, para avalia��o
dos efeitos e impactos da utiliza��o de OGMs, permitindo que as pesquisas, a
capacidade cient�fica e o debate p�blico possam ser promovidos;

� Revis�o do decreto que regulamenta a Lei Nacional de Biosseguran�a,
visando seu aperfei�oamento atrav�s de, pelo menos:

1. Exig�ncia de elabora��o de Estudo de Impacto Ambiental e Relat�rio de
Impacto Ambiental (EIA-RIMA), para a libera��o de qualquer OGM, sob a
responsabilidade do Minist�rio do Meio Ambiente, de acordo com a
Constitui��o Federal (artigo 225 �1o. inciso IV) e resolu��o do CONAMA n�
237/97;

2. Detalhamento dos crit�rios para atender �s preocupa��es relativas aos
impactos do uso de OGMs na sa�de humana;

3. Incluir crit�rios para a avalia��o de impactos s�cio-econ�micos em
rela��o aos efeitos do uso de OGMs e seus produtos derivados;

4. Modifica��o da composi��o da CTNBio, garantindo a representa��o da
sociedade civil (entidades da sociedade civil reconhecidamente atuantes nas
�reas da agricultura, meio ambiente, sa�de p�blica, defesa dos consumidores,
pesquisa cient�fica, al�m de entidades de classe) e a participa��o efetiva
da sociedade no debate e nas delibera��es;

� Exigir da CTNBio a elabora��o de uma Pol�tica Nacional de Biosseguran�a, a
ser discutida em audi�ncias p�blicas com os v�rios setores da sociedade,
al�m da total transpar�ncia na divulga��o de informa��es sobre suas
atividades e delibera��es ao p�blico, visto o direito fundamental �
informa��o, garantido pela Constitui��o Federal (artigo 5o, inciso XXXIII);

� Exigir dos �rg�os competentes, a segrega��o de OGMs no processo produtivo
e a rotulagem desses organismos e seus produtos derivados que viessem a ser
aprovados, incluindo no r�tulo todas as especifica��es exigidas por normal
legal;

� Solicitar ao Congresso Nacional que exer�a seu poder de fiscaliza��o sobre
as a��es do Poder Executivo na �rea de biosseguran�a;

� Nas negocia��es internacionais pertinentes � biosseguran�a, o Minist�rio
de Rela��es Exteriores deve consultar entidades da sociedade civil
organizada e �rg�os oficiais envolvidos no tema, para formular a posi��o
brasileira para fins de representa��o junto ao Codex Alimentarius, Protocolo
de Biosseguran�a e Organiza��o Mundial do Com�rcio, sempre defendendo, como
prioridade, a sa�de e o ambiente, acima de considera��es comerciais;

� Estimular os Estados a legislarem concorrentemente sobre biosseguran�a, de
acordo com a Constitui��o Federal;


 NO ESTADO DO PARAN�,

* Implanta��o imediata da Comiss�o Estadual de Biosseguran�a, respons�vel
pela elabora��o de uma Pol�tica Estadual de Biosseguran�a e de legisla��o
respectiva, que garanta a manuten��o da sa�de da popula��o e a
sustentabilidade ambiental e s�cio-econ�mica das atividades relacionadas �
utiliza��o de OGMs, com participa��o da sociedade civil organizada;

* Convocar o Conselho Estadual de Meio Ambiente para discutir os impactos
ambientais decorrentes da utiliza��o de OGMs, visando garantir o
desenvolvimento sustent�vel de atividades concernentes a este tema no
Paran�;

* Apoiar iniciativas de entidades governamentais e n�o governamentais do
Paran�, que os participantes deste Semin�rio se comprometem em implementar,
visando a promo��o do debate em rela��o aos OGMs e suas implica��es junto �s
entidades da sociedade civil organizada.


C�pias para
a) n�vel Nacional: Presidente Rep�blica, Minist�rio da Sa�de, Minist�rio da
Justi�a, Minist�rio P�blico Federal, Minist�rio do Meio Ambiente, Minist�rio
da Agricultura e Abastecimento, Minist�rio da Ci�ncia e Tecnologia,
Minist�rio das Rela��es Exteriores, Presidente do Senado e da C�mara dos
Deputados, CTNBio, Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ci�ncia, ABC,
Associa��o Brasileira de Imprensa, Entidades de Classe e Imprensa;
b) n�vel Estadual: Governador do Paran�, Assembl�ia Legislativa, Minist�rio
P�blico Estadual do Paran�, Secretaria de Sa�de, Secretaria de Meio
Ambiente, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Secretaria de Educa��o,
Secretaria de Ci�ncia, Tecnologia e Ensino Superior, PROCON, Entidades de
Classe e Imprensa.


-----Mensagem original-----
De: David Hathaway [mailto:[EMAIL PROTECTED]]
Enviada em: Domingo, 28 de Mar�o de 1999 18:34
Para: Recipient list suppressed; [EMAIL PROTECTED]
Assunto: Carta de Guarapuava sobre Plantas Transgenicas


Amigos,

Segue em anexo c�pia da "Carta de Guarapuava", discutida e aprovada pelo
Plen�rio Final do I Semin�rio Paranaense sobre Plantas Transg�nicas,
realizado em Guarapuava, Paran� (no sul do Brasil, uma das regi�es
agr�colas mais desenvolvidas do pa�s), nos dias 25 e 26 de mar�o de 1999.

O objetivo imediato desta Carta � a mais ampla divulga��o poss�vel das
conclus�es e recomenda��es do Semin�rio Paranaense para, a curto e m�dio
prazo, contribuir ao processo de uma reformula��o da pol�tica nacional e
das pr�ticas relativas � introdu��o de plantas transg�nicas no Pa�s,
visando sempre atender os objetivos e a estrat�gia de um projeto de
desenvolvimento sustent�vel para o Brasil.

Para maiores informa��es, contatar os organizadores do Semin�rio, na
Funda��o para o Desenvolvimento Econ�mico Rural da Regi�o Centro-Oeste do
Paran� (Funda��o RURECO), em Guarapuava, Paran�:

e-mail: <[EMAIL PROTECTED]>
telefone: (042) 723-7849

- David Hathaway, AS-PTA/Rio

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Dicas:
1. Duvidas e instrucoes diversas, procure por Listas em:
http://www.pegasus.com.br
2. Treinamento a distancia: Redes TCP/IP: Teoria e Pratica
http://www.ganymede.com.br

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